Terça-feira, 26 de Setembro de 2017

 
 
 


Congresso de DST e HIV: Evento chega ao fim com premiações. O próximo acontece em Foz do IguaçuCongresso de DST e HIV: Evento chega ao fim com premiações. O próximo acontece em Foz do Iguaçu

15/07/2017 – 14h35

O 12º Congresso da Sociedade Brasileira de DST e 8º Congresso Brasileiro de Aids, de 2019, já tem local marcado: Foz do Iguaçu (PR). O anúncio foi feito na última quarta-feira (13), antes do encerramento da edição 2017 do evento. Os Congressos reuniram mais de mil participantes em busca de atualização no manejo clínico do enfrentamento das IST/aids. Durante 5 dias (de 9 a 13), pesquisadores do Brasil e do mundo estiveram, no Rio de Janeiro, para o 22º Congresso Mundial de Doenças Sexualmente Transmissíveis e HIV e compartilharam informações e evidência científicas sobre as infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia, HPV, HIV e outras.

Na cerimônia de encerramento, foram premiados os melhores trabalhos apresentados no evento. A Sociedade Brasileira de DST (SBDST) aproveitou para anunciar sua nova diretoria, eleita para os próximos dois anos.

Confira a opinião dos participantes sobre os Congressos:

Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais: “Do ponto de vista cientifico, tanto o congresso mundial como o nacional, a qualidade foi espetacular. As pessoas que puderam ter acesso ao evento, que foram poucas por causa do valor praticado nas inscrições, puderam escutar todas as ilustres pessoas internacionais e nacionais que dominam os vários temas abordados. Observei que a OMS esteve com bastante força nesse evento, trazendo discussões programáticas de grande relevância para o nosso país, pois a organização tem modelos a serem seguidos e alinhados com a nossa política pública. Com relação aos temas, penso que a PrEP, a sífilis  e a gonorreia teve tiveram seu papel predominante. Alguns eixos passaram de forma mais leve, como questões comportamentais, mas não deixaram de ser abordados. Hoje, cada vez mais, as respostas dentro das políticas públicas têm que envolver questões comportamentais, estruturais e, principalmente, tentar pelo viés das ISTs serem adicionado a resposta ao HIV.”

Cazu Barros, do Fórum Estadual de ONGs/Aids do Rio de Janeiro: "As discussões dos Congressos foram boas, aprendemos mais sobre as novas tecnologias de prevenção e diagnóstico para diferentes DSTs. Deu para perceber que a comunidade científica está antenada as infecções sexualmente transmissíveis. Deixou a desejar em relação ao autoteste do HIV, poderia ter havido mais discussões sobre essa nova tecnologia."

Antônio Gerbase, consultor internacional de HIV/aids, ISTs e saúde pública: "Um evento como esse é extremamente importante. É expressivo ter cerca de 960 participantes, sendo 550 brasileiros. Foi uma oportunidade de compartilhar conclusões de evidências cientificas entre brasileiros e estrangeiros. Se não fossem as pesquisas científicas mostrando que a sífilis congênita precisa ser combatida como um problema de saúde pública, o governo brasileiro não teria conseguido apoio para o caminho de eliminação."

Rosilda Pereira, presidente da Associação de Mulheres da Ilha e membro do Fórum Estadual de ONGs/Aids do Rio de Janeiro: "Achei excelente. Foi uma experiência que eu não imaginava ter. Aprendi muito sobre HPV. Esses aprendizados são importantes para quem está na ponta fazendo prevenção junto às comunidades."

Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/ Aids de São Paulo: “Tenho uma avaliação muito positiva de ter acompanhado um congresso internacional. Algumas questões puderam ser compartilhadas com muita profundidade. As mesas de PrEP mostraram que estamos no caminho certo com a implementação dessa estratégia no Brasil. Vi apresentações muito interessantes sobre a prevenção da infecção pelo HIV entre as mulheres. Imaginei estratégias que deem conta de fatores de proteção que algumas mulheres têm na flora genital. Trabalhos importantes reforçaram a necessidade de a gente estar atento a existência antimicrobiana no nosso meio, especialmente para o tratamento de gonorreia. Acompanhei abordagens integradas de enfrentamento da epidemia pelo HIV e sífilis em alguns países. Notei que em alguns espaços a gente não tinha tradução simultânea. Entendo que língua oficial de um evento como esse, de fato, é o inglês, mas tivemos dificuldades, pois só tinha tradução no auditório central. Eu lamento a pequena participação de profissionais de saúde e gestores brasileiros. Isso aconteceu, talvez, pelo custo da inscrição, permanência no Rio de Janeiro ou situação que vive o nosso país. Mas, seria importante essa participação. De modo geral, constituir um evento como esse no Brasil é um grande desafio e os organizadores estão de parabéns.

Simone Martins, da Female Health: "Pude observar mais o comprometimento do governo brasileiro com a continuidade das ações de promoção do preservativo feminino no país. Passo importante para incentivar e ampliar a prevenção das ISTs/aids entre as mulheres".

Fábio Mesquita, do Departamento de HIV da OMS em Geneva e do Programa Global de Hepatites Virais: “Foi um evento muito bom, excelente em nível científico e com ampla participação de gente de todo o mundo, como deve ser um Congresso Mundial.”                

Marta McBritton, presidente do Instituto Cultural Barong: "Me impressionou positivamente o fato de termos tanta gente engajada em ações de saúde pública. Somar forças e utilizar recursos farão diferença para acabar com epidemias como sífilis, HPV e tuberculose."                       

Adriana Vale, assistente social e gestora do Programa IST/Aids de Cachoeira de Macacu/RJ: "Faltou enfoque em comportamento, em estratégias de mudanças comportamentais. A tendência a medicalização das questões que são sociais, econômicas e culturais, me preocupa e segue nos congressos".

Renato da Matta, da ANSDH (Articulação Nacional de Saúde e direitos Humanos): "Um evento como esse é muito importante para que a sociedade civil tenha maior proximidade com as empresas e as farmacêuticas. É um espaço onde podemos tirar dúvidas e aprender. A grande novidade para mim foi o autoteste de farmácia, embora ele esteja elitizado. Eu questionei a retirada de impostos, pois a carga tributária varia de 37% a 41%. Se esse produto é importante para o governo, população e de utilidade pública, nada mais justo que baratear. O evento teve um nível técnico muito bom. Deveria ter mais abertura para a sociedade civil."                      

Mariléa de Castro, enfermeira: "O foco maior deste evento foi no enfrentamento da sífilis e as ISTs entre os homens que fazem sexo com homens. É muito importante ampliar a discussão para que todos percebam as vulnerabilidades. Trouxe ideias para descentralização do município em novas estratégias e ações de prevenção."                       

Júlio Daniel, da ONG Afinidade GLSTAL Alagoas: "Apresentamos a nossa e experiência em saúde integral da população LGBT, foi bem aceito entre os participantes. Como este evento conseguimos socializar e adquirir informações e novas experiências.”                        

Isabel Alves, assistente social do Programa de Saúde de Quissamã, no Rio de Janeiro: "A inexistência de tradução nas plenárias paralelas complicou a minha participação. O Congresso brasileiro poderia ter sido melhor organizado e as palestras terem acontecido na parte da manhã."

Tangara Machado, residente de enfermagem na UFF (Universidade Federal de Fluminense): "Estar aqui foi ótima oportunidade de aprendizado. O evento me proporcionou uma troca de experiências sobre assuntos que devem ser mais valorizados. Ter sido no Brasil foi incrível, tive contato com muitas possibilidades de acesso e troca de experiências. A gente precisa divulgar as informações compartilhadas aqui."

Visite o site do evento clicando aqui.

 

Dica de entrevista

Assessoria de Imprensa do evento

Tel.: (21) 2267-1968

 

Redação da Agência de Notícias da Aids

A Agência de Notícias da Aids cobriu o 22º Congresso Mundial de Doenças Sexualmente Transmissíveis e HIV, 11º Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e 7º Congresso Brasileiro de Aids com o apoio do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais e da 3 Albe.