Clipping - Departamento DST/AIDS e Hepatites Virais                                                         

 

ÍNDICE

Rede pública oferecerá droga de alto custo contra câncer de mama............................................... 2

Marca-passo no cérebro será testado contra obesidade..................................................................... 3

Justa causa(Destaques)........................................................................................................................... 4

Um espetáculo primoroso, apesar do texto............................................................................................ 5

Um problema de saúde pública (Artigo)................................................................................................. 5

SUS inclui droga eficaz contra câncer de mama................................................................................. 6

Universo indiano........................................................................................................................................ 7

Só com presença de veterinários............................................................................................................ 8

Brasil registrou 85 mortes por gripe A..................................................................................................... 9

Dicionário chinês exclui termo equivalente a gay............................................................................. 10

Blog traz relatos pessoais de jovem gay.............................................................................................. 11

Novas evidências da IAS indicam para todos os pacientes com HIV o tratamento com antirretrovirais..................................................................................................................................................................... 11

Para ativistas, criação de novo modelo comercial entre EUA e Ásia irá aumentar preço de medicamentos contra a aids.................................................................................................................. 12

Bill Gates pede vacina para acabar com a aids e diz que não há dinheiro o suficiente para tratar todos os infectados............................................................................................................................................. 13

Mesas desta segunda-feira na Conferência Internacional de Aids evidenciam avanços científicos e perspectiva de cura da doença.............................................................................................................. 14

Guerra dos EUA contra usuários de drogas prejudica prevenção do HIV, afirmam especialistas em Washington............................................................................................................................................... 15

Hillary Clinton diz que EUA querem "geração sem aids"................................................................. 16

Diretor de instituto dos EUA acredita que uma geração livre da aids está dentro do alcance científico..................................................................................................................................................................... 17

Aécio Neves comenta relatório da ONU em sua coluna na Folha de S. Paulo........................... 18

Pauta de vídeos AFP HD........................................................................................................................ 18

Rede pública vai oferecer droga de alto custo para câncer de mama............................................ 21

Marca-passo no cérebro será testado contra obesidade................................................................... 22

Apesar de descartada epidemia, H1N1 já matou 159 pessoas no país este ano......................... 23

SUS vai distribuir novo medicamento.................................................................................................... 4

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama................................................................... 4

Ataque ao câncer....................................................................................................................................... 5

Combate ao câncer ganha reforço no SUS.......................................................................................... 6

Painel indica medicar toda pessoa com HIV......................................................................................... 6

PSDB pede investigação de patrocínios a blogs políticos.................................................................. 7

Infectologista indica surto de gastroenterite.......................................................................................... 7

Hillary afirma que os EUA estão comprometidos com uma geração sem Aids.............................. 8

Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório................. 9

Painel indica medicar toda pessoa com HIV....................................................................................... 10

Remédio para câncer de mama será fornecido pelo SUS............................................................... 11

Cremerj veta médicos em partos domiciliares.................................................................................... 12

Remédio para câncer de mama será fornecido pelo SUS............................................................... 12

SUS vai distribuir novo remédio contra o câncer de mama............................................................. 13

Hospital Universitário vai receber 40 novos leitos.............................................................................. 14

SUS distribuirá novo remédio................................................................................................................ 15

Hospital Universitário vai receber 40 novos leitos.............................................................................. 16

Patrus parte para o ataque...................................................................................................................... 17

SUS distribuirá remédio para câncer no seio...................................................................................... 18

Conselho veta médicos em partos em casa........................................................................................ 18

Painel indica medicar toda pessoa com HIV....................................................................................... 19

Painel indica medicar toda pessoa com HIV....................................................................................... 20

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama................................................................. 20

SUS fornecerá medicamento contra câncer de mama..................................................................... 21

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama................................................................. 22

Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório............... 23

SUS fornecerá remédio para câncer de mama.................................................................................. 24

Conselho proíbe parto em casa............................................................................................................. 25

Rio terá rede integrada para pacientes politraumatizados................................................................ 25

Cremerj proíbe parteiras; mulheres organizam protesto contra decisão........................................ 26

Ministério esclarece (Saúde federal 2) - COLUNA DO SERVIDOR................................................ 28

Epidemia do crack aumenta número de bebês com HIV................................................................. 28

Enfermeiros criticam falta de dados para embasar decisão............................................................. 29

Ministério e prefeitura apoiam partos sem médico............................................................................. 29

Elton John afirma que mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids............................ 30

SUS vai ofertar remédio contra o câncer de mama........................................................................... 30

SUS distribuirá nova droga contra o câncer de mama...................................................................... 31

Recomendação é para usar antirretrovirais em todo caso................................................................ 32

Esperança de fim da pandemia de Aids prevalece em encontro.................................................... 32

SUS vai pagar remédio para câncer de mama................................................................................... 33

UFRN busca alternativa para novos leitos.......................................................................................... 34

Elton John: devemos trocar "estigma" pela "compaixão" na luta contra Aids.............................. 35

Hemóvel recebe doadores de sangue no Hospital Otávio Magabeira............................................ 36

Concurso Miss Bumbum 2012 vai aceitar inscrição de transexual (Celebridades)..................... 36

Mães de bebês pesados têm maior risco de câncer de mama........................................................ 38

Novo medicamento para câncer de mama será incorporado no SUS........................................... 38

País comprometido com "uma geração sem sida"............................................................................. 39

Minsa lança vacina contra pneumococo a nível nacional............................................................... 40

Executivo trabalha na redução da taxa de incidência da tuberculose........................................... 41

"Nem no escuro, comendo pipocas, estamos a salvo"..................................................................... 41

Elton John diz que mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids.................................. 43

Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências........................................ 43

SUS vai distribuir remédio contra câncer de mama........................................................................... 44

O Coringa está em toda parte................................................................................................................. 45

Futuro do pretérito.................................................................................................................................... 46

Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório (Tecnologia)  47

Patrus parte para o ataque ao adversário............................................................................................ 48

Pauta de vídeos AFP HD........................................................................................................................ 49

Cremerj veta médicos em partos domiciliares.................................................................................... 51

Jardim Público sedia testes gratuitos para Hepatite C...................................................................... 51

Painel indica medicar toda pessoa com HIV....................................................................................... 53

Cremerj veta médicos em partos domiciliares.................................................................................... 54

Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório | Agência Brasil..................................................................................................................................................................... 55

Painel indica medicar toda pessoa com HIV....................................................................................... 56

O risco da aposentadoria precoce da camisinha................................................................................ 57

Epidemia de crack aumentou número de bebês com HIV............................................................... 58

Cremerj veta médicos em partos domiciliares.................................................................................... 59

SUS vai distribuir novo medicamento contra o câncer de mama................................................... 60

Molécula pode ajudar no combate à tuberculose e ao câncer........................................................ 61

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama................................................................. 62

Molécula pode ajudar no combate à tuberculose e ao câncer........................................................ 63

Hillary afirma que os EUA estão comprometidos com "uma geração sem Aids"......................... 64

Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório............... 65

Novo medicamento para câncer de mama será incorporado no SUS........................................... 66

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.................................................................................. 67

SUS fornecerá medicamento contra câncer de mama..................................................................... 68

Gripe A já matou 133 pessoas no sul do país..................................................................................... 69

Governos e ativistas buscam geração "livre da Aids" em conferência nos EUA......................... 69

SUS vai distribuir remédio contra câncer de mama........................................................................... 70

Painel indica medicar toda pessoa com HIV....................................................................................... 71

OMS aprova uso de remédios para prevenir transmissão do HIV................................................... 72

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama................................................................. 73

Governo realiza campanha de conscientização sobre hepatites virais......................................... 73

Painel indica medicar toda pessoa com HIV....................................................................................... 74

Elton John: mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids................................................ 75

Cantores e atores de Hollywood se unem à 19ª Conferência contra Aids.................................... 76


 


 

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FOLHA DE S. PAULO - SP | CIÊNCIA SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Rede pública oferecerá droga de alto custo contra câncer de mama

DE BRASÍLIA

O trastuzumabe já é usado na rede privada há cerca de dez anos

O Ministério da Saúde avisou que a rede pública passará a oferecer o medicamento trastuzumabe, usado por cerca de 25% das mulheres com câncer de mama.

O remédio já é usado na rede privada há alguns anos e é oferecido por parte dos hospitais públicos de alguns Estados, como em São Paulo.

A ideia é que, agora, esse tratamento, que custa em torno de R$ 7.000 por mês, alcance o SUS como um todo.

A incorporação do trastuzumabe ocorre após recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), feita em maio, e após o governo sofrer pressões na Justiça. A medida foi antecipada ontem pelo jornal "O Estado de S.Paulo".

Só neste ano, o ministério já gastou R$ 12,6 milhões com a compra desse remédio por ordens judiciais. Em 2011, foram R$ 4,9 milhões.

Com a incorporação do remédio, o governo prevê gastar R$ 130 milhões por ano.

Segundo o oncologista Rafael Kaliks, diretor científico do instituto Oncoguia, o trastuzumabe ataca um "alvo" presente em até 25% das pacientes com câncer de mama.

Ele age tanto no pós-operatório quanto nos casos em que a doença está disseminada, segundo o médico.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Estimativas do ministério apontam para 52,6 mil novos casos da doença entre este ano e o próximo.

BARREIRA

Apesar de comemorarem a oferta do trastuzumabe, entidades apontaram a necessidade de outras medidas acompanharem o anúncio.

Uma delas é aumentar o reembolso que os hospitais recebem do governo pelo tratamento de cada paciente.

"Se o ministério reembolsa R$ 1.000 para a paciente com câncer de mama, o hospital não vai poder dar uma medicação de R$ 7.000", diz.

Segundo o Oncoguia, hoje o reembolso está em cerca de de R$ 570 mensais no início da doença e o valor aumenta nas fases mais avançadas.

Outra questão a ser detalhada é a orientação de como será feito o tratamento, diz Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

Segundo ele, estudos demonstraram que, no tratamento pós-operatório, o remédio deve ser administrado por um ano. "Usar menos que isso é jogar dinheiro fora." Para Silvestrini, a introdução da droga "demorou muito". "O remédio está no serviço privado há quase dez anos."

Essa orientação deve constar do protocolo a ser divulgado nos próximos seis meses, segundo o ministério. É esse o prazo para que a rede pública faça a incorporação.

Segundo Carlos Gadelha, secretário de Ciência e Tecnologia do ministério, a tendência é que a compra do remédio seja centralizada para distribuição nos Estados.

Ele informou ainda que não está definido o tempo para o tratamento, mas será o "mais indicado pela literatura médica".

 

 

 

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FOLHA DE S. PAULO - SP | CIÊNCIA SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Marca-passo no cérebro será testado contra obesidade

MARIANA VERSOLATO

DE SÃO PAULO

Objetivo de pesquisa do HCor é verificar se técnica já usada para parkinson é segura para doença mórbida

Hospital também vai desenvolver estudo que usará estimulação elétrica para tratar depressão unipolar

Usado há quase duas décadas no controle dos sintomas da doença de Parkinson, o marca-passo cerebral será testado pela primeira vez no Brasil para obesidade mórbida e depressão.

A esperança é adicionar mais uma opção ao arsenal de tratamentos, como medicamentos e cirurgia.

As pesquisas serão desenvolvidas no Centro de Neurociência do HCor (Hospital do Coração) em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) do hospital.

Dois neurocirurgiões brasileiros que acabam de voltar ao país depois de uma longa temporada nos EUA serão os responsáveis pelos estudos.

Professores de neurocirurgia na UCLA (Universidade da Califórnia), Antonio De Salles e Alessandra Gorgulho têm vasta experiência na área. O grupo de pesquisa do qual fazem parte realizou estudos para o tratamento da depressão com essa técnica. E os dois já desenvolveram pesquisas com a estimulação elétrica cerebral em primatas e suínos para tratar a obesidade mórbida.

"Trata-se de uma ferramenta útil e poderosa que está sendo usada cada vez mais em outras áreas. Com o advento da tecnologia, o potencial de crescimento é enorme", afirma Gorgulho.

Ela diz que no Canadá há uma linha de pesquisa que estuda a técnica para mal de Alzheimer, e o casal também já fez estudos em animais para o tratamento de estresse pós-traumático.

COMO FUNCIONA

No tratamento da doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento, eletrodos são inseridos no cérebro e ligados a um marca-passo colocado sob a pele. Por meio de impulsos elétricos, os sinais do cérebro que geram tremores e rigidez muscular são inibidos. O tratamento é reversível.

Já para tratar a depressão um dos novos estudos vai testar a eficácia da neuromodulação no nervo trigêmeo, cujas fibras carregam informações sensoriais e as projetam para estruturas do cérebro envolvidas na doença.

Pela primeira vez, os eletrodos serão implantados sob a pele nesse nervo e conectados a um marca-passo para tratar a depressão. A pesquisa deverá ter 22 participantes.

Para a obesidade mórbida, o objetivo é implantar eletrodos cerebrais em uma área responsável pela saciedade em seis pacientes que não obtiveram sucesso com a cirurgia bariátrica.

"Também será a primeira vez que os eletrodos serão implantados nesse alvo do hipotálamo para obesidade. A ideia é verificar segurança e viabilidade", diz Gorgulho.

Segundo Henrique Ballalai, da Academia Brasileira de Neurologia, um estudo como esse faz bastante sentido porque há áreas do cérebro que controlam o apetite.

"Mas tem que ter um grande comprometimento; não se pode pensar que isso poderá ser usado para estética", diz.

Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do HCor, diz que a pesquisa visa uma nova alternativa para os pacientes com obesidade avançada que falharam com todas as opções de tratamento.

Ele ressalta, porém, que se tratam de pesquisas iniciais, que devem ter início em 2013. Apesar de a técnica cirúrgica ser segura e conhecida, é necessário que os estudos apontem que ela também é eficaz para essas novas aplicações.

 

 

 

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VALOR ECONÔMICO -SP | LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012

Justa causa(Destaques)

Um operador de áudio conseguiu na Justiça do Trabalho reverter demissão por justa causa por ter exibido DVD erótico na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o segundo maior templo católico do mundo, localizado na cidade de Aparecida (SP). Foram só alguns segundos de transmissão, mas suficientes para levar à rescisão contratual do trabalhador. As Obras Sociais da Arquidiocese de Aparecida e o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tentaram reformar sentença favorável ao operador de áudio, mas a 5ª Turma do Tribunal Superior o Trabalho (TST) negou provimento ao recurso. O problema ocorreu no dia 30 de janeiro de 2011, quando, pouco antes das 14h e no intervalo entre as missas, o trabalhador, exercendo funções cumulativas de áudio e vídeo, pegou um dentre os inúmeros DVDs institucionais sem identificação que se encontravam no local para serem utilizados no circuito interno da basílica. Mal teve início a transmissão nos terminais do templo, ele percebeu que se tratava de um vídeo pornográfico e, em menos de um minuto, retirou o DVD, voltando a transmitir as imagens internas da igreja. De acordo com o autor da ação, apenas foram exibidos o menu do filme e uma mensagem - "Faça sexo seguro, use Camisinha". Em primeira instância, o operador de áudio conseguiu reverter a justa causa, decisão que foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas (SP) - que também negou seguimento ao recurso de revista. O TRT considerou que a transmissão foi interrompida assim que o trabalhador percebeu o conteúdo do vídeo.

 

 

 

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O GLOBO | SEGUNDO CADERNO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Um espetáculo primoroso, apesar do texto

Montagem de alta qualidade embala "Doroteia", a confusa peça de Nelson Rodrigues

Barbara Heliodora

segundocaderno@oglobo.com.br

Na simpática sala do Teatro Poeira está em cartaz às terças e quartas-feiras, até amanhã, um espetáculo servido por toda uma equipe de alta qualidade: é de grande beleza o cenário de Nello Marrese, composto por grandes cortinas de tiras sobre as quais refletem a luz centenas de pingentes, que cercam de negro um ambiente soturno, onde há cinco hieráticas cadeiras negras; os figurinos de Thanara Schönardie são todos fantásticos e dramaticamente funcionais; a luz de Luiz Paulo Nenen é exata e linda, a direção de movimento de Rafaela Amado, muito bem concebida, o visagismo de Sid Andrade, na medida certa para a composição de cada personagem. Tudo isso é posto a serviço de uma primorosa direção de João Fonseca, que conduz com total domínio uma linha propositadamente artificial, virtualmente coreografada para criar uma linguagem cênica específica.

Infelizmente, tudo isso é usado para encenar "Doroteia", um texto confuso e do ponto de vista dramatúrgico incompetente, de Nelson Rodrigues, que não fica melhor ou mais aceitável por levar a original classificação de farsa irresponsável. Sem dúvida há nele a típica intenção rodrigueana mencionada pelo diretor no programa, de que "mulher tem que ser séria. A mulher que goza, é bonita e feliz não presta e tem que ser destruída".

O texto começa apresentando bem, de forma caricata, exatamente esse pensamento, no encontro de Doroteia com as horrendas figuras de suas três tias viúvas; mas a partir da primeira saída de cena de Doroteia, quando essas mesmas tias a mandam enfeiar-se com chagas no rosto e no corpo, o autor se perde completamente.

A confusão começa com a história de Das Dores (que nasceu de cinco meses, morreu, mas, como ninguém teve coragem de dizer isso a ela, cresceu e mora na casa) e seu casamento. Uma série de desmandos, de tentativas de maior originalidade, se segue desastradamente, sem conseguir construir um todo conexo. O uso de símbolos, como o jarro que já em outras peças significara a Prostituição, as botas em lugar do noivo, simplesmente não funcionam, e não há beleza cênica nem direção ou atuação que salvem o desastre que é o texto de "Doroteia". Talvez um espetáculo pior, mais caricato, tivesse um pouco mais de possibilidades, mas é duvidoso. Nem por isso podemos deixar de notar a boa qualidade das atuações, com Alinne Moraes fazendo uma bela Doroteia, física e interpetativamente, com uma linha mais realista que se harmoniza com a artificialidade de D. Flávia (Gilberto Gawronski), Maura (Paulo Verlings) e Carmelita (Alexandre Pinheiro), todos muito bem. E bem também estão Keli Freitas, como Das Dores, e Marcus Majella, como D. Assunta de Abadia.

O elenco serve bem ao texto, que pontualmente fala do talento de Nelson Rodrigues, mas em toda a segunda metade do espetáculo todos trabalham arduamente, executando o cuidadoso desenho cênico do diretor, remando contra a maré, porque o texto não oferece material válido para justificar o esforço. Mas "Doroteia", puramente como espetáculo, é primoroso.

 

 

 

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O GLOBO | OPINIÃO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Um problema de saúde pública (Artigo)

JOÃO MATHEUS GUIMARÃES E

JAMIL HADDAD

Levantamento recente do Ministério da Saúde mostrou que o número de mortes por acidentes de moto aumentou 21% nos últimos anos e, pela primeira vez, a taxa de mortalidade superou a de pedestres e a de outros veículos. Houve ainda um aumento de 113% nos custos do SUS com o tratamento e a internação dos motociclistas entre 2008 e 2011.

Esses dados merecem muita atenção. São resultados de uma verdadeira guerra no trânsito. Enquanto as vítimas aumentam a triste estatística brasileira, observamos um crescimento significativo na venda de motos. No interior a situação é dramática.

O motociclista absorve toda a energia do trauma do acidente e, quando sobrevive, sofre lesões gravíssimas e com sequelas incapacitantes. O para-choque da moto é a perna do condutor e do passageiro, que sofrem fraturas expostas, além de casos de esmagamentos e amputações dos membros inferiores ou superiores. As características da rodovia, o consumo de álcool, a falta do capacete e a alta velocidade são fatores que contribuem para aumentar a gravidade das lesões.

As lesões poderiam ser evitadas se o condutor estivesse dirigindo um carro com o cinto afivelado e air bag , por exemplo. Apesar das modernas técnicas de cirurgia e de reabilitação, a pessoa dificilmente recupera a qualidade de vida que tinha antes. No Into, realizamos 825 cirurgias em 2011 somente no centro de trauma, sendo 350 de diversos tipos de fratura. Neste primeiro semestre, já são 452 cirurgias, sendo 174 de fraturas. Estimamos que 40% do total dos procedimentos são devidos a acidentes com motociclistas e carona, além de atropelamentos.

Por todos esses motivos, não há dúvidas de que precisamos de uma mudança de cultura urgente como ocorre na luta contra o tabagismo. É preciso realizar ações direcionadas aos condutores de motocicletas, aliadas a um trabalho diário de conscientização e educação no trânsito nas cidades, além da adoção de medidas preventivas e punitivas como a Lei Seca.

JOÃO MATHEUS GUIMARÃES é vice-diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

JAMIL HADDAD é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico.

 

 

 

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O GLOBO | O PAÍS

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

SUS inclui droga eficaz contra câncer de mama

Distribuição gratuita de Trastuzumabe, que reduz em 22% o risco de morte, custará ao governo R$ 130 milhões ao ano

BRASÍLIA. O Ministério da Saúde informou ontem que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio, de alto custo, reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para colocar o remédio à disposição em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para os tratamentos de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No período 2012/13, previsão de 52.680 novos casos

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

O impacto da descoberta do Trastuzumabe no tratamento de mulheres com câncer de ama deu origem até a um filme, "Uma chance para viver" ("Living proof"), de 2008. A história foca os 12 anos que Dennis Slamon (vivido pelo cantor/ator Harry Conick Junior) - chefe do Departamento de Hematologia/Oncologia da UCLA - dedicou à pesquisa do Herceptin, nome comercial do medicamento.

