Terça-feira, 26 de Setembro de 2017

 
 
 


Salvador registra 14 mortes por tuberculose e monta estratégia para controlar doençaSalvador registra 14 mortes por tuberculose e monta estratégia para controlar doença

16/07/2017 - 11h05

Grupo de trabalho com representantes de diversas entidades municipais começa a se reunir na próxima segunda-feira (17)

Doença infectocontagiosa transmitida pelo Bacilo de Koch, a partir da tosse, espirro ou fala de quem está doente, a tuberculose matou 14 pessoas em Salvador este ano, quando 723 casos foram registrados. Em 2015, 1.618 casos novos foram notificados e 130 pessoas morreram. Com o objetivo de controlar a enfermidade, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), criou o Grupo Condutor Municipal de Controle da Tuberculose para planejar ações de prevenção, promoção e assistência de reabilitação do paciente. 

O primeiro encontro do grupo ocorrerá na próxima segunda-feira (17). Trata-se de um grupo de trabalho multisetorial formado por representantes de diversas entidades municipais, além da sociedade civil, entre elas a SMS, a Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e o Comitê Baiano para Controle da Tuberculose. Em cronograma a ser definido nos próximos dias, a equipe se reunirá para elaborar políticas públicas voltadas para o tema. 

Uma das medidas a ser pensada pela equipe é a descentralização do serviço de prevenção e diagnóstico da doença para ambientes onde haja pessoas vulneráveis à infecção, a exemplo dos lugares que concentram moradores de rua. “É uma medida importante, porque quanto mais rápido a doença for diagnosticada, mais fácil será o tratamento”, disse a diretora de atenção à saúde da SMS, Luciana Peixoto.

A tuberculose está entre as doenças infecciosas que mais mata no Brasil. A Bahia ocupa o 3º lugar com maior carga da doença no país, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). No estado, anualmente, são diagnosticados mais de 4.500 de casos novos de tuberculose, destes apenas 61,8% são curados e o abandono de tratamento chega a 6,1%.

Segundo a Sesab, em 2016, foram 4.379 casos novos e 225 óbitos. A morte atinge principalmente as populações em situação de vulnerabilidade social - como pessoas residentes nas áreas mais pobres dos municípios, e especialmente as pessoas em situação de rua, negros, indígenas, pessoas vivendo com HIV/Aids, quilombolas e pessoas privadas de liberdade.

Sintomas
Os sintomas mais frequentes são tosse seca e contínua, no início, e depois com secreção; cansaço; perda de apetite; emagrecimento e fraqueza; suor excessivo; e febre. Uma das maneiras de prevenção é a vacina BCG, recomendada para o primeiro mês de vida da criança.

A vacina diminui as chances de desenvolver formas graves da doença, mas não é 100% eficaz contra a tuberculose pulmonar. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo, HIV e qualquer outro fator que gere baixa resistência do sistema imunológico também favorecem o contágio.  

Riscos
Luciana Peixoto explica que o grande risco da doença é a negligência com o tratamento. “A cura da tuberculose leva entre seis meses a um ano para ocorrer e, normalmente, após um mês sendo medicado, o sintomas somem, o paciente acha que já está recuperado, e suspende a medicação. Aí está o problema, porque a doença volta mais forte e multirresistente”, conta.

Com o abandono do tratamento, o paciente precisa mudar o medicamento para um mais forte e em quantidade maior. A negligência pode ainda desenvolver um problema respiratório para toda a vida. 

Onde tratar 
Todas as unidades básicas de saúde do município dispõem de programa de controle da tuberculose, por isso, estão preparadas para atender a população.

Fonte: www.correio24horas.com.br