Sexta-feira, 21 de Julho de 2017

 
 
 


Em cidades de SC, pacientes enfrentam falta de medicamentos e de testes para monitorar HIVEm cidades de SC, pacientes enfrentam falta de medicamentos e de testes para monitorar HIV

16/07/2017 - 10h55

Em Lages, apenas gestantes e crianças menores de dois anos estão fazendo o teste.

Os pacientes com HIV em Santa Catarina têm enfrentado falta de medicamentos e de testes da carga viral para monitorar a evolução da doença. Na Serra e na Grande Florianópolis, pacientes têm tido dificuldade em dar continuidade ao tratamento, como mostrou a RBS TV.

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que o abastecimento de remédios será regularizado até o fim de julho, a partir do que for enviado pelo Ministério da Saúde. Já o ministério declarou que tem garantido remessas regulares para manter os estoques, e que cabe ao estado estabelecer um fluxo de distribuição para as unidades de saúde.

Ainda de acordo com o Governo Federal, o contrato para uma compra de R$ 1,5 milhão em testes foi assinado para distribuição nas próximas semanas.

Pacientes estão preocupados

Edilamara faz tratamento há 13 anos, mas agora o teste para saber se a medicação está sendo eficaz não pode ser feito. “Faz tempo que eu não faço, o correto seria a cada quatro meses. Já haviam passado para cada seis meses e depois uma vez ao ano. Agora, realmente está difícil”, disse Edilamara Albano.

Em Lages, os testes são feitos na Vigilância Epidemiológica e encaminhados para um laboratório de Florianópolis, mas desde junho, apenas gestantes e crianças com até 1 ano e seis meses estão tendo acesso ao teste.

“Em princípio, estamos aplicando em pessoas consideradas prioritárias para otimizar o estoque que há no laboratório do Ministério. Esperamos que se regularize logo esta situação, mas ela não impede de iniciar, continuar ou retomar o tratamento com antiretroviral”, explicou Sumaya Pucci, diretora da Vigilância Epidemiológica de Lages.

Desde fevereiro, ao menos uma semana por mês, os medicamentos tem faltado. “Antes a gente entregava de dois em dois meses o tratamento, agora, estamos procurando fazer mensal para evitar que os pacientes fiquem sem medicação”, complementou Sumaya.

“Se eu parar de tomar o medicamento, o vírus se tornará resistente, se eu ficar esperando por um certo tempo, começo a tomar novamente e isso será uma janela para uma doença oportunista”, contestou Edilamara.

Em Florianópolis, o fornecimentos também é considerado limitado. “Tem alguns lugares em que estão até fracionando, abrindo a medicação para distribuir. Antigamente, você ia buscar remédios para dois meses, hoje, é só para um mês. Agora, estamos sentindo esse problema em nível de Santa Catarina e em nível de Brasil há dois meses”, afirmou Helena Lima Pires, ativista do grupo de apoio à prevenção da Aids em Santa Catarina.

“Estamos sentindo muito desânimo, depressão das pessoas, muitas delas desistindo de fazer o tratamento. Precisamos que o estoque seja abastecido”, disse a ativista.

 

Fonte: G1 / RBS TV