De acordo com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essa aquisição só foi possível devido à economia de custos gerada por inovação tecnológica, parcerias público-privadas, comparação de preços internacionais e a centralização de compras.

Em nota divulgada ontem pelo ministério, Padilha afirmou que "a melhor gestão dos recursos possibilitou gerar uma economia de R$ 1,7 bilhão/ano no orçamento do ministério. Isso nos permite ampliar o acesso dos brasileiros às novas tecnologias".

 

 

 

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JORNAL DE BRASILIA - DF | CULTURA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Universo indiano

Mostra da Índia traz parte da cultura do país a Brasília a partir de hoje no CCBB

Da Redação

Começa hoje, no Centro Cutural Banco do Brasil (CCBB), a mostra Bhava - Universo do Cinema Indiano, que traz uma das maiores seleções de produções indianas em 35 mm que Brasília já recebeu. País com a maior indústria de cinema do mundo, a Índia terá uma parte deste universo retratada até 19 de agosto. O projeto, que leva no nome a palavra Bhava, do sânscrito emoção, revela os diversos sentimentos do país asiático, traduzidos em 30 filmes. O Jornal de Brasília teve acesso a alguns títulos que serão exibidos:

Mais Uma História de Amor

Filmes com temática homossexual sempre causam polêmica. Na Índia, um país com forte conservadorismo e até mesmo machista, é no mínimo corajoso trabalhar com esse tema. Em Just Another Love Story (Mais Uma História de Amor), de Kaushik Ganguly, um ator gay que ganhou fama após interpretar personagens femininos na década de 70 aceitar fazer um documentário sobre a própria vida. Por meio dos conflitos do personagem central, o longa expõe preconceitos e a condição subjugada dos gays na sociedade. Ganguly, famoso pelo modo seco como trata a Sexualidade, usa a falta de controle do ser humano sob o próprio instinto para debater de forma crua os relacionamentos, padrões sociais e os conflitos interiores de cada indivíduo. (Rosane Amaral)

Eu sou Kalam

Dirigido por Nila Madhab Panda Hindi, o longa-metragem tem como protagonista o pequeno Chhotu, um menino que trabalha numa barraca que vende comida. Como toda criança, ele tem a imaginação fértil e sonha em ter uma vida diferente. Por isso ele decide se chamar Kalam, mesmo nome do ex-presidente da Índia que também foi um garoto pobre como ele. A forma que a criança enxerga uma situação melhor aparece às vezes de maneira lúdica, como uma simples gravata que ele viu na televisão.

Com a ajuda do príncipe Ranvijay, que vira seu amigo, o garoto batalha para conseguir chegar aonde quer. A trama mescla o humor do universo infantil com o drama da realidade adulta. No final, é um bela produção que fala do poder da amizade e da esperança. (Michel Toronaga)

Dharm

Premiado na Índia e exibido no encerramento do Festival de Cannes, em 2007, Dharm, de Bhavna Talwar, conta a história de Pandit Chaturvedi, um sacerdote Brahmani altamente reverenciado, que vê a vida de sua família abalada ao descobrir que o bebê abandonado que acolheram em sua casa é de origem muçulmana. A descoberta desencadeia um conflito entre a compulsão religiosa e a consciência individual que culmina em um desfecho radical sobre a intolerância religiosa e o preconceito.

A obra, que inspirou Glória Peres em diversos personagens da novela Caminho das Índias, retrata os violentos confrontos entre hindus e mulçumanos e força o personagem principal a perceber que a verdadeira religião é a humanidade. Com uma belíssima fotografia, repleta de cores vibrantes, a diretora consegue abordar os rituais religiosos de uma Índia submersa em suas tradições. Sem danças e coreografias costumeiras do cinema de Bollywood, Dharm nos oferece um delicado olhar sobre a alma de uma civilização ferida. (Andréia Castro)

PROGRAMAÇÃO

HOJE

15h - Eu sou Kalam 17h - Quatro Mulheres 20h - Harishchandrachi Factory

AMANHÃ

15h - Memórias na Neblina

17h30 - Cidade da Seda 20h - Gulabi Talkies

QUINTA-FEIRA 15h - Achin Pakhi 17h30 - Ij jodu

20h - Capa de Chuva

Bhava: Universo do Cinema Indiano - De hoje a 19 de agosto, no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul). Entrada franca. Mas informações: 3108-7600. A classificação indicativa de acordo com cada filme. Consulte a programação

completa : bhavacinemaindiano.com /

 

 

 

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JORNAL DE BRASILIA - DF | BRASIL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012

Só com presença de veterinários

Medida é tomada para evitar sofrimento dos animais nos laboratórios

A partir de agora, as experiências científicas com uso de animais no Brasil terão de ser acompanhadas, obrigatoriamente, por médicos veterinários. A exigência foi determinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Na prática, a maioria dos laboratórios de pesquisa que usa animais para experimentação científica e ensino, os biotérios, já mantém veterinários em suas equipes, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

"O que se pretende é que a prerrogativa seja levada à sociedade em geral, para que o número cada vez maior de universidades que têm biotérios cumpra essa norma", explicou o professor e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto Costa, que preside a Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV.

"Quem pode avaliar se o animal está submetido a sofrimento ou dor, durante um procedimento, em aula prática ou pesquisa, é o medico veterinário", explicou Alberto Costa.

Os cientistas reconhecem que, apesar de não terem o nível de consciência humano, os animais são capazes de experimentar as sensações negativas e positivas, desde euforia à frustração, dor e sofrimento intenso. "A presença do médico veterinário contribui para que não ocorra essa situação de sofrimento", acrescentou.

OUTRO LADO

A obrigatoriedade desperta, entre alguns pesquisadores e cientistas, o temor de que os veterinários interfiram nos procedimentos exclusivamente científicos. Mas o coordenador do Centro de Experimentação Animal do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Carlos Müller, garante que a nova norma trata apenas da assistência técnica e sanitária aos animais. "Existem pessoas que não fazem sequer analgesia nos animais (submetidos às experiências). O pesquisador é pontual na pesquisa, mas nem sempre tem a experiência de dia a dia com o animal", disse.

Para o pesquisador, o uso de métodos alternativos ao uso de animais em testes científicos pode demorar de dez a 12 anos. Além da falta de sinalização de investimentos, Müller destaca: "Na Europa, você vê fortunas investidas nesses métodos. Aqui (no Brasil), não adianta ficar cobrando do pesquisador. Você até substitui aulas com métodos alternativos, mas na pesquisa não".

A dificuldade em reproduzir, de forma padronizada, as condições exigidas pelas pesquisas é o principal problema apontado pelos pesquisadores para substituir os animais. "Imagina você fazer controle de qualidade de vacina de Hepatite, que é viral, sem usar o macaco. Se essa vacina for para a rua e não passar pelo macaco, toda a população que tomar a vacina terá problema neurológico ", afirmou Müller.

SAIBA +

Com a medida, procedimentos como analgesia, eutanásia, administração de medicamentos e óbito dos animais e a garantia de boas condições do ar e de alimentação passam a ser competência e responsabilidade dos veterinários. A equipe de pesquisadores ficará responsável pelos estudos científicos, exclusivamente.

A alteração nas regras desse tipo de experimento reacende o debate sobre alternativas ao uso de animais em pesquisas. Alguns segmentos, como o da indústria cosmética, validaram métodos de substituição.

 

 

 

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AGÊNCIA NORDESTE | NOTÍCIAS

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

Brasil registrou 85 mortes por gripe A

O Brasil registrou 790 casos e 85 mortes por influenza A (H1N1) - gripe suína do início de 2012 até o fim de junho. A quantidade de pessoas que adoeceram é quatro vezes superior aos 181 casos detectados em 2011 e os óbitos correspondem a três vezes os 27 computados no ano passado. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Saúde. Desde o último balanço do órgão, que abrangeu o período até o dia 25 do último mês, foram reportados 86 novos casos e mais oito mortes.

Apesar do avanço da doença, a posição oficial do Ministério da Saúde é que não há epidemia. De acordo com o órgão, em 2012 está havendo uma circulação maior do vírus da influenza A (H1N1) - gripe suína em relação ao ano passado. Não existe motivo definido para o fenômeno, mas a alternância da circulação de subtipos do vírus da gripe seria comum e haveria pouco risco de uma pandemia como a de 2009, quando ocorreram 2.060 mortes no Brasil.

Desde que o inverno deste ano começou, todas as regiões do país já apresentaram casos da doença. A maior parte dos estados registrou a gripe, as exceções são: Rondônia, Roraima, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Distrito Federal. A situação é mais grave no Sul, onde as secretarias de Saúde estaduais computaram 74 mortes até a tarde de quinta-feira (5). O número do Ministério da Saúde para a região, menos atualizado, é 51 óbitos.

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde mantém equipes monitorando os casos de gripe e analisando a situação da transmissão do vírus. Uma dessas equipes está desde 14 de junho em Santa Catarina, onde há o maior número de casos. Além disso, de acordo com o ministério, na última semana foram enviadas para o Sul e para São Paulo 51.190 caixas de Tamiflu (medicamento utilizado no combate ao Influenza H1N1).

Este ano, houve campanha nacional de vacinação contra a influenza A (H1N1) - gripe suína para o inverno de 2012. Os grupos considerados de risco - idosos, crianças menores de 2 anos, grávidas e povos indígenas - foram imunizados gratuitamente nos postos de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização atingiu 80% do público-alvo. Quem não se enquadra nos perfis descritos e deseja se vacinar, tem que fazê-lo por meio do sistema privado de saúde. As vacinas custam em média R$ 60.

Além da vacina, outras medidas para prevenir o contágio pela gripe são lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel; evitar levar à mão à boca na hora de tossir ou espirrar (a higiene deve ser feita com lenços de papel) e restringir a frequência a locais com grande aglomeração de pessoas.

Agência Brasil

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

Dicionário chinês exclui termo equivalente a gay

Importante dicionário chinês retira significado gay de verbete e irrita ativistas

Um dos mais importantes dicionários chineses, o Dicionário Contemporâneo Chinês, em sua mais recente edição, excluiu o termo popularmente utilizado no país para gay. A palavra ""tongzhi"", que significa primeiramente camarada, perdeu sua definição ligada à Homossexualidade e passou a ser alvo de críticas de ativistas LGBT.

A sexta edição do dicionário conta com 69 mil verbetes, entre eles alguns com uso coloquial. O linguista Jiang Lansheng, um dos que trabalhou na nova edição, disse em uma entrevista à TV chinesa. "Nós sabíamos deste uso da palavra, mas não podemos incluí-lo. Você pode usar a palavra como quiser, mas não vamos colocar este significado no dicionário porque não queremos promover este tipo de coisas", resaltou.

No entanto, os ativistas não toleram a ausência do termo. Um deles, com a identidade protegida pelo apelido "Nan Feng", disse à agência de notícias oficial chinesa Xinhua ser inaceitável que o sentido "gay" de "tongzhi" não esteja no dicionário.

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

Blog traz relatos pessoais de jovem gay

Jovem de Salvador conta em blog experiências sobre comportamento e Sexualidade

Maycon Lopes é de Salvador e decidiu usar a escrita para dividir suas experiências como homossexual para o mundo todo por meio do blog "No Que Tange". Com um texto simples e direto, para ser lido por todo mundo, ele relata por onde e pelo que passou em suas viagens analisando comportamento e desvelando a Sexualidade das pessoas.

A página tem ainda textos opinativos sobre temas urgentes à diversidade sexual e é mais uma opção de leitura, mais uma opção de ponto de vist6a, sobre a diversidade sexual. para ler é só acessar o www.noquetange.wordpress.com. Aqui embaixo você confere um trechinho dos escritos do moço:

Não que eu não fosse (lido como) gay em Portugal, ou não que lá inexista homofobia - eu mesmo cheguei a narrar aqui um caso lá me sucedido. Mas me chocou um pouco quando, recém-chegado na "terrinha", senti minha presença passar despercebida em meus primeiros dias naquele país. Como se tudo ali estivesse nos conformes: eu, supostamente com um pinto entre as pernas (sim, o mantenho), e com postura de macho. Não, né? Mas o modo de se vestir daqueles meninos - que, pelo comportamento masculinizado, até que hajam outras "evidências", eram socialmente lidos como héteros (quer dizer, eles sequer "apareciam", pois estavam afinadinhos com a norma) - não destoava muito do estilo que ali eu incorporava (por exemplo, eu não usava batas em Portugal) ou do que já era incorporado por alguns gays no Brasil.

 

 

 

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DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

Novas evidências da IAS indicam para todos os pacientes com HIV o tratamento com antirretrovirais

A IAS (Sociedade Antiviral Internacional) mostrou evidências de que todas as pessoas portadoras do vírus HIV devem se tratar com Antirretrovirais, mesmo quando as consequências do vírus no corpo do paciente ainda sejam pequenas, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

As novas informações foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da 19ª Conferência Internacional de Aids, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Confira matéria na íntegra:

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington com apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com aporio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

Fonte: Estado de S. Paulo

 

 

 

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DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

Para ativistas, criação de novo modelo comercial entre EUA e Ásia irá aumentar preço de medicamentos contra a aids

A criação da Parceria Trans-Pacífico (PTP), que prevê acordos de livre comércio bilaterais entre alguns países dos continentes americano e asiático, está sendo muito criticada por ativistas presentes na 19ª Conferência Internacional de Aids, em Washington. Eles acreditam que este acordo irá expandir o monopólio da indústria farmacêutica norte-americana, o que limitaria o acesso universal ao tratamento da doença.

Anunciado como uma parceria para a integração econômica ao redor da região Ásia-Pacífico, a PTP envolve nove países: Austrália, Brunei, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Vietnã e Estados Unidos.

Segundo a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, um documentado que vazou do Escritório norte-americano de Representação Comercial (USTR, na sigla em inglês) mostra que os Estados Unidos estão pressionando seus parceiros comerciais neste acordo, em especial os asiáticos, para não contestarem patentes e estenderem o pagamento de royalties na compra ou fabricação de medicamentos.

"O que a Secretária de Estado Hillary Clinton e o governo americano estão propondo é o fim da Aids, mas isto também depende de decisões comerciais impostas por eles. Ao dificultarem a comercialização de Antirretrovirais genéricos através da PTP, os Estados Unidos jogam contra o enfrentamento da epidemia", disse Sharonann Lynch, assessor de assuntos políticos da Médicos Sem Fronteiras.

A organização não governamental norte-americana Public Citizen também critica a PTP. Em documento divulgado na Conferência de Aids, o grupo informa que o Vietnã será um dos primeiros países prejudicados pelas novas leis de patentes impostas pelos Estados Unidos.

"Quando falamos de acesso ao tratamento, o preço se torna uma sentença de vida ou de morte", disse Peter Maybarduk, da Public Citizen.

Desde 2000, a produção de genéricos contra a Aids tem contribuído para que mais pessoas tenham possibilidade de se tratar contra a doença. O preço médio do tratamento do HIV passou de mais de 10 mil dólares por ano para menos de 100.

Lucas Bonanno, de Washington

A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington em parceria com o portal UOL, Rede Cultura, Rádio Estadão/ESPN, Voz da América e Rede de Comunicação Oboré.

Esta cobertura tem apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com aporio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

 

 

 

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23/07/2012

Bill Gates pede vacina para acabar com a aids e diz que não há dinheiro o suficiente para tratar todos os infectados

"A proliferação da Aids não pode ser evitada apenas com o tratamento isoladamente, e mais ferramentas de prevenção, especificamente uma vacina, são necessárias para avançarmos seriamente rumo ao fim da pandemia", declarou o filantropo Bill Gates.

Ao mesmo tempo que o magnata da Microsoft elogiou os esforços para ampliar o acesso universal aos Antirretrovirais, ele observou que é preciso mais para erradicar a doença mortal.

"Ninguém deveria achar que já temos os meios. Nós teremos os meios apenas se mantivermos em curso os investimentos científicos", ressaltou Gates durante a Conferência Internacional de Aids nesta segunda-feira, 23 de julho, em Washington.

A Fundação Bill e Melinda Gates investiu mais de US$ 2,5 bilhões em subsídios a organizações que trabalham com o HIV ao redor do mundo e também doou mais de US$ 1,4 bilhões ao Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária.

Gates falou na Conferência, a maior do mundo no gênero, como parte de um painel sobre como melhorar a eficiência do financiamento do combate à pandemia que já completou três décadas e já matou mais de 30 milhões de pessoas.

Ele falou que a pesquisa em direção a uma vacina é "muito excitante" mas enfatizou que mesmo se uma vacina fosse introduzida hoje, levaria muito tempo antes que os efeitos pudessem ser notados em uma população mais numerosa.

"Se você colocar uma vacina em uso em dez anos, o número de pessoas que você precisa colocar em tratamento vai ser reduzida somente em 18 anos", frisou. "Infelizmente, há uma lacuna de tempo inacreditável que vem disso".

Mais de oito milhões de pessoas em países de média e baixa renda estavam em tratamento antirretroviral em 2011, segundo dados do relatório do UNAIDS divulgado na semana passada, o que significa apenas metade das pessoas que precisam dele em todo o mundo.

Mas Gates advertiu que não há quantidade de financiamentos suficiente que possa levantar dinheiro para o tratamento de todos os infectados. "O mundo decidirá o quanto essas vidas são importantes. E nós vivemos neste exato momento um período inacreditável de incertezas", lamentou. "Apenas a incerteza isolada cria uma certa instabilidade".

Redação da Agência de Notícias da Aids

A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington com apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com aporio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

 

 

 

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DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

Mesas desta segunda-feira na Conferência Internacional de Aids evidenciam avanços científicos e perspectiva de cura da doença

Avanços científicos trazem a epidemia HIV/Aids a uma virada histórica global ao passo que líderes globais se encontram na Aids 2012 para discutir prioridades de investimento em HIV/Aids durante a crise financeira global.

A Secretária de Estado dos EUA Hillary Rodham Clinton e o diretor do NIAID Dr. Anthony Fauci fizeram parte da plenária da manhã desta segunda-feira, 23 de julho. O presidente francês François Hollande participou da plenária por video.

Anthony Fauci proferiu a palestra Acabando com a pandemia do HIV: dos avanços científicos à implementação na saúde pública. Para ele, a ciência básica e clínica nos forneceu intervenções altamente eficazes para tratar e prevenir a infecção pelo HIV. "Se somos marcadamente pelos avanços globais na implementação dessas intervenções, podemos dramaticamente alterar a trajetória da pandemia em direção a uma geração livre da Aids. Nós temos a responsabilidade moral de fazer isso".

Os grandes avanços científicos em tratamento e prevenção da infecção por HIV nos últimos anos criaram um otimismo sem precedentes de que a luta contra a pandemia HIV/Aids pode ser ganha, mas está sendo ameaçada pela incerteza de financiamento em meio à crise financeira global, ouviram os delegados hoje na 19ª Conferência Internacional de Aids (Aids 2012), que acontece em Washington DC.

A redução de financiamento global voltada ao HIV/Aids está tramando um debate intenso entre criadores de políticas públicas, prestadores de serviços, ativistas e cientistas sobre como distribuir melhor os recursos escassos.

"Nós agora temos as ferramentas científicas para virar a onda da pandemia HIV/Aids e nós precisamos aproveitar essa oportunidade diante de nós", disse Dr. Elly Katabira, presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS, na sigla em inglês).

"Para fazer isso, nós precisamos nos adaptar a um ambiente em mudança e isso quer dizer trazer novos e efetivos jeitos de fornecer serviços para os grupos mais afetados de pessoas em um difícil ambiente global econômico. Mas também é incumbência dos doadores e tomadores de decisão nacionais encarar o desafio e manter o financiamento de todos os programas de HIV/Aids agora que podemos ver que ferramentas como a expansão do tratamento como prevenção têm potencial para virar a situação da pandemia".

Cerca de 22 mil cientistas, criadores de políticas públicas, pessoas vivendo com HIV e outras partes interessadas estarão presentes na Aids 2012, nesta semana.

"Continuar investindo em ciência - essa é minha mensagem para todos os tomadores de decisão nos assistindo essa semana em Washington", disse Diane Havlir, palestrante da Aids 2012 e professora de medicina da Universidade da California, São Francisco. "Todos os cientistas responsáveis pelas grandes descobertas dos últimos anos estão aqui na Aids 2012 e acompanhando-os estão muitos outros que trazem com eles novos e fortes dados sobre as últimas drogas para o HIV, pesquisa para a cura, novas drogas para Tuberculose e modelos criativos de financiamento. A história sendo contada nesta semana é que cientificamente, quando se fala em Aids, há mais luz no fim do túnel do que jamais houve em 3 décadas de pandemia".

Na terça-feira, 24 de julho, as primeiras mesas da conferência, que vão das 7h00 às 8h30 são "30 anos de epidemia do ponto de vista da mulher", "O que o fundo global representa para os africanos: Necessidade da África de um fundo global totalmente financiado", "Treinamento de pré-serviço do PEPFAR: Iniciativas de parcerias em formação de médicos e enfermeiros", "Da África à América: modelo de bases comunitárias para utilização de esforços públicos e privados que levem o paciente ao tratamento", "Inovações para facilitar a aceleração do aumento da circuncisão masculina voluntária: o potencial do papel dos dispositivos médicos", "Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo seguro e prazeroso mas tinha medo de perguntar", e "Prevenindo mortes por Meningite Criptocócica: o programa de rastreio sulafricano do Cryptococcus".

