As seleções da Croácia e da Inglaterra se enfrentam na tarde dessa quarta-feira (11). A vencedora enfrentará a França na grande final da Copa do Mundo da Rússia.

Na luta contra aids, a Inglaterra tem apresentado maiores avanços. Isso porque a Croácia é um país é bastante conservador. O programa de educação e saúde, que inclui algumas diretrizes de ensino sobre sexualidade nas escolas, foi cancelado pela Corte Constitucional em maio de 2013 sob alegação de que faltou debate público.

Do outro lado, os números da Inglaterra são animadores: 96% dos adultos infectados estão tomando antirretrovirais. E 94% estão com carga viral indetectável.

 

Croácia

A Croácia tem cerca de 1.500 pessoas vivendo com HIV/aids numa população de 4,1 milhões de habitantes. A incidência do HIV, por 100 mil habitantes é de 0.04 casos. Na faixa etária entre 15 e 49 anos, a prevalência é inferior a 0,1%.

Os primeiros casos de aids foram registrados e passaram a ser monitorados na Croácia em 1985. As relações sexuais desprotegidas são a maior causa da infecção, que vem aumentando mais na população de homens que fazem sexo com homens (HSH).

Das novas infecções na Croácia, 87% foram entre os homens, sendo 61% atribuídas a HSH; 18% a relações heterossexuais e 5,5% a usuários de drogas injetáveis.

Desde 2010, dez serviços de saúde na Croácia fornecem testagem gratuita para o HIV. Segundo a política local, o teste para o vírus não pode, jamais, ser obrigatório e todas as doações de sangue são testadas desde a metade dos anos 80.

O país é bastante conservador e predominantemente católico romano, com influência dos bispos. O programa de educação e saúde, que inclui algumas diretrizes de ensino sobre sexualidade nas escolas, foi cancelado pela Corte Constitucional em maio de 2013 sob alegação de que faltou debate público.

 

Mais números da Croácia

* Mortes por aids desde 1985: 201

* Mulheres maiores de 15 anos vivendo com HIV: 360

* Cobertura do tratamento antirretroviral: 89%

* Entre os usuários de drogas injetável a prevalência do HIV é menor que 1%

 

Inglaterra

O Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) não computa os dados da Inglaterra separadamente, mas do Reino Unido formado por, além da Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte. São 101.200 pessoas vivendo com HIV/aids. São 6.095 novas infecções ao ano e, até então, 594 mortes por aids foram registradas. A prevalência do HIV é de 0,16%.

Já entre homens que fazem sexo com homens, a prevalência é de 2,5%. Quanto ao tratamento, o números são animadores: 96% dos adultos infectados estão tomando antirretrovirais. E 94% estão com carga viral indetectável.

Por outro lado, os diagnósticos tardios são um grande desafio. Segundo o Relatório de Saúde Pública da Inglaterra e do Reino Unido, no ano de 2016, 42% dos diagnósticos foram realizados em estágio já avançado da infecção.

Além disso, outro desafio está associado a falta de informação. Uma recente pesquisa no Reino Unido, revelou que apenas 45% das população pôde identificar as formas de transmissão do HIV.

Mais sobre o país

O sistema de saúde é o mesmo para todo o Reino Unido. O National Health Service ou NHS, como é mais conhecido, é o maior sistema público de saúde e o mais antigo do mundo.

Todos os bairros de Londres contam com um General Practitioner Surgery que funciona como um centro de saúde local, uma espécie de UPA no Brasil.

O tratamento contra a infecção pelo HIV é o único que o sistema de saúde não contempla para os estrangeiros, que têm de pagar pelos antirretrovirais. Segundo os responsáveis por essa medida, ela tem duplo benefício: evita que os estrangeiros acabem nos hospitais ingleses devido a complicações causadas pela aids, cujo custo do tratamento é muito alto e diminui em muito as probabilidades de terceiros serem infectados pelo vírus.

 

Redação da Agência de Notícias da Aids