O Ministério da Saúde anunciou em março a inclusão de dez novas práticas alternativas no SUS (Sistema Único de Saúde) como florais, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar e cromoterapia. Agora, são 29 procedimentos oferecidos. No ano passado, foram realizados mais de 1,4 milhão de atendimentos aos usuários, como acupuntura, yoga e auriculoterapia.

O tema é destaque no Tendências e Debates, da Folha de S. Paulo, nesse sábado (14). De um lado, Daniel Amado, coordenador de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde do Ministério da Saúde, defendeu a decisão do governo de incluir terapias alternativas na cobertura do SUS. “O modelo adotado pelo Ministério da Saúde está absolutamente de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde e atende a um pleito de gestores, trabalhadores e usuários nas Conferências Nacionais de Saúde.”

Segundo ele, “somos pioneiros. Há 12 anos, quando o Ministério da Saúde incorporou acupuntura e homeopatia também houve debate. Mas, hoje, colhemos os benefícios da oferta mais ampla. Atingimos, por ano, mais de 5 milhões de brasileiros de 3.173 municípios e 9.350 estabelecimentos do SUS, 88% na atenção básica.” Leia mais.

Do outro lado, o cardiologista Henrique Batista e Silva, secretário-geral do Conselho Federal de Medicina (CFM), disse acreditar que o governo não tomou uma boa decisão. “No Brasil, assim como na maioria dos países do Ocidente, o diagnóstico e o tratamento de doenças são conduzidos a partir de procedimentos cientificamente comprovados. Isso implica considerar válidos para a boa assistência aos pacientes apenas os medicamentos, métodos e abordagens terapêuticas que contam com validação científica.”

“A oferta dessas práticas no SUS é um tema sério, pela confusão que gera na população no momento de optar entre tratamento alternativo e um realmente eficaz. O emprego das terapêuticas validadas permanece ainda suscetível às incertezas decorrentes da resposta do organismo de cada paciente. Também sofre a influência dos cenários de prática, muitas vezes desprovidos de recursos adequados”, defendeu.

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Fonte: Folha de S. Paulo