Redação da Agência de Notícias da Aids

A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington com apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com aporio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

 

 

 

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23/07/2012

Guerra dos EUA contra usuários de drogas prejudica prevenção do HIV, afirmam especialistas em Washington

Líderes mundiais, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e especialistas em saúde pública querem aproveitar a realização da Conferência Internacional de Aids em Washington para chamar a atenção do futuro presidente dos Estados Unidos sobre a prevenção do HIV entre os usuários de drogas.

Nesta terça-feira, 24 de julho, será publicado no Political - respeitado site sobre a política norte-americana - um texto pedindo para que o democrata Barack Obama ou o republicano Mitt Romney olhem para as evidências científicas e tratem a questão do uso de drogas como um assunto de saúde pública.

A inciativa é da campanha Declaração de Viena, lançada em 2010 na Conferência Internacional de Aids na Áustria, e já conta com mais de 23 mil assinaturas.

"Nós, como membros da Declaração de Viena, estamos muito decepcionados com os governos que continuam a tratar usuários de drogas como criminosos e acabam por prender pessoas que não trazem nenhum perigo para a sociedade", disse Evan Wood, fundador do Centro Internacional para Ciência e Política sobre Drogas. "Os especialistas em prevenção do HIV imploram para que o futuro presidente norte-americano repense este assunto", acrescentou.

Além dos Estados Unidos, países poderosos como Rússia e China têm leis severas contra usuários de drogas.

No entanto, segundo pesquisas apresentadas na 19ª Conferência Internacional de Aids, a repressão acaba afastando os dependentes químicos dos serviços de saúde, aumentando a vulnerabilidade deles frente ao HIV. Por outro lado, políticas de redução de danos que, entre outras ações de prevenção, disponibilizam seringas descartáveis para dependentes de drogas injetáveis, obtêm resultados relevantes na redução da epidemia.

Segundo as Nações Unidas, fora da África Subsaariana, onde quase todas as infecções do HIV ocorrem pelo ato sexual, um de cada três novos casos de contágio do vírus da Aids ocorre entre os usuários de drogas injetáveis.

Além de Fernando Henrique e de Evan Wood, apoiam a Declaração de Viena, o ex-presidente colombiano César Garvia; o ex-diretor do Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária Michel Kazarchkine, entre outras lideranças internacionais.

Lucas Bonanno, de Washington

A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington com apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com aporio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

 

 

 

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23/07/2012

Hillary Clinton diz que EUA querem "geração sem aids"

Hillary Clinton participou de uma plenária no primeiro dia da Conferência Internacional de Aids, que acontece em Washington. Na temática "Acabando com a epidemia: juntos para virar a maré", a secretária de Estado americana promete luta sem tréguas para vencer o HIV e a Aids. Confira a matéria do site Voz da América:

A secretária de estado americana, Hillary Clinton, disse, segunda-feira, que os Estados Unidos estão empenhados em criar "uma geração sem Aids".

Discursando na Conferência Internacional sobre esta doença, que decorre em Washington, a chefe da diplomacia americana disse que os Estados Unidos estão trabalhando para criar sistemas de saúde sustentáveis "que nos ajudem a vencer esta batalha".

"Os Estados Unidos estão e continuarão empenhados em alcançar uma geração sem Aids. Não vamos recuar. Não vamos desistir. Lutaremos pelos recursos necessários para alcançar este feito histórico", disse Clinton.

Segundo as Nações Unidas, em 2011 havia, em todo o mundo, 34 milhões de pessoas a viver com o vírus da Aids que matou 1.7 milhões de pessoas.

Para a chefe da diplomacia dos Estados Unidos, o combate ao HIV e à Aids impõe um diálogo sobre questões delicadas, que "alguns líderes não querem enfrentar", como, por exemplo, "corrupção nos governos e a compra e distribuição de medicamentos" ou lidar com usuários de drogas injetáveis.

Mas isso, diz a secretária de Estado, são coisas necessárias, para ajudar os governos a decidir como vão gerir o combate à doença.

Redação da Agência de Notícias da Aids

A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington com apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com aporio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

Fonte: Voz da América

 

 

 

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23/07/2012

Diretor de instituto dos EUA acredita que uma geração livre da aids está dentro do alcance científico

"Não há razões científicas para o mundo não traçar um caminho, ainda que difícil, rumo a uma primeira geração mundial livre da Aids", disse o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, em declaração à mídia durante coletiva prévia à 19ª Conferência Internacional de Aids, que teve seu início na noite de ontem em Washington. "Não há desculpas para não fazermos isto. Só precisamos de vontade política e organizacional para implementar o que a ciência nos deu".

Fauci ainda afirmou que os desafios da pandemia são grandes. "Ao redor do mundo, a doença já dizimou mais de 30 milhões de vidas e, hoje, 34 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV. Cerca de 2,5 milhões de pessoas por ano ainda morrem por causa da Aids", acrescentou ele.

Cientistas já estão falando com entusiasmo sobre recentes descobertas que, quando combinadas, têm o poder de reduzir drasticamente novas infecções. Na semana passada, os mais importantes pesquisadores mundiais pediram um novo esforço para encontrar a cura da doença. Em outra descoberta crucial, pesquisadores demonstraram no ano passado que conseguir manter os vírus dos soropositivos sob controle faz com que essas pessoas se transformem em "não-transmissores" da doença.

"Isso sugere que proporcionar tratamento adequado para mais pessoas com HIV - 20% deles não sabem que estão infectados - poderia ser uma ferramenta poderosa para impedir a proliferação da doença", observou Fauci. "Virar a maré não vai acontecer espontaneamente, vai ser preciso haver objetivo e compromisso".

"Agora existe um mantra entre as pessoas envolvidas na causa da Aids que é 'procurar, testar, tratar e manter'", contou a diretora do Instituto Nacional sobre Uso de Drogas Nora Volkow. Os profissionais de saúde querem testar pacientes não diagnosticados para o HIV, tratar a doença e mantê-los em tratamento.

Fauci ainda saiu em defesa dos EUA como líder na luta contra a Aids, alegando que já foram gastos US$ 50 bilhões desde 1982 e ressaltou que o país já foi bem sucedido antes em outras iniciativas, tais como fornecer medicamentos à África por meio do PEPFAR - o Programa de Emergência do Presidente para o Combate da Aids - uma iniciativa lançada em 2003 por George W. Bush, após consultoria com Fauci.

Naquela época, 50 mil pessoas de países em desenvolvimento tiveram acesso ao tratamento antirretroviral, o coquetel de drogas que tinha o crédito de transformar a Aids de uma sentença de morte em uma doença crônica. . Desde então, o PEPFAR - o qual recebeu um subsídio adicional de US$ 48 bilhões em 2008 - forneceu terapia antirretroviral para quase 4 milhões de pessoas. O programa, segundo Fauci, também ajudou a prevenir a infecção em 200 mil bebês por meio do fornecimento de medicamentos a 660 mil grávidas infectadas pelo HIV.

O PEPFAR deve ser reautorizado pelo Congresso norte-americano no próximo ano. E enquanto muitos estão empenhados em cortar o orçamento federal, Fauci garante que o programa tem o apoio tanto de republicanos quanto de democratas. "Eu não imagino uma iniciativa de tanto sucesso não ser autorizada", concluiu.

Redação da Agência de Notícias da Aids

A Agência de Notícias da Aids faz a cobertura da Conferência Internacional de Aids em Washington com apoio da Anglo American, Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa do Brasil), laboratório MSD e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Durante o evento, está também sendo produzido um documentário sobre o trabalho das ONGs internacionais com aporio da mineradora Anglo American e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

 

 

 

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23/07/2012

Aécio Neves comenta relatório da ONU em sua coluna na Folha de S. Paulo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) comentou o relatório da ONU em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, dando destaque a atuação brasileira diante da epidemia.

Segundo Aécio, a partir do relatório da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids) com o lema "Juntos vamos eliminar a Aids", o engajamento brasileiro na luta contra a Aids deveria ser elevado a motivo de orgulho nacional.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

 

 

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G1 | MUNDO

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 00:06

Pauta de vídeos AFP HD

RIO DE JANEIRO, 23 Jul 2012 (AFP) -2ª Pauta de vídeos AFP HD desta segunda-feira, 23 de julho de 2012:

= ORIENTE MÉDIO / ÁSIA =

-O medo das armas químicas

O regime sírio reconheceu pela primeira vez que possui armas químicas e ameaçou utilizá-las em caso de intervenção militar estrangeira, o que provocou a reação internacional. Já a União Europeia decidiu nesta segunda-feira duplicar a ajuda humanitária aos refugiados que fogem da repressão e dos combates na Síria e anunciou novas sanções contra o regime de Bashar al-Assad.

- Relatos da dor

Refugiados sírios em Paris contaram à France-Presse o drama de testemunhar os fortes confrontos que assolam o país diariamente. As pessoas que deixaram a nação árabe falaram ainda da tristeza de ver crianças morrendo de fome e da angústia da incerteza com a falta do que chamam de uma intervenção séria da comunidade internacional. Todos esperam que o conflito traga um futuro melhor, mas o medo da destruição da terra natal é um fantasma vivo.

- Ameaça internacional

O regime sírio advertiu nesta segunda-feira que vai usar armas químicas em caso de um ataque estrangeiro. A violência é tamanha na capital do país, Damasco, que milhares de moradores se deslocaram em busca de ajuda.

- Novas sanções à Síria

A União Europeia decidiu nesta segunda-feira reforçar as sanções contra a Síria e ampliar o embargo de armas ao país. A medida foi tomada durante uma reunião de ministros do bloco em Bruxelas.

- Violência mata 107 no Iraque

Uma onda de ataques no Iraque matou nesta segunda-feira 107 pessoas. Não houve uma reivindicação imediata das ações desta segunda-feira, mas o principal grupo da Al-Qaeda no país alertou há alguns dias que busca retomar territórios iraquianos.

- Tailândia combate a Aids

A Tailândia apresentou uma redução significativa de novas infecções do vírus da Aids em 25 anos de luta contra a doença. Apesar de 80% das pessoas que necessitam de tratamento receberem atendimento, ainda há com o que se preocupar. De acordo com estimativas oficiais, cerca de um quinto dos homens que têm parceiros do mesmo sexo são HIV positivo no país, e entre 20 e 40 por cento dos usuários de drogas injetáveis em todo o país estão infectados. Para trabalhadores humanitários, a Tailândia não deve descansar sobre os louros.

= AMÉRICAS =

- Atirador vai a tribunal

James Holmes, apontado como autor do massacre de 12 pessoas em um cinema do estado americano do Colorado, compareceu diante da justiça, nesta segunda-feira. Foi a primeira vez que ele foi visto em público depois do crime.

- Consolo presidencial

O presidente americano, Barack Obama, se reuniu com familiares das vítimas do massacre em Aurora, no estado do Colorado. Ele afirmou que fez a visita não apenas no papel de presidente. Mas marido e pai.

- Mais amor para Aids

O cantor Elton John afirmou nesta segunda-feira que o mundo precisa de mais amor para terminar com a epidemia de Aids, que já matou 30 milhões de pessoas em todo planeta desde que a doença aparece no começo da década de 80.

-EUA querem "Geração sem Aids"

Os Estados Unidos estão comprometidos com o objetivo de se chegar a uma geração livre da Aids e intensificarão os esforços para deter a epidemia mundial, afirmou a secretária de Estado, Hillary Clinton, durante uma conferência mundial celebrada esta segunda-feira em Washington.

- Esperança na conferência internacional sobre a Aids

Com novas esperanças no controle da Aids, a Conferência Internacional sobre a doença começou neste final de semana em Washington. Esta é a primeira vez, desde 1990, que o encontro que reúne autoridades e pesquisadores da área, é realizado nos Estados Unidos, depois da anulação de uma lei que proibia o acesso de soropositivos ao país. No final de semana o empresário Bill Gates foi homenageado, em uma premiação que contou com a presença da atriz Sharon Stone.

-Julgamento sumário na Colômbia

Uma comunidade indígena em Cauca, no sul da Colômbia, resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Eles reivindicam o direito de julgar e punir membros da guerrilha de acordo com as leis indígenas.

-Morte de Payá em Cuba levanta suspeitas

O opositor cubano Oswaldo Payá morreu no domingo em um acidente de trânsito em Bayamo, no leste da Ilha. Grupos de cubanos exilados em Miami exigiram nesta segunda-feira que fossem esclarecidas "as circunstâncias obscuras" do acidente. Já o candidato republicano à Presidência americana, Mitt Romney, afirmou que a morte do líder "gerava dúvidas" sobre a conduta do "regime autoritário" de Havana.

-A despedida do líder cubano

O opositor cubano Oswaldo Payá está sendo velado em Havana. O dissidente morreu no domingo em um acidente de trânsito em Bayamo, no leste da Ilha. Grupos de cubanos exilados em Miami exigiram nesta segunda-feira que fossem esclarecidas "as circunstâncias obscuras" do acidente.

= EUROPA =

- Incêndio na Espanha

Um grande incêndio no nordeste da Espanha matou quatro pessoas e deixou pelo menos 20 feridos. O fogo, que destruiu mais de 12 mil hectares de vegetação, começou no domingo nas proximidades de La Junquera, na fronteira com a França, segundo o governo catalão.

- Tentativa de amenizar cortes

O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayraull, recebeu o presidente da fabricante de automóveis Peugeot Citroën, nesta segunda-feira. A reunião teve como tema os planos de demissão em massa da companhia.

-Vandalismo racista

Sepulturas do cemitério judaico em Kaposvar, na Hungria, sofreram vandalismo e foram pichadas com suásticas nazistas.

- Lembrança dolorosa

Uma exposição de desenhos inéditos do gueto de Varsóvia abriu no final de semana as cerimônias do 70º aniversário do extermínio dos moradores desse bairro judeu pela Alemanha nazista. A operação custou a vida de 260.000 pessoas da cidade.

= OLIMPÍADAS =

- Prostituição preocupa Jogos Olímpicos

Eventos esportivos de grande porte têm a reputação de incentivar a Prostituição. Mas em Londres, profissionais do sexo reclamam que a polícia está fechando os bordéis, para dar à cidade uma aparência mais apresentável durante os Jogos Olímpicos. JO2012PT

- Pelas vítimas dos Jogos de Munique

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, observou nesta segunda-feira, em Londres, um minuto de silêncio em memória das 11 vítimas israelenses assassinadas durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

- Espírito olímpico já reina em Londres

Na semana da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, a capital britânica diz que está pronta para receber o maior evento esportivo do planeta - apesar das preocupações com a segurança e o transporte público.

Abmael SOARES

Responsável departamento vídeo e novos produtos

Avenida Almirante Barroso,N° 52 - RJ CEP 20031 - 000 Rio de Janeiro

Tel : (55 21) 2217 0025 - Cel : (55 21) 8883 2050

 

 

 

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FOLHA ONLINE | EQUILÍBRIO E SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 05:43

Rede pública vai oferecer droga de alto custo para câncer de mama

O Ministério da Saúde avisou que a rede pública passará a oferecer o medicamento trastuzumabe, usado por cerca de 25% das mulheres com câncer de mama.

O remédio já é usado na rede privada há alguns anos e é oferecido por parte dos hospitais públicos de alguns Estados, como em São Paulo.

A ideia é que, agora, esse tratamento, que custa em torno de R$ 7.000 por mês, alcance o SUS como um todo.

A incorporação do trastuzumabe ocorre após recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), feita em maio, e após o governo sofrer pressões na Justiça. A medida foi antecipada ontem pelo jornal "O Estado de S.Paulo".

Só neste ano, o ministério já gastou R$ 12,6 milhões com a compra desse remédio por ordens judiciais. Em 2011, foram R$ 4,9 milhões.

Com a incorporação do remédio, o governo prevê gastar R$ 130 milhões por ano.

Segundo o oncologista Rafael Kaliks, diretor científico do instituto Oncoguia, o trastuzumabe ataca um "alvo" presente em até 25% das pacientes com câncer de mama.

Ele age tanto no pós-operatório quanto nos casos em que a doença está disseminada, segundo o médico.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Estimativas do ministério apontam para 52,6 mil novos casos da doença entre este ano e o próximo.

BARREIRA

Apesar de comemorarem a oferta do trastuzumabe, entidades apontaram a necessidade de outras medidas acompanharem o anúncio.

Uma delas é aumentar o reembolso que os hospitais recebem do governo pelo tratamento de cada paciente.

"Se o ministério reembolsa R$ 1.000 para a paciente com câncer de mama, o hospital não vai poder dar uma medicação de R$ 7.000", diz.

Segundo o Oncoguia, hoje o reembolso está em cerca de de R$ 570 mensais no início da doença e o valor aumenta nas fases mais avançadas.

Outra questão a ser detalhada é a orientação de como será feito o tratamento, diz Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

Segundo ele, estudos demonstraram que, no tratamento pós-operatório, o remédio deve ser administrado por um ano. "Usar menos que isso é jogar dinheiro fora." Para Silvestrini, a introdução da droga "demorou muito". "O remédio está no serviço privado há quase dez anos."

Essa orientação deve constar do protocolo a ser divulgado nos próximos seis meses, segundo o ministério. É esse o prazo para que a rede pública faça a incorporação.

Segundo Carlos Gadelha, secretário de Ciência e Tecnologia do ministério, a tendência é que a compra do remédio seja centralizada para distribuição nos Estados.

Ele informou ainda que não está definido o tempo para o tratamento, mas será o "mais indicado pela literatura médica".

 

 

 

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FOLHA ONLINE | EQUILÍBRIO E SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 05:02

Marca-passo no cérebro será testado contra obesidade

Usado há quase duas décadas no controle dos sintomas da doença de Parkinson, o marca-passo cerebral será testado pela primeira vez no Brasil para obesidade mórbida e depressão.

A esperança é adicionar mais uma opção ao arsenal de tratamentos, como medicamentos e cirurgia.

As pesquisas serão desenvolvidas no Centro de Neurociência do HCor (Hospital do Coração) em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) do hospital.

Dois neurocirurgiões brasileiros que acabam de voltar ao país depois de uma longa temporada nos EUA serão os responsáveis pelos estudos.

Professores de neurocirurgia na UCLA (Universidade da Califórnia), Antonio De Salles e Alessandra Gorgulho têm vasta experiência na área.

O grupo de pesquisa do qual fazem parte realizou estudos para o tratamento da depressão com essa técnica. E ambos já desenvolveram pesquisas com a estimulação elétrica cerebral em primatas e suínos para tratar a obesidade mórbida.

"Trata-se de uma ferramenta útil e poderosa que está sendo usada cada vez mais em outras áreas. Com o advento da tecnologia, o potencial de crescimento é enorme", afirma Gorgulho.

Ela diz que no Canadá há uma linha de pesquisa que estuda a técnica para mal de Alzheimer e o próprio casal já fez estudos em animais para o tratamento de estresse pós-traumático.

COMO FUNCIONA

No tratamento da doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento, eletrodos são inseridos no cérebro e ligados a um marca-passo colocado sob a pele.

Por meio de impulsos elétricos, os sinais do cérebro que geram tremores e rigidez muscular são inibidos. O tratamento é reversível.

Já para tratar a depressão um dos novos estudos vai testar a eficácia da neuromodulação no nervo trigêmeo, cujas fibras carregam informações sensoriais e as projetam para estruturas do cérebro envolvidas na doença.

Pela primeira vez, os eletrodos serão implantados sob a pele nesse nervo e conectados a um marca-passo para tratar a depressão. A pesquisa deverá ter 22 participantes.

Para a obesidade mórbida o objetivo é implantar eletrodos cerebrais em uma área responsável pela saciedade em seis pacientes que não obtiveram sucesso com a cirurgia bariátrica.

"Também será a primeira vez que os eletrodos serão implantados nesse alvo do hipotálamo para obesidade. A ideia é verificar segurança e viabilidade", diz Gorgulho.

Segundo Henrique Ballalai, da Academia Brasileira de Neurologia, um estudo como esse faz bastante sentido porque há áreas do cérebro que controlam o apetite.

"Mas tem que ter um grande comprometimento; não se pode pensar que isso poderá ser usado para estética", diz.

Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do HCor, diz que a pesquisa visa uma nova alternativa para os pacientes com obesidade avançada que falharam com todas as opções de tratamento.

Ele ressalta, porém, que se tratam de pesquisas iniciais, que devem ter início em 2013. Apesar de a técnica cirúrgica ser segura e conhecida, é necessário que os estudos apontem que ela também é eficaz para essas novas aplicações.

 

 

 

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CORREIO BRAZILIENSE ONLINE | BRASIL / ECONOMIA / POLÍTICA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 07:14

Apesar de descartada epidemia, H1N1 já matou 159 pessoas no país este ano

Nos primeiros sete meses de 2012, a gripe A, também conhecida como suína, matou cinco vezes mais que em todo o ano passado. Enquanto em 2011, 30 pessoas faleceram em decorrência do vírus H1N1, este ano os óbitos já estão em 159, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Ao todo, 1.449 casos da doença foram notificados. Apesar do índice, a pasta descarta uma epidemia. Em 2009, quando houve o maior surto da gripe, foram mais de 50 mil casos e 2.060 pessoas morreram. Ontem, a Vigilância Epidemiológica de Mogi Guaçu (SP) confirmou o falecimento de mais uma pessoa - uma mulher de 59 anos que estava internada desde o último dia 11.

A pasta recomenda que o paciente seja tratado com o antiviral Oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, nas 48 horas após os primeiros sintomas. A vacina, neste caso, não é prioridade, pois só passa a fazer efeito 15 dias após a imunização. Recentemente, o balanço da investigação parcial de óbitos ocorridos em Santa Catarina, divulgado pelo ministério, indicou que os pacientes não estavam sendo medicados no tempo correto.

