
07/02/2010 - 16h
“Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre". Este é o slogan da campanha de carnaval lançada neste fim de semana pelo Ministério da Saúde em horário nobre na TV aberta em todo o País.
Em três peças publicitárias diferentes, o governo federal promove a prevenção do HIV nos jovens gays, em meninas de 13 a 19 anos e incentiva a testagem para o vírus da aids.
Jovens ouvidos pela Agência de Notícias da Aids apoiaram a iniciativa, mas fizeram algumas ressalvas:
“Espero que a divulgação das versões seja de forma equilibrada para não passar o conceito que o vírus é só transmitido em casos de homossexualidade, como disse o Marcelo Dourado no Big Brother (saiba mais)”, ponderou Rafael Biazão, 19 anos, estudante de comunicação social. O jovem, no entanto, acredita que os vídeos conseguem transmitir uma mensagem de prevenção.
A estudante de ensino médio, Julia Weiss, de 16 anos, gostou da campanha, mas criticou a versão para homossexuais.
“Faltou mais carinho entre o casal. Parecia que os atores estavam um pouco desconfortáveis. O abraço foi estranho e achei muito pouco”, disse. Mas, ela aprovou a ideia. “O vídeo de testagem, principalmente, foi muito bom, sem o tom de bronca para usar a camisinha, mas sim uma linguagem mais descontraída”, acrescentou.
Para Caiã Tateishi, 15 anos, o vídeo para heterossexuais deixou a desejar. "A campanha deveria atingir classes sociais mais baixas, C e D, mas fiquei com a impressão que estava voltada mais para classe média alta", opinou. Para ele, as versão de testagem e a homossexual foram boas.
Para assistir os vídeos da campanha e conhecer outras peças publicitárias, clique aqui.
O Ministério da Saúde pretende com essas campanhas estimular uma resposta contra o HIV na faixa etária de 13 a 19 anos, que segundo o boletim epidemiológico apresenta mais casos de aids entre as mulheres. E nos jovens gays, pois de acordo com os dados nacionais referentes a 2007, 39,2% dos casos diagnosticados da doença , entre os jovens, foram entre os homens que fazem sexo com homens.
Rodrigo Vasconcellos