Cientistas da Áustria anunciaram, em um artigo publicado na revista Eurosurveillance, a descoberta de um novo tipo de gonorreia. O caso descrito foi de um homem austríaco de 5o anos, que embora tivesse sintomas amenizados com tratamento, continuou testando positivo para a doença.

O homem relatou que cinco dias antes do início dos sintomas, ele teve relações sexuais sem preservativo com uma profissional do sexo no Camboja, que não pôde ser localizada.

A nova cepa, segundo os pesquisadores, tem alto nível de resistência à azitromicina e à ceftriaxona, duas das medicações padrão para tratar a infecção.

A resistência antimicrobiana preocupa a comunidade científica, já que esse problema vem se tornando cada vez mais comum.

A bactéria que causa a gonorreia, Neisseria gonorrhoeae, vem desenvolvendo progressivamente resistência aos antibióticos desde a década de 1930. Por conta disso, a Organização Mundial da Saúde passou a considerá-la um patógeno de “alta prioridade” e exigir o desenvolvimento de novos antibióticos.

A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por bactérias. A infecção pode atingir os órgãos genitais, a garganta e os olhos.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas mais frequentes causados por essas infecções são, na mulher, corrimento vaginal com dor no baixo ventre na mulher, e nos homens, corrimento no pênis e dor ao urinar.

No entanto, é muito comum que as infecções causadas por essas bactérias sejam assintomáticas na maioria dos casos.

O uso da camisinha masculina ou feminina é a melhor forma de prevenção.

Fonte: Catraca Livre