 

 

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A NOTÍCIA - SC | A NOTICIA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

SUS vai distribuir novo medicamento

O Ministério da Saúde informou ontem que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes. O medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do remédio por ação judicial. A partir da publicação no "Diário Oficial", o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento. Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente. No Brasil, a estimativa é de que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram 12.812 mortes pela doença no País.

 

 

 

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AGORA - RS | PAÍS

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

Veja a matéria no site de origem

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama

O Ministério da Saúde informou hoje (23) que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

Por Ag. Brasil

 

 

 

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AQUI - BH | GERAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Ataque ao câncer

Governo vai liberar, através do SUS, um dos remédios mais eficazes e caros contra a doença

O Ministério da Saúde vai incorporar o medicamento Trastuzuma-be (Herceptin),uma das principais armas no combate ao câncer de mama, na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS.A inclusão será publicada nesta semana no Diário Oficial da União. O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. Estima-se que entre 20% e25% das pacientes diagnosticadas com cân-er de mama têm indicação para receber essa medicação-quet em como alvo a mutação genética que leva ao HER-2 positivo, um dos tipos mais agressivos de tumor.

O Trastuzumabe é considerado uma das drogas mais avançadas na terapia contra o câncer de mama porque é um anticorpomonoclonal que promove uma "terapia-alvo", já que ele tem a capacidade de atingir exclusivamente as células doentes, preservando as sadias. O medicamento é fabricado pela Roche.

"Esse é um grande avanço para as mulheres que dependem do SUS. É uma medicação essencial para as pacientes que são positivo para o HER-2 porque ela consegue controlar o avanço da doença e evitar metástases", diz o mastologista Waldemir Rezende.

A droga será oferecida no SUS por decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), criada dentro do ministério por força de lei. Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a comissão analisou o custo-efetividade da droga por mais de um ano, colocou o assunto em consultas públicas e não levou em consideração a pressão das demandas judiciais.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo -cada frasco custa, em média, R$ 7 mil -, ela estava restrita a mulhe-res que conseguiam o direito de recebê-la do governo por meio de ações judiciais.

NEGOCIAÇÃO

O Trastuzumabe é o sétimo medicamento mais demandado judicialmente ao Ministério da Saúde, que em 2011 gastou R$ 266 milhões na compra de remédios determinados por decisões judiciais - sendo R$ 4,9 milhões para atender a 61 ordens de comprado Trastuzumabe.

Neste ano, o governo federal já recebeu 98 determinações judiciais para comprado medicamento e gastou R$ 12,6 milhões. Só uma compra para atender uma ação civil pública movida pelo Estado de Santa Catarina, por exemplo, consumiu R$ 9,8 milhões dos cofres públicos.

Segundo o ministro, a incorporação da droga no SUS exige que o preço praticado pela indústria seja compatível com o que ela aplica no mercado internacional. O governo estima gastar até R$ 150 milhões por ano para fornecer a medicação. Por se tratar de uma compra em massa, há uma negociação com o laboratório fabricante e o preço pode ser reduzido em até 50%. A partir da publicação no Diário Oficial, a oferta na rede ocorrerá em, no máximo, 180 dias.

 

 

 

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CORREIO DO POVO - RS | GERAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Combate ao câncer ganha reforço no SUS

O medicamento Trastuzumabe, usado no combate ao câncer de mama, será incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS), informou ontem o Ministério da Saúde. O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, nessa modalidade, já foram gastos R$ 12,6 milhões.

 

 

 

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CRUZEIRO DO SUL - SP | SAÚDE

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. (AE)

 

 

 

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DESTAK - DF | BRASIL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 16:49

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PSDB pede investigação de patrocínios a blogs políticos

O PSDB pediu que a Procuradoria-Geral Eleitoral investigue o financiamento público de sites e blogs políticos.

Na representação, o partido alega que empresas públicas, entre elas a Caixa Econômica Federal, a Petrobras e até o Ministério da Saúde patrocinam páginas na internet que realizam "elogios excessivos ao PT e ao governo federal e ataques à oposição".

"Tropa nazista"

O candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, declarou que o Partido dos Trabalhadores mantém uma "tropa nazista" na web. Serra disse que o PT usa correligionários para difamá-lo e foi além, comparando-os às milícias paramilitares, "SA" nazistas.

 

 

 

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DIÁRIO DE NATAL - RN | CIDADES

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Infectologista indica surto de gastroenterite.

Os profissionais da saúde, pública ou privada, vêm percebendo no último mês um aumento considerável do número de pacientes em consultórios e pronto atendimentos com quadros de gastroenterite. A doença, que pode ter causas na alimentação ou na qualidade da água consumida, tem como sintomas diarreia, vômitos e, em alguns casos, febre. Segundo o infectologista Luiz Alberto Marinho, nos últimos 30 dias os casos de gastroenterite aumentaram em mais de 30%, o que deve servir de alerta às autoridades sanitárias e pode indicar que o problema esteja na água que a população utiliza, já que os números são gerais. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foram registrados 421 casos de gastroenterite em Natal no período de 1º a 23 de junho. No entanto, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) diz que os números ainda estão dentro da normalidade.

O infectologista Luiz Alberto Marinho explica que "quando ocorrem surtos de gastroenterite infecciosa, como é o caso, inicialmente se pesquisa alimentos e água ofertada". Para ele, as infecções decorrerem da ingestão de alimento é algo descartado, pois as notificações vêm de pessoas de locais e hábitos diferentes, não algo ao qual um mesmo grupo tenha sido submetido. "Quando se aumenta o número de casos de gastroenterite em uma cidade, geralmente se procura o elemento água para ver se ela, neste momento, está sendo ofertada com todos os rigores existentes para água potável", esclarece Luiz Alberto Marinho.

Segundo profissionais de saúde, os surtos de doenças respiratórias e de gastroenterite são comuns em períodos de chuvas intensas, como o que Natal tem passado desde o início de junho. Luiz Alberto diz que, em certas vezes, isso decorre de reservatórios receberem infiltrações durante este período, comprometendo a qualidade da água distribuída. Ele chama a atenção para que autoridades e responsáveis pela distribuição de água potável à população, analisem se neste momento em que chuvas são abundantes, algum reservatório tenha sofrido uma contaminação ou algo parecido que comprometa a qualidade da água ofertada.

Procurada, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) informou que não identificou qualquer irregularidade em nenhum dos seus reservatórios e tranqüiliza a população quanto ao uso da água. Segundo a nota, antes de chegar às torneiras do consumidor, a água distribuída passa por um rigoroso processo de tratamento, que garante o cumprimento dos parâmetros de qualidade estabelecidos pela Portaria 2.914 do Ministério da Saúde. A nota ressalta que a Caern realiza análises diárias, que incluem avaliação de parâmetros como cor, turbidez, pH e coliformes com amostras coletadas em diferentes pontos da cidade. "Todas as análises atestam a qualidade do produto e asseguram que a água distribuída pela Caern está dentro dos padrões de potabilidade", diz a nota.

A contaminação da gastroenterite acontece pela ingestão de alimentos ou água infectados com vírus ou bactérias. Os mais conhecidos são o rotavírus e a salmonela. O tratamento passa pela hidratação, ou seja, repor a quantidade de líquido perdida pelo paciente. Se for comprovado que a infecção ocorreu por meio de uma bactéria, antibióticos podem ser utilizados.

 

 

 

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DIÁRIO DE PERNAMBUCO - PE | MUNDO

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Hillary afirma que os EUA estão comprometidos com uma geração sem Aids

Os Estados Unidos estão comprometidos com o objetivo de se chegar a uma geração livre da Aids e intensificarão seus esforços para deter a pandemia mundial, afirmou a secretária de Estado, Hillary Clinton, durante uma conferência mundial celebrada esta segunda-feira (23/7) em Washington.

"Os Estados Unidos estão comprometidos e manterão o compromisso de chegar a uma geração livre de Aids. Não vamos retroceder, não vamos ceder", disse Hillary durante a XIX Conferência Internacional sobre Aids, na capital americana.

"Vamos lutar pelos recursos necessários para alcançar este marco histórico", acrescentou, rejeitando as críticas de que os Estados Unidos não estavam decididos a lutar contra a pandemia de HIV/Aids, que causou 30 milhões de mortos em três décadas.

A conferência, inaugurada no domingo, é o maior encontro mundial sobre HIV/Aids e se espera que atraia 25.000 pessoas, incluindo políticos, cientistas, celebridades e ativistas.

Hillary Clinton disse que o mundo em breve será capaz de "realmente imaginar um momento no qual não seremos mais afetados por esta terrível epidemia e pelo alto custo e o sofrimento que nos impôs durante tempo demais".

A chefe da diplomacia americana divulgou os novos esforços de financiamento dos Estados Unidos para apoiar a circuncisão na África do Sul, ajudar as mulheres grávidas com HIV a ter acesso a tratamentos para evitar infectar seus bebês, bem como para investigar novas intervenções contra a doença.

"Esta é uma luta que podemos vencer. Já avançamos tanto, demais para parar agora", disse, arrancando aplausos dos presentes.

Cerca de 34 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV, segundo o último relatório da ONUAids. No entanto, aproximadamente uma em cinco pessoas não sabe que está infectada e correm um risco maior de disseminar a doença.

Hillary reconheceu que sem uma vacina ou cura para o HIV, o vírus se manterá presente no mundo, mas insistiu em que "a doença causada pelo HIV não tem porque permanecer".

Numa geração livre de Aids praticamente nenhuma criança nascerá com o vírus, os adolescentes correrão menor risco de infecção e, se sofrerem contágio, poderão obter o tratamento necessário para evitar o desenvolvimento da Aids ou sua transmissão, disse.

O colóquio, celebrado a cada dois anos, volta a ser realizado nos Estados Unidos pela primeira vez em 22 anos, depois que o país suspendeu, em 2009, a proibição de entrada em seu território de pessoas infectadas com HIV, imposta em 1990.

 

 

 

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DIÁRIO DE PERNAMBUCO - PE | BRASIL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório

Agência Brasil

A partir de agora, as experiências científicas com uso de animais no Brasil terão que ser acompanhadas, obrigatoriamente, por médicos veterinários. A exigência da presença desses profissionais foi determinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Na prática, a maior parte dos laboratórios de pesquisa que utilizam animais para experimentação científica e ensino, mais conhecidos como biotérios, já mantém veterinários em suas equipes, segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

"O que se pretende é que a prerrogativa seja levada à sociedade em geral, para que o número cada vez maior de universidades que têm biotérios também cumpra essa norma", explicou o professor e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto Costa, que preside a Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV.

Com a medida, procedimentos como analgesia, eutanásia, administração de medicamentos e óbito dos animais e a garantia de boas condições do ar e de alimentação passam a ser competência e responsabilidade dos veterinários. A equipe de pesquisadores ficará responsável exclusivamente pelos estudos científicos.

"Quem pode avaliar se animal está sendo submetido a sofrimento ou dor, durante um procedimento, em aula prática ou pesquisa, é o medico veterinário", explicou Alberto Costa. Os cientistas reconhecem que, apesar de não terem o nível de consciência do ser humano, os animais são capazes de experimentar as sensações negativas e positivas, desde euforia à frustração, dor e sofrimento intenso. "A presença do médico veterinário contribui para que não ocorra essa situação de sofrimento", acrescentou o professor.

A obrigatoriedade, por outro lado, desperta, entre alguns pesquisadores e cientistas, o temor de que os médicos veterinários interfiram nos procedimentos exclusivamente científicos. Mas o coordenador do Centro de Experimentação Animal do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Carlos Müller, garante que a nova norma, que cria mecanismos rigorosos de controle da experimentação, trata apenas da assistência técnica e sanitária aos animais. "Atualmente, existem pessoas que não fazem sequer analgesia nos animais (submetidos às experiências). O pesquisador é pontual na pesquisa, mas nem sempre tem a experiência de dia a dia com o animal", disse.

A alteração nas regras desse tipo de experimento reacende ainda o debate sobre alternativas que substituam o uso de animais em pesquisas. Alguns segmentos, como o da indústria cosmética, validaram métodos alternativos de substituição. Mas, quando se trata de pesquisas em geral, Müller é enfático em afirmar que "não terá tão cedo no Brasil. Não existem métodos substitutivos porque falta investimento".

Para o pesquisador, o estabelecimento de métodos alternativos em testes científicos pode demorar de dez a 12 anos para ser concluído. Além da falta de sinalização de investimentos, Müller ainda destaca que apenas este ano o Brasil sediará um evento internacional sobre o tema. "Na Europa, você vê fortunas investidas nesses métodos. Aqui (no Brasil), não adianta ficar cobrando do pesquisador. Você até substitui aulas com métodos alternativos, mas na pesquisa não", relatou.

A dificuldade em reproduzir, de forma padronizada, a variedade de condições exigidas pelas pesquisas é o principal problema apontado pelos pesquisadores para a substituição dos animais nos estudos. "Imagina você fazer controle de qualidade de vacina de Hepatite, que é viral, sem usar o macaco. Se essa vacina for para a rua e não passar pelo macaco toda a população que tomar a vacina terá problema neurológico", afirmou Müller.

 

 

 

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DIÁRIO DO GRANDE ABC - SP | NACIONAL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Agência Estado

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Remédio para câncer de mama será fornecido pelo SUS

O Ministério da Saúde anunciou ontem que irá incluir na lista de medicamentos fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) importante aliado no combate ao câncer de mama. A droga de alto custo Trastuzumabe (Herceptin) reduz em até 22% o risco de morte, além de ser eficaz contra o ressurgimento da doença.

No Grande ABC, a medicação já é utilizada em pacientes oncológicos do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e do Hospital de Ensino Anchieta, em São Bernardo. A droga, injetável e de uso hospitalar, é repassada pelo governo estadual conforme demanda. Em até seis meses, prazo estipulado pelo Ministério da Saúde, o remédio será disponibilizado para tratamento em outros hospitais ou centros especializados da região.

A medicação é recomendada em cerca de 25% dos casos de câncer de mama. Essa porcentagem possui o tumor Her-2, agressivo e conhecido por se desenvolver mais rapidamente se comparado aos outros. "Essa medicação revolucionou o tratamento do câncer de mama. É efetiva e menos tóxica. É bem tolerada pelos pacientes, mas muito agressiva contra o tumor", comentou o oncologista da Faculdade de Medicina do ABC, Daniel Cubero. Para o especialista, no entanto, a inclusão foi tardia. "Antes do uso desse remédio, as pacientes tinham pouca evolução no tratamento. Agora, mais pessoas terão acesso." A medicação pode ser utilizada de forma preventiva e também após cirurgias. Normalmente a pessoa recebe uma aplicação a cada três semanas. A recomendação varia conforme o peso da paciente.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. No Brasil, estimam-se 52,6 mil novos casos entre 2012 e 2013. Em 2010, ocorreram 12,8 mil mortes por causa da doença.

A presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano, Lucia de Oliveira Leite, comemorou a notícia. A entidade atende mensalmente 80 mulheres. "Isso é uma bênção. Esperamos que favoreça todas as pacientes, especialmente as mais pobres."

O medicamento custa entre R$ 5.000 e R$ 10 mil e é um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais. Neste ano foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra por demanda da Justiça.

No Grande ABC, a Prefeitura de Santo André teve de desembolsar, entre outubro de 2009 e agosto de 2011, R$ 369 mil para pagar o tratamento de uma paciente que moveu ação judicial para receber a medicação. Mauá não respondeu ao Diário. Nas demais cidades não houve demanda.

 

 

 

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23/07/2012

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Cremerj veta médicos em partos domiciliares

Agência Estado

O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) proibiu a participação de médicos em partos domiciliares e nas equipes de sobreaviso, que ficam de plantão para o caso de alguma complicação. A entidade também veda a presença de doulas (acompanhantes de parto, função reconhecida pelo Ministério da Saúde) em ambiente hospitalar. Os médicos que descumprirem as determinações serão submetidos ao Conselho de Ética.

A medida, classificada de "arbitrária" pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), provocou reações. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) vai questionar as resoluções judicialmente e entidades de defesa do parto humanizado convocaram uma passeata, no dia 5 de agosto, em Ipanema. "Em hipótese alguma um conselho pode interferir na regulação de outras profissões e no direito de escolha da mulher. Enfermeiros e médicos fazem parte de uma equipe multidisciplinar do parto domiciliar; essa resolução dificulta a nossa atuação", afirma Pedro de Jesus, presidente do Coren.

O obstetra Luiz Fernando Moraes, conselheiro do Cremerj, diz que as resoluções são um "alerta para as mães". "Elas estão sendo informadas de que se o pré-natal não teve agravo, elas podem fazer parto em casa. Há problemas que ocorrem durante o trabalho de parto e no parto", afirma. Ele afirmou que o conselho não está proibindo o parto domiciliar. "A mãe vai optar pelo parto domiciliar sabendo do risco. Porque não é a presença do médico que garante segurança; ele tem que ter condições de agir".

A decisão do Cremerj foi questionada pelos próprios médicos. Até mesmo a Febrasgo, entidade contrária ao parto domiciliar, criticou as resoluções. "A Febrasgo é contra o parto domiciliar, mas de maneira nenhuma a gente acha que o médico que faz parto domiciliar é um profissional antiético. Um problema sério no Brasil é a cesárea desnecessária, e mesmo assim ninguém é favorável que se puna o profissional que faz cesárea a pedido da paciente", afirmou o Olímpio Moraes, vice-presidente da entidade. Moraes ressaltou ainda que a Febrasgo recomenda, em seu manual, a presença de doulas. "Vários trabalhos internacionais reconhecem que elas dão mais segurança às grávidas e diminuem as intercorrências".

Para a médica Daphne Rattner, presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), a resolução do Cremerj vai de encontro às políticas de humanização do parto do Ministério da Saúde, que reconhece o trabalho de parteiras tradicionais e incentiva a participação de doulas nos hospitais públicos - em março foi assinado convênio entre o Ministério e a Universidade de Brasília para o programa Doulas no SUS, de formação dessas acompanhantes, do qual Daphne é gestora. "Essa medida vai contra todas as evidências científicas, as recomendações da OMS e as políticas do Ministério da Saúde. Essas resoluções ferem o código de ética médica", afirmou. A entidade ainda está estudando as medidas que tomará.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que as decisões do conselho "não afetam as políticas" da Pasta. O Ministério considera que a participação da doula é um instrumento humanizador e que "a assistência prestada pelas parteiras é uma realidade em diversos locais do País".

 

 

 

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DIÁRIO DO GRANDE ABC - SP | SETECIDADES

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Remédio para câncer de mama será fornecido pelo SUS

Maíra Sanches

Do Diário do Grande ABC

O Ministério da Saúde anunciou ontem que irá incluir na lista de medicamentos fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) importante aliado no combate ao câncer de mama. A droga de alto custo Trastuzumabe (Herceptin) reduz em até 22% o risco de morte, além de ser eficaz contra o ressurgimento da doença.

No Grande ABC, a medicação já é utilizada em pacientes oncológicos do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e do Hospital de Ensino Anchieta, em São Bernardo. A droga, injetável e de uso hospitalar, é repassada pelo governo estadual conforme demanda. Em até seis meses, prazo estipulado pelo Ministério da Saúde, o remédio será disponibilizado para tratamento em outros hospitais ou centros especializados da região.

A medicação é recomendada em cerca de 25% dos casos de câncer de mama. Essa porcentagem possui o tumor Her-2, agressivo e conhecido por se desenvolver mais rapidamente se comparado aos outros. "Essa medicação revolucionou o tratamento do câncer de mama. É efetiva e menos tóxica. É bem tolerada pelos pacientes, mas muito agressiva contra o tumor", comentou o oncologista da Faculdade de Medicina do ABC, Daniel Cubero. Para o especialista, no entanto, a inclusão foi tardia. "Antes do uso desse remédio, as pacientes tinham pouca evolução no tratamento. Agora, mais pessoas terão acesso." A medicação pode ser utilizada de forma preventiva e também após cirurgias. Normalmente a pessoa recebe uma aplicação a cada três semanas. A recomendação varia conforme o peso da paciente.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. No Brasil, estimam-se 52,6 mil novos casos entre 2012 e 2013. Em 2010, ocorreram 12,8 mil mortes por causa da doença.

A presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano, Lucia de Oliveira Leite, comemorou a notícia. A entidade atende mensalmente 80 mulheres. "Isso é uma bênção. Esperamos que favoreça todas as pacientes, especialmente as mais pobres."

O medicamento custa entre R$ 5.000 e R$ 10 mil e é um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais. Neste ano foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra por demanda da Justiça.

No Grande ABC, a Prefeitura de Santo André teve de desembolsar, entre outubro de 2009 e agosto de 2011, R$ 369 mil para pagar o tratamento de uma paciente que moveu ação judicial para receber a medicação. Mauá não respondeu ao Diário. Nas demais cidades não houve demanda.

 

 

 

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DIÁRIO DO NORDESTE - CE | NACIONAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS vai distribuir novo remédio contra o câncer de mama

Folhapress

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao SUS (Sistema Único de Saúde). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados.

Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no "Diário Oficial da União", o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

2º mais comum

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Hospital Universitário vai receber 40 novos leitos

O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em Fortaleza, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgão (ABTO), é o maior serviço público de Transplante de fígado no Brasil. Mas, se antes a unidade oferecia apenas 13 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para todos os pacientes, a novidade é que, nos próximos 18 meses, ofertará mais 40 novos.

