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Diminuem comportamentos de risco entre adolescentes heterossexuais norte-americanos, revela pesquisa
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No entanto, relatório divulgado durante a Conferência Internacional de Aids em Washington diz que as taxas de infecção por HIV continuam crescendo entre os jovens negros gays

24/07/2012 – 16h50

Kevin Fenton, Diretor do Centro Nacional para HIV/Aids do Centro de Controle e Prevenção da Doença


Os adolescentes norte-americanos estão fazendo um bom trabalho em se proteger do HIV, o vírus causador da Aids, segundo um novo estudo do Centro para Controle e Prevenção da Doença (CDC, sigla em inglês). Particularmente os estudantes negros do ensino médio reduziram drasticamente comportamentos que podem levar à infecção ao HIV nos últimos 20 anos, ajudando a estreitar a lacuna entre eles e estudantes brancos em relação a comportamentos de risco.

“É uma boa notícia, mas nós ainda temos muito a fazer”, disse Kevin Fenton, diretor do Centro Nacional para HIV/Aids do CDC, falando na Conferência Internacional 2012 em Washington. “O fardo pesado do HIV nos Estados Unidos não é inevitável e nem aceitável.”

Mudanças ocorridas de 1991 para 2011 incluem:

- A proporção dos estudantes de ensino médio que já fizeram sexo caiu de 54% para 47%. Entre os negros, a queda é ainda maior, de 82% para 60%.
- A proporção de estudantes que fez sexo nos últimos três meses diminuiu de 38% para 34%. Entre os negros, o número caiu de 59% para 41%.
- The proportion of students who had sex within the past three months declined from 38% to 34% overall. Among blacks, that number fell from 59% to 41%.
- A proporção de esutantes que teve quarto ou mais parceiros sexuais decresceu de 19$ para 15%. Entre negros, de 43% para 25%.
- Entre os estudantes ativos sexualmente a proporção daqueles que usaram preservativos na última vez que fizeram sexo aumentou de 46% para 60%. Entre os negros, este índice aumentou de 48% para 65%.

Mesmo que essas tendências se mostrem positivas, o relatório observa que essas melhorias foram alcançadas entre 2001 e 2003, com poucos ganhos desde então. Entre os negros, por exemplo, a proporção dos que utilizaram camisinha na última relação sexual caiu de 70% em 1999 para 65% em 2011.

“Significativamente, o número de novas infecções pelo HIV - que caiu acentuadamente desde o pico em meados dos anos noventa - também atingiu um patamar ao longo da última década, em cerca de 50.000 por ano”, ressaltou Fenton. “Ao mesmo tempo, a média de idade em que os adolescentes iniciam a vida sexual – 16 anos – não mudou em 20 anos”, enfatizou Laura Kann, do CDC.

“Os números positivos globais também mascaram a falta de progresso em várias medidas entre os hispânicos”, acrescenta Kann. “Por exemplo, não houve muita mudança nas estatísticas referentes aos hispânicos que tiveram relações sexuais nos últimos três meses.”em números que já tiveram relações sexuais ou que tiveram relações sexuais nos últimos três meses.”

As taxas de HIV também estão subindo rapidamente em populações específicas, como jovens negros gays, de acordo com outra pesquisa apresentada na conferência. Quase 6% dos homens gays negros com menos de 30 anos são infectados com o vírus da Aids a cada ano, de acordo com um estudo apresentado na segunda-feira, 23 de julho, com um em cada quatro negros gays se infectando aos 25 anos de idade. “Isto é inadmissível”, lamentou Fenton.

O CDC acompanha de perto o comportamento sexual dos adolescentes, utilizando a sua Pesquisa Nacional sobre Comportamentos de Risco da Juventude, que ocorre a cada dois anos. “ Isso é importante porque 40% das novas infecções são em pessoas menores de 30 anos, com cerca de 19.000 americanos nessa faixa de idade se infectando a cada ano”, explicou Fenton.

“A pandemia da Aids nos EUA é em grande parte uma pandemia de jovens”, diz Fenton. "Eles terão de enfrentar uma vida inteira de tratamento médico, problemas emocionais e de custos com cuidados de saúde. No entanto, a Estratégia Nacional para o HIV/Aids dos Estados Unidos reconhece que a luta contra a doença deve envolver mais do que a mudança de comportamento individual.” As pesquisas agora ligam fortemente a infecção pelo HIV nos EUA com a pobreza e as questões sociais, tais como falta de moradia, população carcerária., a falta de educação, discriminação racial e homofobia. "O CDC não pode lidar com estes fatores sociais sozinho", enfatiza ele.

Novos esforços do CDC para combater o HIV incluem o aumento da testagem de HIV e estudos de formas de envolver os grupos comunitários, como igrejas e famílias, para reduzir o estigma e apoiar adolescentes gays. "Você não pode mudar todos", diz Fenton. "Mas você pode trabalhar com pessoas que estão prontas."

Em uma entrevista, Jeanne White, a mãe do falecido adolescente ativista de Aids Ryan White pediu para o país fazer mais por seus jovens. Por um lado, ela diz que comemora os progressos realizados desde 1984, quando seu filho, um hemofílico infectado com sangue contaminado, soube que tinha o vírus da Aids. “O progresso do país em quase erradicar a transmissão de mãe para filho é uma bênção para essas crianças", disse White. "Mas agora temos que fazer algo pelos nossos adolescentes."

Redação Agência de Notícias da Aids


A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington em parceria com o portal UOL, Rede Cultura, Rádio Estadão/ESPN, Voz da América e Rede de Comunicação Oboré.

Esta cobertura tem apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com apoio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).




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