Sábado, 21 de Outubro de 2017

 
 
 


Parceria Brasileira Contra a Tuberculose planeja novas ações e assembleia geralParceria Brasileira Contra a Tuberculose planeja novas ações e assembleia geral

10/08/2017 – 17h50

Membros da Secretaria-Executiva da Parceria Brasileira contra a Tuberculose se reuniram na última quarta-feira (8) para discutir ações do fórum e planejar a assembléia geral para o mês de outubro. O colegiado é formado por organizações governamentais, ONGs, instituições de pesquisa, religiosas e de classe, iniciativa privada e agências internacionais. A iniciativa foi fundada em 2004 como um fórum de mobilização e incidência política em temas relacionados com a tuberculose e coinfecção com o HIV.

Durante a reunião foi apresentado uma sugestão de alteração do regimento interno, a partir das reflexões de um Grupo de Trabalho. O programa para a próxima assembléia agendada para 25 e 26 de outubro, quando será eleita a nova coordenação colegiada executiva, também foi discutido. O atual coordenador, Carlos Basília, relatou as ações desenvolvidas nos últimos anos dando destaque a participação nos fóruns de debate sobre a valorização do SUS e ameaças sobre o seu funcionamento: "A luta pelo fim da tuberculose somente será alcançará dentro de um sistema de saúde valorizado e com financiamento adequado.”

Jair Brandão, da ONG Gestos de Recife, destacou o caráter diverso da parceria e como este fator pode colaborar para a multiplicação das ações de prevenção e tratamento, segundo ele "a participação de ONGs e redes de pessoas que vivem com HIV e aids neste espaço é fundamental para se trazer a realidade cotidiana do impacto da tuberculose na vida das pessoas vivendo com HIV."

A coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Denise Arakaki, manifestou apoio a continuidade e fortalecimento da iniciativa. Para ela "a sociedade civil tem importante papel na luta contra a tuberculose e a co-infecção com o HIV, pois atua diretamente onde vivem e circulam os atingidos e suas famílias. Além de multiplicar informações, os ativistas são preciosos no combate ao preconceito."

Atualmente menos da metade das pessoas diagnosticadas com tuberculose e HIV tem acesso aos medicamentos antirretrovirais, sendo este um importante desafio a ser enfrentado.

A advogada Márcia Leão, do Fórum de ONG/Aids do Rio Grande do Sul, destacou a necessidade de ações conjuntas entre as organizações, visto que muitas vezes o é o mesmo publico acometido por ambas as patologias.

Atualmente a parceria está em fase de recadastramento das organizações já afiliadas e deverá, na próxima assembleia, avaliar a admissão de novas organizações.

 

Dica de entrevista

Carlos Basilia

Tel.: (21) 99807-6622

 

Liandro Lindner, especial para a Agência Aids