O prazo para a construção dos novos espaços é de 18 meses. Hoje, a unidade possui 13 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) FOTO: VIVIANE PINHEIRO

Destes leitos, dez serão pediátricos, dez coronarianos, dez clínicos e outros dez cirúrgicos. Do total, seis serão destinados somente a pacientes transplantados. Diante disso, a unidade terá disponível, a partir de janeiro de 2014, 53 leitos de UTI, ampliando a sua capacidade de internação em 307%.

Segundo o superintendente dos hospitais universitários da Universidade Federal do Ceará (UFC), Florentino Cardoso, a verba de R$ 16, 7 milhões, proveniente do Ministério da Educação (MEC), se estenderá para a ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac), que passará de 51 leitos para 90, também em 18 meses. Além disso, algumas enfermarias do HUWC serão reformadas, e a emergência da Meac refeita.

Para Florentino Cardoso, o aumento no número de transplantes de fígado realizados na unidade tem gerado uma dificuldade na rotatividade e exclusividade de leitos para pacientes transplantados. "A grande demanda, aliada à pouca quantidade de leitos, dificulta a rotatividade. Ampliando a estrutura de leitos da UTI e deixando parte deles exclusivos para os transplantados, teremos condições de realizar mais procedimentos e oferecer um maior conforto e segurança", destaca.

O mesmo, segundo ele, acontecerá na Meac, com a reforma da emergência e ampliação da UTI neonatal. "Os bebês terão mais segurança e assistência com os novos 39 leitos. Além disso, em 18 meses, o atendimento da emergência do hospital tende a ser mais rápido e confortável com a reforma", afirma Florentino Cardoso.

Projeto

Outra novidade, conforme ele, é que a unidade enviou um projeto ao MEC para a construção de oito novos leitos para os transplantados de medula óssea.

Segundo o chefe do Serviço de Transplante de fígado do HUWC, José Huygens Garcia, a demanda de novos leitos na unidade é bastante antiga, até porque, a cada ano, a quantidade de transplantes realizados no hospital aumenta.

Conforme ele, até ontem, 74 transplantes de fígado foram realizados na unidade. EM igual período do ano passado, foram 69. "Durante todo o ano de 2011, realizamos 120 transplantes. A expectativa para este ano é de 140 procedimentos. Hoje, no Estado, temos em média 160 pacientes na fila aguardando por um fígado", ressalta.

 

 

 

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DIÁRIO DO NORDESTE - CE | NACIONAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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SUS distribuirá novo remédio.

Para ter o Trastuzumabe em unidades públicas de saúde, o governo federal passará a gastar R$ 130 milhões ao ano

Brasília. O Ministério da Saúde informou ontem que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes no País.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no País.

Inclusão

"A expectativa é que o Trastuzumabe beneficie 20% das mulheres com câncer de mama em estágio inicial e avançado", afirmou ontem o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O Trastuzumabe é um dos primeiros medicamentos incorporados no SUS a partir da Lei 12.401, de 2011. O decreto, que criou a Conitec define regras que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia desses medicamentos, que devem ter registro nacional e serem reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O documento estabelece também que seja publicado um protocolo de como e quais as situações que o medicamento deve ser utilizado. "A Conitec é um aprimoramento do sistema de incorporação de novas tecnologias, protegendo o cidadão e reduzindo os riscos de judicialização do medicamento, que muitas vezes é recomendado de forma indevida", destaca o ministro.

De acordo com o ministro Padilha, essa aquisição só foi possível devido à economia de custos gerada por meio de inovação tecnológica, parcerias público-privadas, comparação de preços internacionais e a centralização de compras. "A melhor gestão dos recursos possibilitou gerar uma economia de R$ 1,7 bilhão/ano no orçamento do ministério. Isso nos permite ampliar o acesso dos brasileiros às novas tecnologias", explica.

TRATAMENTO

22 por cento é quanto diminui o risco de morte das pacientes que passam a usar o remédio. A medicação de alto custo reduz a reincidência do câncer de mama

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Hospital Universitário vai receber 40 novos leitos.

O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em Fortaleza, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgão (ABTO), é o maior serviço público de Transplante de fígado no Brasil. Mas, se antes a unidade oferecia apenas 13 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para todos os pacientes, a novidade é que, nos próximos 18 meses, ofertará mais 40 novos.

Destes leitos, dez serão pediátricos, dez coronarianos, dez clínicos e outros dez cirúrgicos. Do total, seis serão destinados somente a pacientes transplantados. Diante disso, a unidade terá disponível, a partir de janeiro de 2014, 53 leitos de UTI, ampliando a sua capacidade de internação em 307%.

Segundo o superintendente dos hospitais universitários da Universidade Federal do Ceará (UFC), Florentino Cardoso, a verba de R$ 16, 7 milhões, proveniente do Ministério da Educação (MEC), se estenderá para a ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac), que passará de 51 leitos para 90, também em 18 meses. Além disso, algumas enfermarias do HUWC serão reformadas, e a emergência da Meac refeita.

Para Florentino Cardoso, o aumento no número de transplantes de fígado realizados na unidade tem gerado uma dificuldade na rotatividade e exclusividade de leitos para pacientes transplantados. "A grande demanda, aliada à pouca quantidade de leitos, dificulta a rotatividade. Ampliando a estrutura de leitos da UTI e deixando parte deles exclusivos para os transplantados, teremos condições de realizar mais procedimentos e oferecer um maior conforto e segurança", destaca.

O mesmo, segundo ele, acontecerá na Meac, com a reforma da emergência e ampliação da UTI neonatal. "Os bebês terão mais segurança e assistência com os novos 39 leitos. Além disso, em 18 meses, o atendimento da emergência do hospital tende a ser mais rápido e confortável com a reforma", afirma Florentino Cardoso.

Projeto

Outra novidade, conforme ele, é que a unidade enviou um projeto ao MEC para a construção de oito novos leitos para os transplantados de medula óssea.

Segundo o chefe do Serviço de Transplante de fígado do HUWC, José Huygens Garcia, a demanda de novos leitos na unidade é bastante antiga, até porque, a cada ano, a quantidade de transplantes realizados no hospital aumenta.

Conforme ele, até ontem, 74 transplantes de fígado foram realizados na unidade. EM igual período do ano passado, foram 69. "Durante todo o ano de 2011, realizamos 120 transplantes. A expectativa para este ano é de 140 procedimentos. Hoje, no Estado, temos em média 160 pacientes na fila aguardando por um fígado", ressalta.

 

 

 

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ESTADO DE MINAS - MG | POLÍTICA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Patrus parte para o ataque

Petista se encontra com sindicalistas e critica ações da prefeitura. Candidato não menciona que seu partido participa da atual gestão O candidato a prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) deixou ontem a postura pacífica de lado e partiu para o ataque contra o atual prefeito e candidato a reeleição, Marcio Lacerda (PSB), criticando a sua gestão. "A saúde em Belo Horizonte está muito mal. Retrocedeu nos últimos anos", afirmou, sem no entanto mencionar o fato de que o seu partido ainda participa da administração da capital com mais de 900 cargos comissionados. Na verdade, Patrus escolhe a saúde para suas primeiras investidas contra Lacerda porque é uma área comandada pelo PSDB. O candidato petista disse que a gestão de Lacerda não construiu duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) combinadas no Orçamento Participativo (OP), uma na região Leste e outra na Oeste. Outra acusação é que 100 unidades do Programa Saúde da Família (PSF) estão sem médicos. As declarações foram feitas ontem de manhã, em encontro com filiados da União Geral dos Trabalhadores (UGT), entidade sindical ligada ao PSD. O presidente da UGT em Minas Gerais, deputado federal Ademir Camilo (PSD), disse que a organização ainda não definiu qual candidato vai apoiar, mas que ele está fechado com Patrus, assim como o presidente nacional da legenda, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - responsável por rachar o partido em Belo Horizonte ao fazer uma intervenção na direção municipal, que escolhera apoiar Lacerda. Kassab já sofreu duas derrotas na Justiça Eleitoral, que confirmou a aliança do PSD de BH com o atual prefeito. Ontem, Patrus repetiu a tática, que deve ser padrão em toda a campanha, de destacar o que fez quando governou Belo Horizonte, entre 1993 e 1996. Patrus destacou que foi pioneiro ao criar as UPAs na cidade, que depois foram implantadas pelo governo federal. Iniciou também os atendimentos de resgate pioneiros do Samu e triplicou a capacidade de atendimento do Hospital Odilon Behrens. Além da saúde, Patrus criticou a mobilidade urbana e a cultura. "Querem tirar a cultura das ruas e praças de BH", disse Patrus. Ao falar para sindicalistas, principalmente rodoviários e comerciários, o candidato prometeu diálogo com as categorias. Afirmou que não vai interferir em greves. "Como advogado trabalhista considero fundamental que os direitos sejam rigorosamente respeitados", afirma. "O trabalho deve prevalecer sobre o capital." O candidato destacou, mais uma vez, o OP, criado em sua gestão, e disse que faltou a participação das centrais sindicais e dos sindicalistas. Patrus, entretanto, fez questão de ressaltar que as críticas à administração de Lacerda não têm caráter pessoal. "É uma questão de conteúdo. Tudo que é bom vai ser mantido e ampliado", promete o candidato, que reconheceu os méritos da administração o socialista na questão da educação. ENCONTRO Ademir Camilo explicou que todos os candidatos foram convidados para o encontro com os sindicalistas. Antes de Patrus, falaram Tadeu Martins (PPL) e Vanessa Portugal (PSTU). "Lacerda já tinha um encontro com outras entidades sindicais e enviou uma carta explicando que não poderia vir", disse Camilo. A decisão sobre quem receberá o apoio oficial da UGT-MG sairá na segunda-feira. Ontem à noite, Patrus participou da primeira plenária da campanha nas regionais. Ele se encontrou com lideranças e moradores do Barreiro para discutir as demandas e compromissos para a região. Outro lado Ao tomar conhecimento dos ataques feitos pelo candidato Patrus Ananias (PT), a coligação que apoia a reeleição de Marcio Lacerda reconhece, em nota, que ainda há muito a fazer, mas que é importante esclarecer que o quadro melhorou nos últimos anos. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, Belo Horizonte apresentou o melhor índice de desempenho do Sistema Único de Saúde (SUS) entre cidades com população superior a 2 milhões de habitantes. Além disso, lembra que o governo Lacerda recebeu grande quantidade de obras do Orçamento Participativo atrasadas, "fato que é de conhecimento amplo". A nota informa também que o número de equipes do Programa de Saúde da Família cresceu na atual administração, saindo de 513, em 2009, para 579 em 2012.

 

 

 

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GAZETA DO POVO - PR | VIDA E CIDADANIA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 03:02

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SUS distribuirá remédio para câncer no seio

O Ministério da Saúde avisou que a rede pública passará a oferecer gratuitamente o medicamento Trastuzumabe, usado por cerca de 25% das mulheres com câncer de mama. O remédio já é usado na rede privada há alguns anos e é oferecido por parte dos hospitais públicos de alguns estados, como São Paulo. A ideia é que esse tratamento, que custa em torno de R$ 7 mil por mês, alcance o SUS como um todo.

A incorporação do Trastuzumabe ocorre após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), feita em maio, e após o governo sofrer pressões na Justiça. Só neste ano, o ministério já gastou R$ 12,6 milhões com a compra desse remédio por ordens judiciais. Em 2011, foram R$ 4,9 milhões, para cumprir 61 ordens da Justiça. Com a incorporação do remédio, o governo prevê gastar R$ 130 milhões por ano.

O trastuzumabe ataca um ?alvo? presente em até 25% das pacientes com câncer de mama. Ele age tanto no pós-operatório quanto nos casos em que a doença está disseminada.

 

 

 

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GAZETA DO POVO - PR | VIDA E CIDADANIA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 03:02

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Conselho veta médicos em partos em casa

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) proibiu a participação de médicos em partos domiciliares e nas equipes de sobreaviso, que ficam de plantão para o caso de alguma complicação. A entidade também veda a presença de doulas (acompanhantes de parto, função reconhecida pelo Ministério da Saúde) em ambiente hospitalar. Os médicos que descumprirem as determinações serão submetidos ao Conselho de Ética.

A medida, classificada de ?arbitrária? pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), provocou reações. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) vai questionar as resoluções judicialmente e entidades de defesa do parto humanizado convocaram uma passeata, no dia 5 de agosto, em Ipanema. ?Em hipótese alguma um conselho pode interferir na regulação de outras profissões e no direito de escolha da mulher. Enfermeiros e médicos fazem parte de uma equipe multidisciplinar do parto domiciliar; essa resolução dificulta a nossa atuação?, afirma Pedro de Jesus, presidente do Coren.

O obstetra Luiz Fernando Moraes, conselheiro do Cremerj, diz que as resoluções são um ?alerta para as mães?. ?Elas estão sendo informadas de que se o pré-natal não teve agravo, elas podem fazer parto em casa. Mas há problemas que ocorrem durante o trabalho de parto e no parto?, afirma. Ele afirmou que o conselho não está proibindo o parto domiciliar. ?A mãe vai optar pelo parto domiciliar sabendo do risco.?

A decisão do Cremerj foi questionada pelos próprios médicos. ?A Febrasgo é contra o parto domiciliar, mas de maneira nenhuma a gente acha que o médico que faz parto domiciliar é um profissional antiético. Um problema sério no Brasil é a cesárea desnecessária, e mesmo assim ninguém é favorável que se puna o profissional que faz cesárea a pedido da paciente?, afirmou Olímpio Moraes, vice-presidente da entidade.

 

 

 

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JORNAL A CIDADE - RIBEIRÃO PRETO | BRASIL/MUNDO

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Agência Estado

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

 

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JORNAL DA CIDADE DE BAURU - SP | GERAL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

Veja a matéria no site de origem

Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

 

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JORNAL DA CIDADE DE BAURU - SP | NACIONAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama

Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (23) que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

 

 

 

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JORNAL DIA A DIA - MS | CIÊNCIA E SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS fornecerá medicamento contra câncer de mama

O Ministério da Saúde vai incorporar o medicamento Trastuzumabe (Herceptin), uma das principais armas no combate ao câncer de mama, na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS. A inclusão será publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. Estima-se que entre 20% e 25% das pacientes diagnosticadas com câncer de mama têm indicação para receber essa medicação - que tem como alvo a mutação genética que leva ao HER-2 positivo, um dos tipos mais agressivos de tumor.

O Trastuzumabe é considerado uma das drogas mais avançadas na terapia contra o câncer de mama porque é um anticorpo monoclonal que promove uma "terapia-alvo", já que ele tem a capacidade de atingir exclusivamente as células doentes, preservando as sadias. O medicamento é fabricado pela Roche.

"Esse é um grande avanço para as mulheres que dependem do SUS. É uma medicação essencial para as pacientes que são positivo para o HER-2 porque ela consegue controlar o avanço da doença e evitar metástases", diz o mastologista Waldemir Rezende.

A droga será oferecida no SUS por decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), criada dentro do ministério por força de lei. Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a comissão analisou o custo-efetividade da droga por mais de um ano, colocou o assunto em consultas públicas e não levou em consideração a pressão das demandas judiciais.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo - cada frasco custa, em média, R$ 7 mil -, ela estava restrita a mulheres que conseguiam o direito de recebê-la do governo por meio de ações judiciais.

O Trastuzumabe é o sétimo medicamento mais demandado judicialmente ao Ministério da Saúde, que em 2011 gastou R$ 266 milhões na compra de remédios determinados por decisões judiciais - sendo R$ 4,9 milhões para atender a 61 ordens de compra do Trastuzumabe.

Neste ano, o governo federal já recebeu 98 determinações judiciais para compra do medicamento e gastou R$ 12,6 milhões. Só uma compra para atender uma ação civil pública movida pelo Estado de Santa Catarina, por exemplo, consumiu R$ 9,8 milhões dos cofres públicos.

Segundo o ministro, a incorporação da droga no SUS exige que o preço praticado pela indústria seja compatível com o que ela aplica no mercado internacional. O governo estima gastar até R$ 150 milhões por ano para fornecer a medicação. Por se tratar de uma compra em massa, há uma negociação com o laboratório fabricante e o preço pode ser reduzido em até 50%. A partir da publicação no Diário Oficial, a oferta na rede ocorrerá em, no máximo, 180 dias. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A

 

 

 

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JORNAL DO COMÉRCIO - RS | ECONOMIA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama

Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje (23) que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

 

 

 

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JORNAL DO COMÉRCIO - RS | POLÍTICA

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório

Agência Brasil

A partir de agora, as experiências científicas com uso de animais no Brasil terão que ser acompanhadas, obrigatoriamente, por médicos veterinários. A exigência da presença desses profissionais foi determinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Na prática, a maior parte dos laboratórios de pesquisa que utilizam animais para experimentação científica e ensino, mais conhecidos como biotérios, já mantém veterinários em suas equipes, segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

"O que se pretende é que a prerrogativa seja levada à sociedade em geral, para que o número cada vez maior de universidades que têm biotérios também cumpra essa norma", explicou o professor e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto Costa, que preside a Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV.

Com a medida, procedimentos como analgesia, eutanásia, administração de medicamentos e óbito dos animais e a garantia de boas condições do ar e de alimentação passam a ser competência e responsabilidade dos veterinários. A equipe de pesquisadores ficará responsável exclusivamente pelos estudos científicos.

"Quem pode avaliar se animal está sendo submetido a sofrimento ou dor, durante um procedimento, em aula prática ou pesquisa, é o medico veterinário", explicou Alberto Costa. Os cientistas reconhecem que, apesar de não terem o nível de consciência do ser humano, os animais são capazes de experimentar as sensações negativas e positivas, desde euforia à frustração, dor e sofrimento intenso. "A presença do médico veterinário contribui para que não ocorra essa situação de sofrimento", acrescentou o professor.

A obrigatoriedade, por outro lado, desperta, entre alguns pesquisadores e cientistas, o temor de que os médicos veterinários interfiram nos procedimentos exclusivamente científicos. Mas o coordenador do Centro de Experimentação Animal do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Carlos Müller, garante que a nova norma, que cria mecanismos rigorosos de controle da experimentação, trata apenas da assistência técnica e sanitária aos animais. "Atualmente, existem pessoas que não fazem sequer analgesia nos animais [submetidos às experiências]. O pesquisador é pontual na pesquisa, mas nem sempre tem a experiência de dia a dia com o animal", disse.

A alteração nas regras desse tipo de experimento reacende ainda o debate sobre alternativas que substituam o uso de animais em pesquisas. Alguns segmentos, como o da indústria cosmética, validaram métodos alternativos de substituição. Mas, quando se trata de pesquisas em geral, Müller é enfático em afirmar que "não terá tão cedo no Brasil. Não existem métodos substitutivos porque falta investimento".

Para o pesquisador, o estabelecimento de métodos alternativos em testes científicos pode demorar de dez a 12 anos para ser concluído. Além da falta de sinalização de investimentos, Müller ainda destaca que apenas este ano o Brasil sediará um evento internacional sobre o tema. "Na Europa, você vê fortunas investidas nesses métodos. Aqui [no Brasil], não adianta ficar cobrando do pesquisador. Você até substitui aulas com métodos alternativos, mas na pesquisa não", relatou.

A dificuldade em reproduzir, de forma padronizada, a variedade de condições exigidas pelas pesquisas é o principal problema apontado pelos pesquisadores para a substituição dos animais nos estudos. "Imagina você fazer controle de qualidade de vacina de Hepatite, que é viral, sem usar o macaco. Se essa vacina for para a rua e não passar pelo macaco toda a população que tomar a vacina terá problema neurológico", afirmou Müller.

 

 

 

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JORNAL DO COMÉRCIO - RS | GERAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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SUS fornecerá remédio para câncer de mama

Trastuzumabe, que só era disponibilizado através de ação judicial, é indicado para mais de 20% das pacientes

O Ministério da Saúde anunciou ontem que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe (Herceptin), uma das principais armas no combate ao câncer de mama, na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão será publicada nesta semana no Diário Oficial da União. O medicamento só era disponibilizado gratuitamente mediante ação judicial.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. Estima-se que entre 20% e 25% das pacientes com esse diagnóstico têm indicação para receber a medicação. O Trastuzumabe é considerado uma das drogas mais avançadas na terapia contra a doença porque é um anticorpo monoclonal que promove uma terapia-alvo, já que ele tem a capacidade de atingir exclusivamente as células doentes, preservando as sadias. "O medicamento proporciona um tratamento humanizado, muito menos agressivo", avalia o coordenador do Serviço de Mastologia do Hospital Conceição, José Luiz Pedrini. A expectativa dele é de que em pouco tempo o remédio venha a substituir a quimioterapia para esses casos, possibilitando uma redução considerável nos efeitos colaterais.

A droga será oferecida no SUS por decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), criada dentro do Ministério da Saúde por força de lei. Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a comissão analisou o custo-efetividade da droga por mais de um ano, colocou o assunto em consultas públicas e não levou em consideração a pressão das demandas judiciais.

De acordo com Daniela Dornelles Rosa, médica oncologista do Hospital Moinhos de Vento, existe uma ação civil pública que garante a aquisição do medicamento para as pacientes na Capital em cerca de 20 ou 30 dias. Para as demais ações, a aquisição pode levar de dois a três meses. "Cabe ao médico solicitar o medicamento com antecedência, para que não haja atrasos no início. Mesmo sem atrasos, há o desgaste emocional de uma paciente com diagnóstico de câncer de mama ter que entrar na Justiça para conseguir um tratamento", explicou. A médica diz que o remédio diminui a mortalidade em 30% e reduz pela metade a chance de a doença voltar.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo, estava restrito a mulheres que conseguiam o direito de recebê-lo do governo por meio de ações judiciais. Daniela afirma que uma ampola de 440 miligramas custa em torno de R$ 8 mil a R$ 12 mil. O medicamento é utilizado por peso. Assim, algumas pacientes precisam de mais do que uma ampola por ciclo. "São realizados 18 ciclos, com intervalos de três semanas entre cada aplicação, totalizando um ano de tratamento após a cirurgia do câncer de mama", relata a oncologista.

