Em meio à pandemia de COVID-19 e à expectativa global por uma vacina efetiva contra o novo coronavírus, a rede Brasil Saúde Amanhã, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), promoveu o lançamento do livro “Vacinas e Vacinação no Brasil: horizontes para os próximos 20 anos”. Editada pelo selo Edições Livres, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), a obra está disponível em acesso aberto, para download gratuito.

“Há 10 anos a iniciativa Brasil Saúde Amanhã atua na prospecção de cenários futuros para o Brasil e o sistema de saúde. Produzido no contexto da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 e em diálogo com a Coordenação de Ações de Prospecção da Presidência da Fiocruz, este livro é fruto do seminário ‘Vacinas e vacinação no Brasil: horizontes para os próximos 20 anos’, realizado em junho de 2019. A obra registra o debate promovido pelo evento e atualiza o seu conteúdo frente à pandemia de COVID-19”, informou o coordenador da iniciativa Brasil Saúde Amanhã, o pesquisador José Carvalho de Noronha, do Icict/Fiocruz.

O lançamento, online, contou com as participações do assessor científico sênior de Bio-Manguinhos, Akira Homma; a assessora científica do Instituto, Cristina Possas; o diretor adjunto da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa; o diretor do Icict, Rodrigo Murtinho; o coordenador da iniciativa Brasil Saúde Amanhã, José Carvalho de Noronha; o coordenador da Estratégia Fiocruz para Agenda 2030, Paulo Gadelha; a diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), Valdiléa Veloso; o coordenador das Ações de Prospecção da Fiocruz, Carlos Gadelha; e a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues.

Organizado por Homma, Possas, Noronha e Paulo Gadelha, o livro possui os capítulos Desenvolvimento e produção da vacina SARS-CoV-2, com autoria de Homma e Possas; e “Vacinas e vacinação no Brasil: horizontes para os próximos 20 anos”, com participação de Homma, Possas, Marcos Freire e Maria da Luz Fernandes Leal.

A contracapa, escrita pelo diretor Mauricio Zuma, faz homenagem ao ex-assessor de Bio, Reinaldo de Menezes Martins. “Esta obra se reveste de um significado simbólico muito especial para nós, pois é uma homenagem In Memoriam ao Dr. Reinaldo de Menezes Martins, reconhecido internacionalmente pela sua atuação na área de imunizações”, afirma.

Desafios e caminhos apontados

Durante o lançamento, Cristina Possas afirmou que “escrever este livro foi um enorme desafio, pela abrangência das questões que ele aborda. Ele reflete sobre a necessidade de uma mudança paradigmática sobre o que são as vacinas e a vacinação. O desenvolvimento e uso das vacinas, além da imunoterapia, terão alto impacto sobre o futuro da medicina, que demandará uma revisão do próprio olhar da prática médica. Os desafios também são enormes, como o declínio acentuado da cobertura vacinal não apenas em nosso país, uma questão destacada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando a mesma aborda a chamada ‘hesitação vacinal’. Altas coberturas vacinais são necessárias para o cumprimento das metas do chamado desenvolvimento sustentável, como citam indicadores da GAVI e da OMS.

Em sua fala, Akira Homma afirmou que a pandemia da COVID-19 deixa ensinamentos, como o desenvolvimento acelerado de vacinas. “Estes ensinamentos devem ser incorporados aos processos existentes de desenvolvimento, e as novas tecnologias precisam ser incorporadas tanto para o desenvolvimento de novas vacinas quanto para o aperfeiçoamento das já existentes. Todos nós que somos propositores de políticas de PDI neste setor devemos aprender com o momento. O fortalecimento do Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI), do Biomedical Advanced Research and Development Authority (Barda), a Operation Warp Speed, todos estes fatores deixam claro que é sim possível desenvolver novas vacinas, em curto espaço de tempo, se houver decisão política para tal”, ressaltou.

Paulo Gadelha citou a importância global do tema para o atingimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). “Esta obra de altíssima qualidade tem a visão de futuro, em escala móvel. Temos 10 anos até 2030, para o atingimento das metas dos ODS, e para isto estes termos, vacina e vacinação, são muito significativos. Eles dizem respeito não apenas ao melhor cumprimento da questão custo x benefício, em termos de promoção da saúde pública, mas também aos desafios e possibilidades da rota biotecnológica em saúde. O livro é importante não apenas pelo que está escrito nele, mas também pelas discussões que suscitará”, apontou.
Organizado em quatro capítulos, “Vacinas e vacinação no Brasil: horizontes para os próximos 20 anos” tem abordagem intersetorial e situa o Brasil em posição diferenciada dos demais países em desenvolvimento no campo da vacinologia.

Segundo os organizadores, “os ensaios combinam perspectiva histórica e visão estratégica e transitam da pesquisa ao desenvolvimento e inovação de vacinas, englobando produção, desafios regulatórios no âmbito da globalização e uma possível agenda para o futuro, na perspectiva das relações entre Saúde, Ciência e política industrial”.

Vacinas e Vacinação no Brasil: Horizontes para os Próximos 20 anos

Organizado em quatro capítulos, o livro trata da temática das vacinas e da dinâmica de vacinação a partir de uma abordagem sistêmica e intersetorial e situa o Brasil em uma posição diferenciada dos demais países em desenvolvimento no campo da vacinologia. Os ensaios combinam perspectiva histórica e visão estratégica e transitam da pesquisa ao desenvolvimento e inovação de vacinas, englobando produção, desafios regulatórios no âmbito da globalização e uma possível agenda para o futuro, na perspectiva das relações entre Saúde, Ciência e política industrial.

O primeiro capítulo – “Vacinas e Vacinações no Brasil: Agenda 2030 na Perspectiva do Desenvolvimento Sustentável” – direciona a prospecção tecnológica das atividades de pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas no Brasil e discute os fatores envolvidos no declínio da cobertura vacinal no país, além de cenários futuros até 2030 para imunizações no Sistema Único de Saúde (SUS). A ele se segue a nota complementar “Desenvolvimento e produção da vacina SARS-CoV-2”, assinada por Cristina Possas e Akira Homma.

O capítulo “Tendências econômicas e de inovação no mercado de vacinas: uma nota exploratória sobre a dinâmica global e nacional” apresenta as reflexões em busca de respostas para a pergunta crucial para a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação de vacinas no país: “morreremos, ficaremos estagnados e dependentes ou seremos inovadores nos próximos 20 anos?”. O texto também é atualizado pela nota complementar “A pandemia da CCOVID-19 e os desafios estruturais da inovação para o acesso universal no Brasil”, de Carlos Gadelha.

 

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Fonte: Brasil Saúde Amanhã / Fiocruz