Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

 
 
 


‘Sexo oral não é preliminar e tem riscos na transmissão de DSTs’, explica o médico Jairo Bouer em sua coluna na Folha de S.Paulo‘Sexo oral não é preliminar e tem riscos na transmissão de DSTs’, explica o médico Jairo Bouer em sua coluna na Folha de S.Paulo

11/10/2010 - 10h

A coluna do médico e psicanalista Jairo Bouer no jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira destacou os riscos que o sexo oral traz para as infecções sexualmente transmissíveis. Dúvida comum dos jovens – principais leitores dessa coluna – o sexo oral possibilita com que a mucosa da boca entre em contato com a mucosa do pênis, vagina e ânus, ou com as secreções deles, sendo assim está criada uma situação possível de risco de transmissão de uma DST (doença sexualmente transmissível). Assim, Herpes, HPV, gonorreia, sífilis e hepatite A são algumas das doenças que podem ter sua transmissão pelo sexo oral.

O HIV, segundo os infectologistas, também, em teoria, poderia ser transmitida dessa forma. É lógico que o risco de transmissão é menor do que nas outras formas de sexo, mas esse risco existe, e é importante que as pessoas pensem que esse tipo de atividade é bastante íntima e exige alguns cuidados. Leia a seguir na íntegra:

Em muitas pesquisas sobre comportamento sexual, o jovem acha que sexo oral não é sexo. A maioria classifica essa atividade como sendo parte das preliminares, mas não um contato sexual propriamente dito. Isso tem um impacto importante na maneira como as pessoas se protegem ou ficam expostas a riscos em sua prática sexual.

Assim, se fazer sexo oral é apenas uma forma a mais de intimidade (e não sexo), ele não necessita de maiores cuidados. "Para que vou me proteger se não há risco?" Errado, não é, pessoal?

Sexo oral é sexo, sim, já que possibilita o contato íntimo entre mucosa (revestimento interno) da boca com outra mucosa ou secreção de região genital. A mucosa é um tecido frágil e sensível a ferimentos e à contaminação por infecções.

Se a mucosa da boca entra em contato com a mucosa de pênis, vagina e ânus, ou com as secreções deles, está criada uma situação possível de risco de transmissão de uma DST (doença sexualmente transmissível). Assim, Herpes, HPV, gonorreia, sífilis e hepatite A são algumas das doenças que podem ter sua transmissão pelo sexo oral.

O HIV, segundo os infectologistas, também, em teoria, poderia ser transmitida dessa forma. É lógico que o risco de transmissão é menor do que nas outras formas de sexo, mas esse risco existe, e é importante que as pessoas pensem que esse tipo de atividade é bastante íntima e exige alguns cuidados.

O uso de camisinha no sexo oral é pouco comum, mas é importante que se pense nessa possibilidade. No caso de o sexo oral ser feito no homem, uma camisinha pode ser colocada. No caso do sexo oral na vagina, um "isolamento" com camisinha cortada (um "quadrado" de camisinha) ou filme plástico são alternativas. Camisinha com sabor facilita a prática. Não use preservativo com lubrificante ou espermicida, em função do gosto ruim que esses produtos podem ter.

Fonte: Folha de S.Paulo