O Trastuzumabe é o sétimo medicamento mais demandado judicialmente ao Ministério da Saúde. Neste ano, o governo federal já recebeu 98 determinações judiciais para compra do medicamento e gastou R$ 12,6 milhões. Só uma compra para atender a uma ação civil pública movida pelo estado de Santa Catarina, por exemplo, consumiu R$ 9,8 milhões dos cofres públicos. A partir da publicação no Diário Oficial, a oferta na rede ocorrerá em, no máximo, 180 dias.

A introdução do remédio na lista foi comemorado pelo Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama). "O fornecimento do medicamento pelo SUS deve causar um impacto positivo na saúde das pacientes e a mortalidade deverá diminuir consideravelmente", ressaltou Maira Caleffi, presidente do Imama e da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Estado continua sendo o segundo do País, atrás apenas do Rio de Janeiro, com maior incidência da doença, com projeção de 81 casos a cada 100 mil mulheres em 2012. Porto Alegre, entre as capitais brasileiras, segue líder, com números elevados e a expectativa de que some 125 novos casos a cada 100 mil mulheres neste ano.

 

 

 

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JORNAL DO COMMERCIO - PE | BRASIL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Conselho proíbe parto em casa.

RIO – O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) publicou duas resoluções em que proíbe a participação de médicos em partos domiciliares e nas equipes de sobreaviso, que ficam de plantão para o caso de complicações. A entidade também veda a presença de doulas (acompanhantes de parto, reconhecidas pelo Ministério da Saúde) em ambiente hospitalar. Os médicos que descumprirem as determinações serão submetidos ao conselho de ética.

A medida, classificada de “arbitrária” pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), provocou reações. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) questionará as resoluções judicialmente e entidades de defesa do parto humanizado convocaram uma passeata para o dia 5 de agosto, em Ipanema.

“Em hipótese alguma um conselho pode interferir na regulação de outras profissões e no direito de escolha da mulher. Essa resolução dificulta a nossa atuação”, afirma Pedro de Jesus, presidente do Coren.

O obstetra Luiz Fernando Moraes, conselheiro do Cremerj, diz que as resoluções são um “alerta às mães”. “Elas estão sendo informadas de que, se o pré-natal não teve agravo, podem fazer parto em casa. Há problemas que ocorrem durante o trabalho de parto e no parto”, afirma. Ele afirmou que o conselho não está proibindo o parto domiciliar. “A mãe vai optar sabendo do risco. Porque não é a presença do médico que garante segurança, ele tem que ter condições de agir.”

Para a médica Daphne Rattner, presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), as resoluções vão de encontro às políticas de humanização do parto do Ministério da Saúde, que reconhece o trabalho de parteiras tradicionais e incentiva a participação de doulas nos hospitais públicos. Em março foi assinado convênio entre a pasta e a Universidade de Brasília para o programa Doulas no SUS, de formação dessas acompanhantes, do qual Daphne é gestora.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que as decisões do conselho “não afetam as políticas” da pasta. O ministério considera, porém, que a participação da doula é um instrumento humanizador e que “a assistência prestada pelas parteiras é uma realidade em diversos locais do País”.

 

 

 

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JORNAL DO COMMERCIO - RJ | RIO DE JANEIRO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Rio terá rede integrada para pacientes politraumatizados

Novos centros devem custar cerca de R$ 900 milhões e vão demandar 120 profissionais cada. A primeira unidade será criada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo

O governo do Rio de Janeiro pretende desenvolver, até 2014, cinco centros de emergências específicos para pacientes que sofrem traumas múltiplos em acidentes. O objetivo da Secretaria Estadual de Saúde é garantir atendimento rápido e exclusivo para esses tipos de lesões, que costumam exigir intervenção cirúrgica de emergência.

"Hoje, o Brasil é o quinto país no mundo em número de acidentes automobilísticos e a primeira hora após o incidente é o momento em que saberemos se o paciente terá condições de sobrevida ou não", explicou o coordenador de Trauma da secretaria e responsável pela estruturação do projeto, o médico Rogério Casemiro. "Nada melhor do que ter uma equipe capacitada e treinada para prestar esse tipo de atendimento ", completou.

Os novos centros devem custar cerca de R$ 900 milhões e vão demandar cerca de 120 profissionais. "No plantão, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, a ideia é que haja 20 profissionais por dia, em cada centro", disse Casemiro.

A primeira unidade será criada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, até o fim do ano. Nela, haverá um heliponto. As demais serão construídas nos hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, Rocha Faria, em Campo Grande, Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e no futuro Hospital Estadual de Trauma, em Nova Iguaçu.

As equipes serão compostas por ortopedistas, cirurgiões geral e vascular, anestesistas e neurocirurgiões, além de cirurgiões pediátricos com formação em trauma, cirurgiões torácicos e urologistas. A forma de contratação dos profissionais ainda está sendo estudada.

A primeira equipe - 11 médicos e seis enfermeiros da Secretaria de Saúde - foi treinada durante seis semanas em universidades norte-americanas. Casemiro explicou que os profissionais vêm se reunindo para adaptar os processos e protocolos usados nos Estados Unidos à realidade e à legislação brasileiras e serão multiplicadores das técnicas aprendidas. "Fizemos um convênio com as universidades de Maryland e de Miami, que estão nos apoiando nesse projeto."

O secretário-geral do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e coordenador da Comissão de Saúde do órgão, Pablo Vazquez, elogiou a iniciativa e ressaltou que é fundamental a contratação de novos profissionais para que o projeto contribua efetivamente para a melhoria desse tipo de atendimento. "Nosso receio é que, em vez de aumentar a oferta de serviço, haja uma concentração de profissionais nesses centros e a qualidade diminua nos outros hospitais", observou.

Vazquez destacou que, nos Estados Unidos e no Canadá, onde essa estratégia é adotada, o táxi áereo funciona muito bem e não faltam médicos especializados. "No Brasil, temos déficit de neurocirurgiões. Deve haver a contratação de novos profissionais e não a transferência dos que já existem.".

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, disse que qualquer proposta para melhorar a assistência no estado é bem-vinda, mas que, nos últimos seis anos, os projetos anunciados pelo governo não se concretizam ou têm se mostrado ineficazes. O estado obteve, recentemente, a pior colocação do Brasil em assistência do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Índice de Desempenho do SUS, do Ministério da Saúde.

"O que se percebe é que o governo lança esses projetos, muito bons na teoria, como medidas de marketing político", disse, citando o caso das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) como exemplo.

 

 

 

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MONITOR MERCANTIL - RJ | RIO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

Veja a matéria no site de origem

Cremerj proíbe parteiras; mulheres organizam protesto contra decisão

Duas resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), em vigor desde a semana passada, proíbem o trabalho de parteiras e a realização de partos em casa.

A entidade argumenta que as profissionais, assim como as doulas, acompanhantes de gestantes que auxiliam no parto, colocariam em risco a mulher e o bebê. Partos fora do ambiente hospitalar apresentariam o mesmo perigo. Agora, médicos que fizerem o procedimento serão processados disciplinarmente e podem perder o direito de exercer a profissão.

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) promete acionar o Ministério Público contra a Cremerj. Esta é a primeira proibição do tipo em todo o país. Oficialmente, o Ministério da Saúde reconhece o trabalho das parteiras.

Movimentos sociais e de mulheres do Rio estão preparando um ato de repúdio às resoluções.

A causa é apoiada pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama), cuja coordenadora, Ana Cristina Duarte, receia que a medida possa se espalhar por todo o país. A manifestação está programada para o dia 5 de agosto, no Posto 9, em Ipanema.

Para a conselheira da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (ReHuNa), Ingrid Lotfi, a decisão do Cremerj, publicada no último dia 19, foi uma "retaliação" à Marcha pelo Parto em Casa, ocorrida no dia 17 de junho em várias cidades brasileiras.

A marcha foi convocada por meio das redes sociais após o Cremerj ter solicitado ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) a punição do obstetra Jorge Francisco Kuhn, que defendeu, em um programa de televisão, o direito de mulheres saudáveis optarem pelo parto domiciliar, informou Ingrid.

Ela - que também coordena o Isthar-Espaço para Gestantes do Rio de Janeiro, presente em 11 cidades brasileiras - defende o Brasil adote a prática existente em países desenvolvidos, como Canadá, Holanda e Inglaterra de que mulheres grávidas de baixo risco tenham a opção de dar à luz fora do ambiente hospitalar.

- A gente tem o direito de escolher que o bebê nasça em casa. Existem estudos que mostram que é tão seguro quanto no hospital, se a gente tiver condições de saúde e tudo estiver bem."

Ingrid Lotfi se disse a favor também da presença das doulas nos hospitais.

- Ela não tem nenhuma função médica. Pelo contrário, ela está ali para encorajar a mulher, dar um suporte contínuo emocional, psicológico, físico, coisas que auxiliem e potencializem a fisiologia do parto.

Principal programa do governo para a maternidade, a Rede Cegonha prevê que a gestante conheça previamente a unidade de saúde onde terá o bebê e tenha direito a um acompanhante, de livre escolha, durante a internação. A Rede Cegonha, lançada em março de 2011, é uma estratégia do Ministério da Saúde operacionalizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e fundamentada nos princípios da humanização e assistência às gestantes e aos bebês.

Para o conselheiro do Cremerj, Luís Fernando Moraes, o objetivo da entidade, ao publicar as duas resoluções, é "proteger a mulher e seu filho na hora do parto". Ele disse à Agência Brasil que o médico "não pode compactuar" com a realização de partos em casa, "onde pode haver alguma complicação".

O médico lembrou que o Conselho Federal de Medicina e a própria Sociedade de Ginecologia consideram o parto domiciliar "um retrocesso e inseguro". De acordo com ele, em caso de problemas, a paciente terá o seu direito a uma assistência segura comprometido. O intuito do Cremerj é proibir que o obstetra faça partos domiciliares.

- Se ele compactuar com isso, a gente entende que esse é um problema ético - disse.

O profissional que desobeder a resolução responderá a processo disciplinar.

Em relação à presença das doulas nos hospitais, Luís Fernando Moraes esclareceu que elas não têm nenhuma formação na área da saúde.

- Pessoas leigas dentro de uma sala cirúrgica, atuando, nós achamos que isso é inseguro também para a paciente, porque essas pessoas não têm formação, não têm noções de assepsia, de cuidados. Por isso, a gente tenta proteger a paciente com essas resoluções.

 

 

 

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O DIA - RJ | ECONOMIA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Ministério esclarece (Saúde federal 2) - COLUNA DO SERVIDOR

O Ministério da Saúde no Rio de Janeiro esclareceu ontem que as unidades federais no estado não estão com os serviços completamente paralisados. Em alguns hospitais, estão sendo priorizadas as cirurgias complexas e casos de maior gravidade.

 

 

 

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O DIA - RJ | RIO DE JANEIRO

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012

Epidemia do crack aumenta número de bebês com HIV

Abrigo que há seis anos não recebia crianças infectadas acolheu 12 em um ano e meio

Uma herança maldita. Bebês com o vírus HIV voltaram a ser realidade nas maternidades do Rio. A Sociedade Viva Cazuza, que não recebia recém-nascidos infectados há 6 anos, abrigou 12 nos últimos 18 meses. No mesmo período, o Abrigo Evangélico da Pedra de Guaratiba acolheu 14. Muitos são filhos de mães viciadas em drogas como o crack.

"É lamentável. Nos últimos anos, só tínhamos adolescentes, mas ano passado começamos a receber bebês com anticorpos e outros já com o vírus. Segundo o Juizado, geralmente são filhos de usuárias de droga. Tivemos que reabrir nosso berçário", afirma Christina Moreira, coordenadora de projetos da Sociedade Viva Cazuza, em Laranjeiras. Coordenadora do abrigo evangélico, Ana Chelly explica que bebês que já têm o vírus "terão que tomar medicamento a vida toda".

Como O DIA mostra desde domingo, o uso do crack por mães e pais fundamenta a maioria dos pedidos de perda da guarda de crianças feitos pelo Ministério Público Estadual. Em casos de bebês afastados de suas famílias pela Justiça, a frequência é de 90%. Muitas usuárias de crack se prostituem para conseguir a pedra e engravidam. A incidência de grávidas tiradas de cracolândias por assistentes sociais da prefeitura é alta.

"Esse fenômeno (aumento de bebês com o vírus) é preocupante, mas recente na saúde pública. Por isso, não temos estatísticas", explicou a gerente do programa municipal de DST/Aids, Lílian Lauria. Ela alerta que, "se a mulher soropositiva toma medicação na gestação, o risco de transmissão é menor que 1%. Mas se só chega na hora do parto esse índice não é possível".

Segundo ela, o município oferece teste rápido de diagnóstico no posto de saúde do Centro e começará a oferecê-lo na Clínica da Família do Jacarezinho por conta da concentração de moradores de rua: "O objetivo é conseguir fazer com que essas mulheres façam o pré-natal."

 

 

 

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O DIA - RJ | RIO DE JANEIRO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Enfermeiros criticam falta de dados para embasar decisão

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio (CorenRJ) vai ao Ministério Público hoje para que seja instaurada ação civil pública contra o Cremerj. "Eles não têm número para dizer que a maternidade é mais segura. A iniciativa fere o princípio de liberdade da mulher", critica o presidente do Coren, Pedro de Jesus.

A Secretaria Municipal de Saúde não vai alterar a estrutura da Casa de Parto David Capistrano Filho, em Realengo, onde os nascimento são feitos com o auxílio de enfermeiras obstétricas, doulas e parteiras, mesmo após as proibições. Antes mesmo das duas resoluções, o Cremerj já não reconhecia esse modelo de unidade de saúde, porque acredita que elas não têm estrutura adequada para enfrentar parto com complicações.

No mês passado, o Cremerj solicitou ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) a punição do obstetra Jorge Francisco Kuhn, que defendeu, em programa de televisão, o direito de mulheres saudáveis optarem pelo parto domiciliar.

 

 

 

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O DIA - RJ | RIO DE JANEIRO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

Ministério e prefeitura apoiam partos sem médico

Município do Rio mantém unidade de saúde só com parteiras e enfermeiras. Conselho de Enfermagem entra hoje com ação contra resolução do Cremerj

As mulheres que desejam ter filhos com parteiras, doulas - acompanhantes de gestantes - ou em casa ganharam apoio de peso na causa. O Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde afirmaram que reconhecem o trabalho dessas profissionais. Conforme O DIA publicou ontem, duas resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), inéditas no País, proibiram essa atuação durante e após o parto. A prefeitura afirmou ainda que vai manter casa em Realengo, onde nascimentos são feitos com ajuda dessas profissionais.

O Cremerj também decidiu que o médico que participar do parto domiciliar será processado disciplinarmente e pode até perder o direito de exercera profissão. O Ministério da Saúde afirmou que as resoluções que passaram a valer no Rio de Janeiro não vão afetar as políticas desenvolvidas pelo governo federal.

A filha da apresentadora Ana Maria Braga, Mariana Maffei, 29 anos, deu à luz Joana em casa. Hoje ela tem um ano e meio.Para a jovem, a decisão do Cremerj é política e vai na contramão da história, já que países que são referência em obstetrícia defendem o parto domiciliar.

"As maternidades têm um ambiente hostil muito grande. Existe uma pressão para a parturiente acabar logo com o trabalho de parto e o médico ir embora. Tive a ajuda de duas parteiras e uma doula. Foi a melhor experiência da minha vida. Tenho certeza de que decisão do Cremerj vai cair", opinou Mariana.

Atualmente, no Brasil, 98% dos partos são hospitalares. Apesar deste índice alto, ainda existem em atuação 60 mil parteiras. O Ministério da Saúde reconhece a categoria e oferece capacitação, desenvolvendo ações para valorizá-las, apoiá-las, qualificá-las e integrá-las ao trabalho ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota, o órgão elogiou o trabalho das acompanhantes de gestantes: "A participação da doula é mais um instrumento humanizador do parto, pois ela acolhe e acompanha as mulheres, dando apoio emocional e incentivo não só às gestantes, mas também a seus familiares."

 

 

 

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O POVO - CE | DIVIRTA-SE

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Elton John afirma que mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids

WASHINGTON, 23 Jul 2012 (AFP) - O cantor britânico Elton John afirmou nesta segunda-feira, 23, que o mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids, uma pandemia que custou 30 milhões de vidas desde o seu surgimento nos anos 1980.

"Precisamos de um pouco mais do que dinheiro. Precisamos de um pouco mais do que Medicina. Precisamos de amor", declarou John na XIX Conferência Internacional sobre a Aids, realizada esta semana em Washington, o maior evento de especialistas em HIV/Aids do mundo.

"Precisamos é de mais amor para os que estão vivos", afirmou, lembrando sua juventude como um homossexual viciado em drogas com dificuldades para ser aceito, e lamentando a discriminação que ainda existe com este grupo em muitas partes do mundo.

"Há algumas pessoas que olham os doentes e buscam razões para culpá-las", explicou, acrescentando que o medo do isolamento impede que as pessoas façam exames ou iniciem um tratamento. A vergonha e o estigma estão "matando as pessoas em todo o mundo agora mesmo", afirmou.

O cantor saudou a iniciativa dos Estados Unidos de financiar programas de tratamento mundiais contra a doença, mas denunciou a sua incapacidade de conter uma epidemia aguda na capital americana, onde a taxa de transmissão entre homens negros está aumentando.

"Se este país quisesse acabar com a Aids em casa, poderia fazer isso num piscar de olhos", afirmou, recebendo aplausos.

A Conferência Internacional sobre a Aids é realizada a cada dois anos e voltou aos Estados Unidos pela primeira vez desde 1990, depois de o governo americano eliminou as restrições ao acesso ao país de pessoas soropositivas.

 

 

 

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O POVO - CE | BRASIL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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SUS vai ofertar remédio contra o câncer de mama.

O Ministério da Saúde informou ontem, em Brasília, que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes. De acordo com a pasta, o produto é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados.

Em 2011, o Governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram desembolsados R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial. Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano.

A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado, integrando as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento. De acordo com o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados deste ano a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no País. O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, atrás apenas do tumor maligno de pulmão. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar este ano 11 mil mortes por causa da doença e 51 mil novas ocorrências devem ser diagnosticadas.

No portal da Sociedade Brasileira de Mastologia (www.sbmastologia.com.br/), há uma lista com os locais onde o exame pode ser providenciado gratuitamente no País, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

 

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O TEMPO - MG | BRASIL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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SUS distribuirá nova droga contra o câncer de mama

Saúde.Remédio de alto custo reduz os riscos de morte em 22% Governo gastará R$ 130 milhões por ano para oferecer o medicamento BRASÍLIA. O Ministério da Saúde informou ontem que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes. De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Neste ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial. Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado. A partir da publicação no "Diário Oficial da União", o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento. Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país - 12.705 de mulheres e 147 de homens, ambos somente na rede pública. No sexo feminino, atrás desse tipo de tumor, em número de diagnósticos, aparece o de colo do útero, com 17.540 novos casos previstos para 2012. Entre todos os tipos de câncer no Brasil, o de próstata ainda atinge mais os homens que o de mama afeta as mulheres, de acordo com o Inca. Apesar de a próstata ser o problema mais frequente nos homens, com 60.180 novos casos previstos para este ano, o câncer de pulmão mata mais.

 

 

 

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O TEMPO - MG | BRASIL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012

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Recomendação é para usar antirretrovirais em todo caso

Washington. Um painel internacional de saúde apresentado na abertura da 19ª Conferência Internacional de Aids recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS) citou novas evidências de que a infecção com o HIV não tratada pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou a pesquisadora Melanie Thompson.

 

 

 

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O TEMPO - MG | BRASIL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012

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Esperança de fim da pandemia de Aids prevalece em encontro

HIV.Mesmo que não se fale em cura, clima de otimismo domina conferência EUA recebem autoridades internacionais sobre a doença Washington, EUA. Mesmo que ainda não se fale em cura, a possibilidade de pôr fim à pandemia de Aids graças a um arsenal de novos tratamentos mostra uma luz no fim do túnel para autoridades e pesquisadores, que se estão reunidos desde domingo na Conferência Internacional sobre a doença em Washington, nos Estados Unidos. "Pela primeira vez acreditamos que podemos declarar o começo do fim da pandemia de Aids", disse Diane Havlir, professora de medicina da Universidade da Califórnia e copresidente da Conferência da Aids de 2012. O mesmo otimismo é compartilhado por Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas: "Começamos realmente a nos dar conta de que é possível atuar na transmissão e mudar a trajetória da pandemia, mesmo que (ainda) não haja cura", explica. O virologista baseia suas esperanças, sobretudo, nos recentes resultados de testes clínicos que revelam que os Antirretrovirais também permitem reduzir fortemente o risco de transmissão em pessoas saudáveis, e não apenas controlar o vírus naquelas que estão infectadas. Para o doutor Gottfried Hirnschall, encarregado do relatório sobre a Aids da Organização Mundial de Saúde (OMS), isso "estará, provavelmente, o centro das conversas da conferência". "Reverter a tendência da pandemia para termos uma geração livre da Aids", é o tema principal da conferência, que reúne até sexta-feira 25 mil participantes, entre personalidades políticas, artistas, pesquisadores e ativistas.

