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Pacientes têm opiniões diferentes sobre uso do Truvada para prevenção do HIV
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17/07/2012 - 15h45

Beto Volpe, Hugo Hagström e William Amaral fazem tratamento contra a aids há vários anos. Em entrevista à Agência de Notícias da Aids, eles mostraram opiniões diferentes sobre o uso do antirretroviral Truvada para prevenção do HIV, mas concordaram que o preservativo ainda é o melhor método de prevenção do vírus.

Nesta segunda-feira, 16 de julho, a Agência Federal de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir o HIV.

Um dos fundadores do Grupo Hipupiara de São Vicente, Beto Volpe acredita que o surgimento do coquetel antiaids já fez com que a população se preocupasse menos com o HIV e um medicamento de prevenção só banalizaria ainda mais a doença. “O uso do Truvada deveria ser controlado por especialistas e não acessível para qualquer pessoa”, comentou.

Beto ressalta também que como é possível viver mais tempo com aids, muitas pessoas acabam não dando tanta importância para a doença. “Acabei de participar de um encontro e 70% dos participantes têm o vírus há mais de 20 anos, mas não podemos nunca esquecer da gravidade da aids”, completa.

Já Hugo Hagström, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), disse que, caso o governo brasileiro adote esta liberação, o receio das pessoas à doença seria o mesmo. “A banalização já é um fato desde o surgimento do coquetel. Não acho que vá banalizar ainda mais”, afirma. “Uma das questões que colaboram é o receio da população aos efeitos adversos. As pessoas imaginam que os medicamentos ligados ao HIV e aids são grandes monstros e teriam certo medo de ingeri-los”, completa.

O representante da RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e aids) no Rio de Janeiro, William Amaral, vê o uso do Truvada como mais uma forma de prevenção. “Pode ser útil para alguns casais sorodiscordantes, por exemplo... Mas as pessoas precisam saber que a proteção do medicamento não é de 100%. Então, o preservativo ainda é a melhor opção”, completa.

Ana Alkmim

DICAS DE ENTREVISTA:


Beto Volpe
E-mail: luiz_volpe@uol.com.br

Hugo Hagström
Tel.: (0XX11) 5084-6397





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