 

 

 

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TRIBUNA DO NORTE - RN | BRASIL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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SUS vai pagar remédio para câncer de mama.

Brasília - O Ministério da Saúde (MS) vai incorporar o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama, no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa faz parte do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica no país, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no ano passado. O ministério investirá R$ 130 milhões/ano para disponibilizar o medicamento à população.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres, com uma estimativa de mais 1,15 milhão de novos casos a cada ano, e responsável por 411.093 mortes a cada ano. No Brasil, estimam-se 52.680 novos casos em 2012/2013. Em 2010 ocorreram 12.812 mortes por causa da doença. E neste ano, o Ministério da Saúde já custeou mais de 100 mil procedimentos para quimioterapia do câncer de mama inicial ou localmente avançado. "A expectativa é que o Trastuzumabe beneficie 20% das mulheres com câncer de mama em estágio inicial e avançado", afirma o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A partir da publicação, nesta semana, no Diário Oficial da União (DOU), o SUS tem prazo de 180 dias para efetivação de sua oferta á população brasileira. O novo medicamento reduz as chances de reincidência do câncer. A incorporação do Trastuzumabe foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado.

O Trastuzumabe é um dos primeiros medicamentos incorporados no SUS a partir da Lei 12.401, de 2011. O decreto, que cria uma Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), define regras que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia desses medicamentos, que devem ter registro nacional e serem reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O documento estabelece também que seja publicado um protocolo de como e quais as situações que o medicamento deve ser utilizado. "A Conitec é um aprimoramento do sistema de incorporação de novas tecnologias, protegendo o cidadão e reduzindo os riscos de judicialização do medicamento, que muitas vezes é recomendado de forma indevida", destaca o ministro.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo - cada frasco custa, em média, R$ 7 mil -, ela estava restrita a mulheres que conseguiam o direito de recebê-la do governo por meio de ações judiciais. Em 2011, o ministério gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais. Esse ano já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por demanda judicial.

De acordo com o ministro Padilha, essa aquisição só foi possível devido à economia de custos gerada por inovação tecnológica, parcerias público-privadas, comparação de preços internacionais e a centralização de compras. "A melhor gestão dos recursos possibilitou gerar uma economia de R$ 1,7 bilhão/ano no orçamento do ministério. Isso nos permite ampliar o acesso dos brasileiros às novas tecnologias", explica.

 

 

 

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TRIBUNA DO NORTE - RN | NATAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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UFRN busca alternativa para novos leitos.

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ângela Paiva, e o diretor do Hospital Universitário Onofre Lopes, Ricardo Lagreca, garantiram que a instituição manterá o convênio com o Estado para a cessão de 60 leitos para a Secretaria Estadual de Saúde.

Em entrevista coletiva na tarde de ontem (23), a reitora explicou que o Tribunal de Contas da União publicou um acórdão (576/2012) dizendo que não seria ato de boa fé dos gestores federais contratarem profissionais terceirizados para ocupar cargos inerentes aos servidores concursados.

"Em nenhum momento a UFRN recuou em manter o contrato com a Sesap. Nós apenas estamos buscando uma solução para esse problema apontado pelo Tribunal de Contas da União", disse Ângela Paiva.

Entre as soluções que serão apresentadas pela Universidade está a contratação da Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC) para realização de um processo seletivo simplificado para a contratação de 72 funcionários entre fisioterapeutas,enfermeiros, nutricionistas.

A outra saída seria o TCU abrir uma exceção - tendo em vista o Estado de calamidade da saúde pública do RN - e autorizar a contratação terceirizada desses profissionais.

"A Procuradoria da Jurídica da UFRN está trabalhando para encaminhar essas propostas para os Ministérios da Saúde e Planejamento para que seja resolvido o quanto antes e assim darmos início aos atendimentos", disse a reitora.

O diretor do Hospital Universitário, Ricardo Lagreca, informou que a instituição já possui 50 leitos prontos para receber os pacientes oriundo da rede pública de saúde. Faltam apenas os profissionais para atender a esses pacientes. Ainda de acordo com Lagreca, a contratação dos médicos ficará a cargo da Secretaria de Saúde.

O acordo firmado entre a Sesap e a UFRN prevê a cessão temporária de 60 leitos de clínicas médicas por 180 dias (90 + 90 dias) até que o Hospital João Machado seja reestruturado e possa atender a demanda do Estado. Pelo convênio, o Huol receberá R$300/dia por cada leito.

"Esses são leitos de retaguardas para dar um suporte a situação de calamidade em que se encontra a saúde do RN. Não é uma demanda portas abertas em que qualquer paciente será atendido, nós vamos receber aqueles referenciados pelo Walfredo Gurgel ou outro hospital da rede estadual", explicou Lagreca.

Plano para Urgência e Emergência

A parceria com a UFRN para a abertura de novos leitos no HUOL é apenas uma das medidas anunciadas pelo Governo do Estado. Veja as principais:

- R$ 600 mil em repasses para custeio de hospitais da rede estadual, da Região Metropolitana de Natal, pelo Ministério da Saúde. Deste total, R$ 300 mil serão para o Walfredo Gurgel.

- 25 leitos de retaguarda clínica no Hospital Ruy Pereira.

- Licitação para construção da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de São Gonçalo do Amarante.

- R$ 4,7 milhões em investimentos do Ministério da Saúde para a criação de uma Central de Regulação Única (CRU) para gerenciamento dos leitos da rede pública de saúde do RN

- 100 novos leitos de retaguarda clínica, com repasse de verbas do Ministério da Saúde.

- 60 leitos no Hospital Universitário Onofre Lopes, implantados de imediato, por meio de assinatura de convênio específico com a UFRN. A implantação será dividida em duas etapas, de 30 e 60 dias.

- R$ 13 milhões via recursos do Governo do Estado para reforma, restauração ou ampliação dos hospitais: Giselda Trigueiro, João Machado, Santa Catarina, Walfredo Gurgel e Maria Alice Fernandes, em Natal; Rafael Fernandes e Tarcísio Maia, em Mossoró; além dos hospitais regionais de Macaíba, Santo Antônio e São Paulo do Potengi.

- R$ 12 milhões via Ministério da Saúde para reforma e equipagem das emergências de quatro hospitais da Região Metropolitana de Natal: Walfredo Gurgel, Santa Catarina, Maria Alice Fernandes, em Natal; e Deoclécio Marques, em Parnamirim.

- R$ 5 milhões em investimentos com recursos próprios para garantir o abastecimento imediato das necessidades básicas dos hospitais da rede pública estadual.

 

 

 

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TRIBUNA DO PARANÁ - PR | NOTÍCIAS

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Elton John: devemos trocar "estigma" pela "compaixão" na luta contra Aids

23/07/2012

Em um emotivo discurso dentro da 19ª Conferência Internacional de Aids, que ocorre nesta semana em Washington, o cantor e compositor britânico Elton John afirmou que é preciso substituir o "estigma" e a "vergonha" pela "compaixão" na luta contra esta doença.

"Temos que substituir a vergonha pelo amor. Temos que substituir o estigma pela compaixão", afirmou nesta segunda-feira John, que também possui uma fundação de apoio a luta contra a Aids, durante seu aplaudido discurso.

Neste, o cantor abordou sua própria história de luta contra a dependência de drogas e contou que foi precisamente a "compaixão" de amigos e, inclusive, de estranhos que o salvou quando encontrava-se no fundo do poço.

Ao invés "julgar" os portadores do vírus HIV "é preciso amá-los", além "de mostrar compaixão para que eles possam ter mais força para enfrentar o tratamento", sustentou o cantor.

"Vimos ódio em Uganda, estigma na Ucrânia e indiferença na América" em relação à Aids, ressaltou o artista.

Embora tenha reconhecido que não sabe tuitar, enfatizou a importância das novas tecnologias como uma ferramenta a mais nas campanhas de prevenção e difusão de informação sobre a doença.

"Vamos ter um mundo livre de Aids em breve", completou o cantor.

A 19ª Conferência Internacional de Aids, realizada nesta semana em Washington, estará repleta de caras conhecidas, famosos e atores de Hollywood que se unem à causa para por um fim na doença que há três décadas afeta milhares de pessoas e, inclusive, muitas celebridades.

Na última sexta, a atriz Sharon Stone participou de um ato beneficente no bairro de Georgetown e, no sábado, se uniu a Bill e Belinda Gates, a cantora Alicia Keys e ao ator Sean Penn, entre outros, em um jantar no Kennedy Center de arrecadação de fundos para a pesquisa contra o vírus.

A atriz Elizabeth Taylor foi uma das pioneiras a trabalhar na luta contra a Aids, doando uma parte de sua coleção de joias, avaliadas em mais de US$ 115 milhões, e também encorajando outras personalidades a contribuírem com a causa.

Ao lado da democrata Nancy Pelosi, o cantor e compositor Elton John participará de outras mesas que serão apresentadas durante os seis dias da conferência - a primeira realizado nos EUA em 20 anos -, assim como a atriz Whoopi Goldberg, que também estará presente em alguns dos fóruns de debate.

Junto à Comunidade da Diáspora Latino-Caribenha (LCDC) estará o cantor colombiano Juanes, que confirmou sua participação em algumas das atividades, assim como a ex-miss Universo Stefanía Fernández.

A conferência, que começou ontem e se estenderá até o dia 27 de julho, contará com a participação de mais de 20 mil pessoas, incluindo o presidente americano Barack Obama, que participará através de uma videoconferência.

Desde a catalogação da Aids no início do anos 80, mais de 30 milhões de pessoas já morreram por doenças relacionadas com essa síndrome em mundo todo, e a Organização Mundial da Saúde calcula que haja pelo menos 35 milhões de portadoras do vírus

A conferência, que começou no domingo e se prolongará até a próxima sexta-feira, contará com a participação de mais de 20 mil pessoas, incluído o presidente americano, Barack Obama, que deverá apresentar uma videoconferência.

 

 

 

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G1 | BAHIA

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012 09:05

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Hemóvel recebe doadores de sangue no Hospital Otávio Magabeira

Local recebe unidade desta terça-feira (24) até sexta-feira (26).Atendimento é feito das 8h às 17h, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador.

O Hemóvel, unidade móvel do Hemoba (Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia ), ficará no pátio do Hospital Otávio Mangabeira, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, desta terça-feira (24) até a sexta-feira (26). O atendimento é feito das 8h às 17h. A expectativa da Hemoba é que cerca de 120 pessoas passem pela unidade por dia.

Para doar, é preciso estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg, ter entre 16 e 67 anos, sendo que os menores de idade devem ter autorização e estar acompanhados dos responsáveis. Outras recomendações também deve ser atendidas pelo candidato à doação, como estar bem alimentado, ter dormido no mínimo 6 horas, não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes da doação e não ter fumado nas últimas duas horas, além de evitar alimentos gordurosos.

Pessoas gripadas ou com febre, gestantes, mulheres que estão amamentando ou no período de três meses após o parto, aqueles que tiveram Hepatite após os onze anos de idade ou, ainda, quem utiliza drogas injetáveis, não poderão doar. Para doar, o candidato também deve levar um documento original com foto.

 

 

 

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FOLHA ONLINE |

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 08:26

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Concurso Miss Bumbum 2012 vai aceitar inscrição de transexual (Celebridades)

Paixão nacional, o bumbum feminino volta a ser o centro das atenções na nova edição do Miss Bumbum, que visa escolher a dona da "derrière" mais bonita do país.

A definição de "feminino", no entanto, pode se tornar uma questão um pouco mais complexa na versão deste ano do concurso.

É que os organizadores decidiram aceitar a inscrição de Transexuais, após serem procurados por algumas pessoas com essa condição.

Para Cacau Oliver, criador do concurso, pelo menos uma delas tem condições de ser finalista do concurso.

Trata-se de uma moça "operada" oriunda do Nordeste do país --ele não revelou de qual Estado.

"Ela viu que uma transexual pôde participar do Miss Canadá e teve a ideia a partir daí", contou ao "F5".

Segundo ele, mesmo a moça ainda não tendo documentos com o nome de mulher, ela vai poder competir em pé de igualdade com as demais inscritas.

"Se estiver dentro dos requisitos, a gente vai aceitar", contou ele, que disse que o Miss Bumbum só não vai aceitar Transexuais que ainda não sejam operadas.

Entre os requisitos, estão que o bumbum da candidata seja natural. Ou seja, nada de próteses de silicone.

Veja fotos do Miss Bumbum 2011

CRESCIMENTO

No ano passado, sagrou-se vencedora do Miss Bumbum a representante do Ceará, Rosana Ferreira. Além de posar para a "Sexy", ela participa do "Esquenta", da Globo.

A segunda colocada, Graciella Carvalho, também ganhou destaque, chegando a entrar para o elenco do programa "Malícia", do canal pago Multishow.

Segundo Cacau, o sucesso da primeira edição do concurso gerou um número grande de interessadas em participar da edição deste ano.

No entanto, isso não significa que será mais fácil escolher as candidatas.

"Tem mulheres que dizem que têm 1,50 m de bumbum, mas não é só ter o bumbum grande", explica. "O trabalho de seleção neste ano vai ser maior."

Também houve conversas com interessados em licenciar o concurso para ter edições em outros países, mas nada foi fechado.

"O concurso veio coroar que o bumbum brasileiro é o mais desejado do mundo", avalia.

A inscrições para a edição deste ano estarão abertas entre os dias 1º e 30 de agosto no site do Miss Bumbum. A final deve ocorrer em novembro.

 

 

 

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180 GRAUS | GERAL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012 04:07

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Mães de bebês pesados têm maior risco de câncer de mama

Mulheres com filhos acima de 3,74 kg ao nascer tiveram aumentados os níveis de hormônios

Segundo estudo da Universidade do Texas em Galveston (EUA), divulgado este mês na revista científica Plos One, ter filhos acima de 3,74 kg ao nascer pode dobrar as chances de uma mãe ter câncer de mama. O motivo, acreditam os pesquisadores, é o ambiente hormonal criado durante a gestação que favorece o desenvolvimento e a progressão da doença. As mulheres com bebês grandes tiveram aumentado os níveis de hormônios que criam um ambiente pró-carcinogênico. Isso significa que elas têm grandes níveis de estrogênio, baixos de anti-estrogênio e a presença de fatores de crescimento semelhantes à insulina. A expectativa é que o estudo ajude na predição e prevenção da doença décadas antes dela surgir. Os pesquisadores estudaram 410 casos de mulheres que tiveram filhos na cidade de Framingham entre 1991 e 2008. Cerca de 7,6% das mulheres analisadas tiveram câncer e o risco de desenvolvimento da doença foi 2,5 vezes maior naquelas com filho mais pesado em comparação com as demais. O estudo ainda indicou que o peso da mãe não influi no risco. Estatísticas, diagnósticos e tratamento - Dados do Inca (Instituto Nacional da Câncer) apontam que neoplasia mamária é a segunda mais frequente no mundo e a mais comum entre as mulheres - são 22% de casos novos em relação ao mesmo período do ano anterior. A doença apresenta 95% de chance de ser curada, quando o nódulo é menor que um centímetro, porém o auto-exame não consegue detectar nessa fase. "A mamografia é uma das principais formas para diagnóstico da doença em estágio inicial, fato importantíssimo para o sucesso do tratamento", ressalta o oncologista Dr. Ricardo Caponero. Além de advertir sobre a necessidade da prevenção, o Dr. Caponero mostra que os recursos estão cada vez maiores às mulheres que irão passar pelo tratamento quimioterápico. "É sempre bom destacar que a medicina avança a passos largos e dispõe de uma série de medicamentos para salvar vidas e garantir maior conforto à paciente mesmo nos casos avançados do câncer de mama e ovário. Uma das opções é a doxorrubicina lipossomal peguilada, mais conhecida como DLP, que além dos eficazes resultados provoca a diminuição dos temíveis efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e queda de cabelo", finaliza. No Brasil, a doxorrubicina lipossomal peguilada é comercializada como Doxopeg®. COMO PREVENIR O CÂNCER Segundo o oncologista, Dr. Ricardo Caponero, cerca de 30% a 40% dos cânceres podem ser evitados com bons hábitos: Não fume - o cigarro é responsável por 30 % das mortes de câncer; Mantenha uma dieta equilibrada rica em frutas e verduras; por outro lado, reduza proteína animal do cardápio; Procure ficar no seu peso ideal, evitando sobrepeso ou obesidade; Quadros infecciosos, causados por vírus ou bactérias estão relacionados com 17% de todos os cânceres; É fundamental adotar um comportamento de sexo seguro, é importante ainda vacinar as adolescentes contra o HPV, antes do início da vida sexual.

 

 

 

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ADMINISTRADORES.COM.BR | COTIDIANO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Novo medicamento para câncer de mama será incorporado no SUS

O medicamento de alto custo, Trastuzumabe, reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes

O Ministério da Saúde (MS) vai incorporar o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama, no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa faz parte do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica no país, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no ano passado. O ministério investirá R$130 milhões/ano para disponibilizar o medicamento à população.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres, com uma estimativa de mais 1,15 milhão de novos casos a cada ano, e responsável por 411.093 mortes a cada ano. No Brasil, estimam-se 52.680 novos casos em 2012/2013. Em 2010 ocorreram 12.812 mortes por causa da doença. E neste ano, o Ministério da Saúde já custeou mais de 100 mil procedimentos para quimioterapia do câncer de mama inicial ou localmente avançado.

"A expectativa é que o Trastuzumabe beneficie 20% das mulheres com câncer de mama em estágio inicial e avançado", afirma o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A partir da publicação, nesta semana, no Diário Oficial da União (DOU), o SUS tem prazo de 180 dias para efetivação de sua oferta á população brasileira. E o novo medicamento diminui em 22% o risco de morte de mulheres com a doença e ainda reduz as chances de reincidência do câncer. A incorporação do Trastuzumabe foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado.

Inclusão

O Trastuzumabe é um dos primeiros medicamentos incorporados no SUS a partir da Lei 12.401, de 2011. O decreto, que cria uma Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), define regras que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia desses medicamentos, que devem ter registro nacional e serem reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O documento estabelece também que seja publicado um protocolo de como e quais as situações que o medicamento deve ser utilizado. "A Conitec é um aprimoramento do sistema de incorporação de novas tecnologias, protegendo o cidadão e reduzindo os riscos de judicialização do medicamento, que muitas vezes é recomendado de forma indevida", destaca o ministro.

O medicamento é um dos mais procurados. Em 2011, o ministério gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais. Esse ano já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por demanda judicial.

De acordo com o ministro Padilha, essa aquisição só foi possível devido à economia de custos gerada por inovação tecnológica, parcerias público-privadas, comparação de preços internacionais e a centralização de compras. "A melhor gestão dos recursos possibilitou gerar uma economia de R$ 1,7 bilhão/ano no orçamento do ministério. Isso nos permite ampliar o acesso dos brasileiros às novas tecnologias", explica.

 

 

 

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ANGOLA PRESS | INTERNACIONAL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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País comprometido com "uma geração sem sida"

Washington - Os Estados Unidos estão comprometidos com o objectivo de se chegar a uma geração livre da Sida e intensificarão os seus esforços para deter a pandemia mundial, afirmou a secretária de Estado, Hillary Clinton, durante uma conferência mundial celebrada esta segunda-feira em Washington.

"Os Estados Unidos estão comprometidos e manterão o compromisso de chegar a uma geração livre de sida. Não vamos retroceder, não vamos ceder", disse Hillary durante a XIX Conferência Internacional sobre sida, na capital americana.

"Vamos lutar pelos recursos necessários para alcançar este marco histórico", acrescentou, rejeitando as críticas de que os Estados Unidos não estavam decididos a lutar contra a pandemia de HIV/sida, que causou 30 milhões de mortos em três décadas.

A conferência, inaugurada no domingo, é o maior encontro mundial sobre HIV/sida e espera-se que atraia 25.000 pessoas, incluindo políticos, cientistas, celebridades e activistas.

Hillary Clinton disse que o mundo em breve será capaz de "realmente imaginar um momento no qual não seremos mais afectados por esta terrível epidemia e pelo alto custo e o sofrimento que nos impôs durante tempo demais".

A chefe da diplomacia americana divulgou os novos esforços de financiamento dos Estados Unidos para apoiar a circuncisão na África do Sul, ajudar as mulheres grávidas com HIV a ter acesso a tratamentos para evitar infectar os seus bebés, bem como para investigar novas intervenções contra a doença.

"Esta é uma luta que podemos vencer. Já avançamos tanto, demais para parar agora", disse, arrancando aplausos dos presentes.

Cerca de 34 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV, segundo o último relatório da ONUsida. No entanto, aproximadamente uma em cinco pessoas não sabe que está infectada e correm um risco maior de disseminar a doença.

Hillary reconheceu que sem uma vacina ou cura para o HIV, o vírus se manterá presente no mundo, mas insistiu em que "a doença causada pelo HIV não tem porque permanecer".

Numa geração livre de sida praticamente nenhuma criança nascerá com o vírus, os adolescentes correrão menor risco de infecção e, se sofrerem contágio, poderão obter o tratamento necessário para evitar o desenvolvimento da sida ou a sua transmissão, disse.

O colóquio, celebrado a cada dois anos, volta a ser realizado nos Estados Unidos pela primeira vez em 22 anos, depois que o país suspendeu, em 2009, a proibição de entrada no seu território de pessoas infectadas com HIV, imposta em 1990.

 

 

 

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ANGOLA PRESS | SAUDE

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24/07/2012

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Minsa lança vacina contra pneumococo a nível nacional

Luanda - Uma vacina contra o pneumococo constituída por 13 serotipos que cobrem os principais agentes causadores da pneumonia em crianças menores de cinco anos vai ser introduzida em Outubro do corrente ano em todo território nacional.

A informação foi avançada hoje, terça-feira, através de uma nota de imprensa do Ministério da Saúde, a qual refere que actualmente é a melhor vacina a nível mundial contra a pneumonia.

De acordo com o documento, em 2013 vai ser também introduzida a vacina rotavirus para reduzir a mortalidade em crianças por diarreias graves e severas causadas por este agente.

Segundo o quadro epidemiológico, foram registados, em 2011, cerca de 1.171 casos de doenças respiratórias, fazendo parte deste leque a pneumonia.

Constam ainda 3.501 casos de malária, com 6.909 óbitos, Tuberculose 31.193, Vih/Sida, com 14.180, doenças diarreicas, com 537.575, sarampo, com 13.115, cólera, com 2.291, e malnutrição, com 21.578.

O Ministério da Saúde avança que nos dados do último inquérito da malária, 40 porcento dos agregados têm um mosquiteiro tratado com insecticida (MTI), 26 porcento de grávidas e a mesma percentagem nas crianças menores de cinco anos dormiram debaixo de um mosquiteiro na noite anterior ao inquérito.

Refere ainda que 18 porcento de grávidas receberam duas doses de fansidar, comparativamente ao ano de 2005, que apenas dois porcento recebeu este tipo de tratamento preventivo.

A prevalência do inquérito de 2011 mostra que a percentagem de crianças testadas positivas desceu 40 porcento comparativamente entre 2006/2007.

 

 

 

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ANGOLA PRESS | SAUDE

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Executivo trabalha na redução da taxa de incidência da tuberculose

Luanda - A redução a tendência crescente de agravamento da taxa de incidência da Tuberculose para níveis não superiores a 80 novos casos por 100 mil habitantes é uma das metas do Executivo (2009-2012) para o sector da saúde.

A informação foi avançada hoje, terça-feira, à Angop, pelo Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, quando falava sobre os ganhos do sector nos últimos quatro anos.

José Van-Dúnem apontou também como programa a executar a redução em cerca de 70 porcento da prevalência da tripanossomíase, o aumento da cobertura dos serviços de atenção à tripanossomíase, cobrindo 80 porcento da população em risco, assim como inverter a tendência crescente de agravamento da prevalência do Vih/Sida para uma taxa de três porcento.

"A diminuição a incidência da malária para um número não superior a sete casos por 100 mil habitantes e o decréscimo em cerca de 50 porcento da taxa de mortalidade materna e infantil são ainda metas do governo para se atingir os objectivos do milénio", disse o governante.

De acordo com o ministro, o plano de trabalho do sector visa ainda aumentar em cerca de 80 porcento a percentagem de partos assistidos por pessoal de saúde qualificado, atingindo o indicador de três médicos por 10 mil habitantes.

Segundo o ministro, as prioridades do sector para 2012 foram estabelecidas com vista ao alcance dos objectivos nacionais previstos no programa do executivo 2009-2012, que visa essencialmente o cumprimento de várias orientações estratégicas.

"As orientações estratégicas cingiram-se na reestruturação do sistema nacional de saúde, que prioriza o acesso de toda população aos cuidados primários de saúde, a redução da morbilidade e mortalidade por doenças prioritárias do quadro nosológico nacional e a promoção e preservação de um contexto geral e ambiente propício à saúde", reforçou.

 

 

 

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BRASIL 247 | MUNDO

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 07:43

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"Nem no escuro, comendo pipocas, estamos a salvo"

Segundo Arnaldo Jabor, essa é lição do assassino James Holmes, que, como coringa, atirou a esmo no cinema do Colorado

247 - James Holmes não quis apenas olhar. Quis "ser". E foi o coringa na tragédia do Colorado. Leia, abaixo, o artigo do cineasta Arnaldo Jabor sobre o momento em que a realidade superou a ficção, de forma trágica, num cinema norte-americano.

O coringa está em toda parte

Arnaldo Jabor

Vamos ao cinema em busca de ilusões. Só que, de repente, sai da tela a realidade, como uma pavorosa "rosa púrpura de sangue"!

"Armas na mão e balas nas cabeças" foi o slogan dessa noite terrível. Como se o assassino dissesse: "Eu não sou vocês; eu sou eles! Eu sou o Coringa".

Esse cara é louco de pedra, sem dúvida; mas, quem dá conteúdo à sua loucura? É óbvio que são as cenas de morte cruelmente sofisticadas e sádicas do cinema americano, as mesmas dos filmes-catástrofe, os "Godzillas" que inspiraram o 11 de Setembro do Osama. Sempre me espantei com o prazer que tem o cinema americano de destruir Nova York; mesmo depois do Osama, continuam a destruir a cidade. Por que isso? Tirando as comédias românticas ridículas e os desenhos animados, só se vê morte nos filmes. E não é a violência literal que provoca esses assassinatos. Não; é justamente a tranquilidade com que a violência é exibida, a displicência com que fuzilamentos e punhaladas se transformaram em um bailado ritual quase erótico. A violência ficou fria, "deliciosa" de ver.

E quem fornece as armas? Ora, é óbvio que é o comércio incontrolável de máquinas mortíferas, que ninguém consegue coibir. São 200 milhões de armas legalizadas na América. Assim:

"Boa tarde... eu queria uma metralhadora israelense, um Kalashnicov bacana, talvez o AK47, e aquela granadinha ali... por favor"... "Tudo bem, aqui está - quer mais munição?"

E, assim, o "cavaleiro das trevas ressurgiu", o homem morcego se vingou de seus antigos protegidos. É claro que não são as cenas pontuais de sangue que influenciam os loucos, mas a violência implícita no país, direito constitucional de pistoleiros e caubóis. Eu já morei lá, ia a uma escola como Columbine e vi de perto a cultura da porrada.

Ele quis massacrar nosso mundo de voyeurs. Ele quis mais, além de "olhar". Ele quis "ser". Quis que participássemos do filme de ação, queria partilhar conosco a loucura humana, num ato que mostra que a saúde, a razão moral, a compaixão são partes de um intrincado painel de delírios, uma pequena ilha num arquipélago de insanidades, quis mostrar que o "humano" é definido por nossa agressividade milenar. É incrível que muita gente negue a influência do cinema nos assassinatos (sem contar o cotidiano guerreiro dos homens-bomba, dos genocídios nos países pobres e da crueldade dos ricos). No cinema, já estamos tão acostumados com o massacre colorido, que nem percebemos o absurdo. Quando o Código Hays da terrível censura careta dos anos 30 foi extinto em Hollywood, a Sexualidade continuou ausente dos filmes. Só floresceu a brutalidade total, o substitutivo puritano para o sexo.

Por que ele matou espectadores e não compradores de supermercado? Por que matou os que sonhavam no escuro? Queria experimentar o inominável, o crime impensável? Queria outro tipo de cinema? Ele foi um documentarista. Foi contra a ficção - queria um "cinema-verdade". Poderia ter atirado na tela, matando o filme. Mas atirou nos passivos voyeurs da crueldade alheia. É como se dissesse: "Não se brinca com a morte, nem Batman nem ninguém nos livra da morte com catarses purificadoras, pois um dia ela chega". Um dia, o Coringa chega, pois ele está em toda parte. É só ligar a TV e olhar a Síria; Assad é um Coringa, Putin, também. Todo louco tem fome de realidade e, nisso, a morte tem uma grande serventia: ela é brutamente palpável, concreta, nega todo discurso.

Ele não se suicidou, como tantos. Não. Creio que ele, mesmo louco, queria aparecer, ser preso mesmo. No crime americano, o assassino quer ser reconhecido como sujeito. Lembro-me do garoto de In Cold Blood (A Sangue Frio), de Truman Capote, que tinha pronto um discurso para o dia em que ganhasse o Oscar; um discurso modesto, emocionado, que ele ensaiava diante do espelho.

Fiquei mesmo fascinado com as armadilhas que ele deixou no apartamento para a polícia; ele estava montando um filme em que ele era o roteirista e protagonista.

Talvez sua mensagem seja de que nada se explica, que não valemos nada, que nem no escuro, comendo pipocas, estamos a salvo.

Ele queria provar que o neocrime não é mais o contrário do Bem. Como um Mallarmé (Le Mal-Armé - perdão, lacanianos!...), ele ensinou que nosso pobre "jogo de dados não vai abolir o Acaso jamais"; um acaso sangrento pode surgir e nossa morte não é mais sagrada.

Os jornais perguntam sem parar: por quê? Mas toda semana há uma chacina nas periferias e ninguém pergunta nada. E tanto ele quanto aquele Matheus que fuzilou no cinema em São Paulo, durante o Clube da Luta, queriam silenciar os discursos do "bem" e do "mal". Queriam ir além deste velho maniqueísmo. Como disse um menino da Febem que decapitou um colega: "Desci o machado na garganta dele e, aí, já era!..." Ou seja, não houve nada; apenas uma decapitação. Para o assassino não houve nada no cinema; apenas um filme mais realista e violento. Esse neocrime é uma terceira coisa: é o mal banal. Chama-se de "mal" por falta de outro nome. É o crime do novo milênio, prefigurando a frieza dos extermínios que virão. Esses criminosos contemporâneos falam uma verdade que teimamos em ignorar em nosso humanismo fracassado: a tragédia quente está superada, está out; só nos resta a tragédia fria, como uma "solução final" que não emociona mais. No mundo bárbaro e tecnizado há centenas de milhões de mortos-vivos pela fome. Os extermínios vão virar uma prática social, para regular o mercado de excedentes. Em vez de queimar produtos, queimarão consumidores. O fim da tragédia já aconteceu. A sobrevivência moderna precisa do crime. Contemplamos a miséria cotidiana com a mesma frieza com que o cara fez sua rosa de sangue. Esse louco sorridente queria mesmo nos chocar, nos acordar de um sono frio.

 

 

 

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CORREIO DO POVO.COM.BR | ARTE A AGENDA

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Elton John diz que mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids

Cantor participou de Conferência Internacional sobre a Aids nos Estados Unidos

Cantor Elton John disse que mundo precisa de mais amor para acabar com a

O cantor e compositor britânico Elton John afirmou nesta segunda-feira que o mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids, uma pandemia que custou 30 milhões de vidas desde o seu surgimento, nos anos 1980. "Precisamos de um pouco mais do que dinheiro. Precisamos de um pouco mais do que medicina. Precisamos de amor", declarou John na XIX Conferência Internacional sobre a Aids, realizada em Washington, capital dos Estados Unidos. Trata-se do maior evento de especialistas em HIV do mundo.

"Precisamos é de mais amor para os que estão vivos", afirmou o músico. Ele lembrou sua juventude como um homossexual viciado em drogas com dificuldades para ser aceito e lamentou a discriminação que ainda existe com este grupo em muitas partes do mundo. "Há algumas pessoas que olham os doentes e buscam razões para culpá-los", explicou, acrescentando que o medo do isolamento impede que as pessoas façam exames ou iniciem um tratamento. A vergonha e o estigma estão "matando as pessoas em todo o mundo agora mesmo", afirmou.

O cantor saudou a iniciativa dos Estados Unidos de financiar programas de tratamento mundiais contra a doença, mas denunciou a sua incapacidade de conter uma epidemia aguda na capital americana, onde a taxa de transmissão entre homens negros está aumentando. "Se este país quisesse acabar com a Aids em casa, poderia fazer isso num piscar de olhos", afirmou, recebendo aplausos.

A Conferência Internacional sobre a Aids é realizada a cada dois anos e voltou aos Estados Unidos pela primeira vez desde 1990, depois de o governo americano eliminou as restrições ao acesso ao país de pessoas soropositivas.

 

 

 

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D24AM | AMAZONAS

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências

Na prática, a maioria dos laboratórios de pesquisa que utilizam animais para experimentação científica e ensino já mantém veterinários em suas equipes

Brasília - A partir de agora, as experiências científicas com uso de animais no Brasil terão que ser acompanhadas, obrigatoriamente, por médicos veterinários. A exigência da presença desses profissionais foi determinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Na prática, a maior parte dos laboratórios de pesquisa que utilizam animais para experimentação científica e ensino, mais conhecidos como biotérios, já mantém veterinários em suas equipes, segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

"O que se pretende é que a prerrogativa seja levada à sociedade em geral, para que o número cada vez maior de universidades que têm biotérios também cumpra essa norma", explicou o professor e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto Costa, que preside a Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV.

Com a medida, procedimentos como analgesia, eutanásia, administração de medicamentos e óbito dos animais e a garantia de boas condições do ar e de alimentação passam a ser competência e responsabilidade dos veterinários. A equipe de pesquisadores ficará responsável exclusivamente pelos estudos científicos.

"Quem pode avaliar se animal está sendo submetido a sofrimento ou dor, durante um procedimento, em aula prática ou pesquisa, é o medico veterinário", explicou Alberto Costa. Os cientistas reconhecem que, apesar de não terem o nível de consciência do ser humano, os animais são capazes de experimentar as sensações negativas e positivas, desde euforia à frustração, dor e sofrimento intenso. "A presença do médico veterinário contribui para que não ocorra essa situação de sofrimento", acrescentou o professor.

A obrigatoriedade, por outro lado, desperta, entre alguns pesquisadores e cientistas, o temor de que os médicos veterinários interfiram nos procedimentos exclusivamente científicos. Mas o coordenador do Centro de Experimentação Animal do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Carlos Müller, garante que a nova norma, que cria mecanismos rigorosos de controle da experimentação, trata apenas da assistência técnica e sanitária aos animais. "Atualmente, existem pessoas que não fazem sequer analgesia nos animais [submetidos às experiências]. O pesquisador é pontual na pesquisa, mas nem sempre tem a experiência de dia a dia com o animal", disse.

A alteração nas regras desse tipo de experimento reacende ainda o debate sobre alternativas que substituam o uso de animais em pesquisas. Alguns segmentos, como o da indústria cosmética, validaram métodos alternativos de substituição. Mas, quando se trata de pesquisas em geral, Müller é enfático em afirmar que "não terá tão cedo no Brasil. Não existem métodos substitutivos porque falta investimento".

Para o pesquisador, o estabelecimento de métodos alternativos em testes científicos pode demorar de dez a 12 anos para ser concluído. Além da falta de sinalização de investimentos, Müller ainda destaca que apenas este ano o Brasil sediará um evento internacional sobre o tema. "Na Europa, você vê fortunas investidas nesses métodos. Aqui [no Brasil], não adianta ficar cobrando do pesquisador. Você até substitui aulas com métodos alternativos, mas na pesquisa não", relatou.

A dificuldade em reproduzir, de forma padronizada, a variedade de condições exigidas pelas pesquisas é o principal problema apontado pelos pesquisadores para a substituição dos animais nos estudos. "Imagina você fazer controle de qualidade de vacina de Hepatite, que é viral, sem usar o macaco. Se essa vacina for para a rua e não passar pelo macaco toda a população que tomar a vacina terá problema neurológico", afirmou Müller.

 

 

 

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DIARIO DE SP | DIA-A-DIA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS vai distribuir remédio contra câncer de mama

O medicamento de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje (23) que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

 

 

 

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24/07/2012 03:11

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O Coringa está em toda parte

"Armas na mão e balas nas cabeças" foi o slogan dessa noite terrível. Como se o assassino dissesse: "Eu não sou vocês; eu sou eles! Eu sou o Coringa".

Esse cara é louco de pedra, sem dúvida; mas, quem dá conteúdo à sua loucura? É óbvio que são as cenas de morte cruelmente sofisticadas e sádicas do cinema americano, as mesmas dos filmes-catástrofe, os "Godzillas" que inspiraram o 11 de Setembro do Osama. Sempre me espantei com o prazer que tem o cinema americano de destruir Nova York; mesmo depois do Osama, continuam a destruir a cidade. Por que isso? Tirando as comédias românticas ridículas e os desenhos animados, só se vê morte nos filmes. E não é a violência literal que provoca esses assassinatos. Não; é justamente a tranquilidade com que a violência é exibida, a displicência com que fuzilamentos e punhaladas se transformaram em um bailado ritual quase erótico. A violência ficou fria, "deliciosa" de ver.

E quem fornece as armas? Ora, é óbvio que é o comércio incontrolável de máquinas mortíferas, que ninguém consegue coibir. São 200 milhões de armas legalizadas na América. Assim:

"Boa tarde... eu queria uma metralhadora israelense, um Kalashnicov bacana, talvez o AK47, e aquela granadinha ali... por favor"... "Tudo bem, aqui está - quer mais munição?"

E, assim, o "cavaleiro das trevas ressurgiu", o homem morcego se vingou de seus antigos protegidos. É claro que não são as cenas pontuais de sangue que influenciam os loucos, mas a violência implícita no país, direito constitucional de pistoleiros e caubóis. Eu já morei lá, ia a uma escola como Columbine e vi de perto a cultura da porrada.

Ele quis massacrar nosso mundo de voyeurs. Ele quis mais, além de "olhar". Ele quis "ser". Quis que participássemos do filme de ação, queria partilhar conosco a loucura humana, num ato que mostra que a saúde, a razão moral, a compaixão são partes de um intrincado painel de delírios, uma pequena ilha num arquipélago de insanidades, quis mostrar que o "humano" é definido por nossa agressividade milenar. É incrível que muita gente negue a influência do cinema nos assassinatos (sem contar o cotidiano guerreiro dos homens-bomba, dos genocídios nos países pobres e da crueldade dos ricos). No cinema, já estamos tão acostumados com o massacre colorido, que nem percebemos o absurdo. Quando o Código Hays da terrível censura careta dos anos 30 foi extinto em Hollywood, a Sexualidade continuou ausente dos filmes. Só floresceu a brutalidade total, o substitutivo puritano para o sexo.

Por que ele matou espectadores e não compradores de supermercado? Por que matou os que sonhavam no escuro? Queria experimentar o inominável, o crime impensável? Queria outro tipo de cinema? Ele foi um documentarista. Foi contra a ficção - queria um "cinema-verdade". Poderia ter atirado na tela, matando o filme. Mas atirou nos passivos voyeurs da crueldade alheia. É como se dissesse: "Não se brinca com a morte, nem Batman nem ninguém nos livra da morte com catarses purificadoras, pois um dia ela chega". Um dia, o Coringa chega, pois ele está em toda parte. É só ligar a TV e olhar a Síria; Assad é um Coringa, Putin, também. Todo louco tem fome de realidade e, nisso, a morte tem uma grande serventia: ela é brutamente palpável, concreta, nega todo discurso.

Ele não se suicidou, como tantos. Não. Creio que ele, mesmo louco, queria aparecer, ser preso mesmo. No crime americano, o assassino quer ser reconhecido como sujeito. Lembro-me do garoto de In Cold Blood (A Sangue Frio), de Truman Capote, que tinha pronto um discurso para o dia em que ganhasse o Oscar; um discurso modesto, emocionado, que ele ensaiava diante do espelho.

Fiquei mesmo fascinado com as armadilhas que ele deixou no apartamento para a polícia; ele estava montando um filme em que ele era o roteirista e protagonista.

Talvez sua mensagem seja de que nada se explica, que não valemos nada, que nem no escuro, comendo pipocas, estamos a salvo.

Ele queria provar que o neocrime não é mais o contrário do Bem. Como um Mallarmé (Le Mal-Armé - perdão, lacanianos!...), ele ensinou que nosso pobre "jogo de dados não vai abolir o Acaso jamais"; um acaso sangrento pode surgir e nossa morte não é mais sagrada.

Os jornais perguntam sem parar: por quê? Mas toda semana há uma chacina nas periferias e ninguém pergunta nada. E tanto ele quanto aquele Matheus que fuzilou no cinema em São Paulo, durante o Clube da Luta, queriam silenciar os discursos do "bem" e do "mal". Queriam ir além deste velho maniqueísmo. Como disse um menino da Febem que decapitou um colega: "Desci o machado na garganta dele e, aí, já era!..." Ou seja, não houve nada; apenas uma decapitação. Para o assassino não houve nada no cinema; apenas um filme mais realista e violento. Esse neocrime é uma terceira coisa: é o mal banal. Chama-se de "mal" por falta de outro nome. É o crime do novo milênio, prefigurando a frieza dos extermínios que virão. Esses criminosos contemporâneos falam uma verdade que teimamos em ignorar em nosso humanismo fracassado: a tragédia quente está superada, está out; só nos resta a tragédia fria, como uma "solução final" que não emociona mais. No mundo bárbaro e tecnizado há centenas de milhões de mortos-vivos pela fome. Os extermínios vão virar uma prática social, para regular o mercado de excedentes. Em vez de queimar produtos, queimarão consumidores. O fim da tragédia já aconteceu. A sobrevivência moderna precisa do crime. Contemplamos a miséria cotidiana com a mesma frieza com que o cara fez sua rosa de sangue. Esse louco sorridente queria mesmo nos chocar, nos acordar de um sono frio.

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 03:11

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Futuro do pretérito

Desse caldeirão saíram ideias que apontam para a estrada da distopia e rendem agora um seminário, que o Sesc Vila Mariana abriga a partir do dia 16 de agosto (e o Museu de Arte Moderna do Rio, a partir do dia 20). O professor de História da Arte Jorge Coli, por exemplo, acha que "atravessamos uma fase conservadora e acomodada", apesar da explosão da pornografia na internet. Quais serão as consequências futuras? Uma Sexualidade mais livre ou mais perversa? O filósofo Jean-Pierre Dupuy concluiu que "vivemos agora sob a sombra de catástrofes futuras". Elas talvez venham a provocar o desaparecimento da espécie, segundo o pensador francês. De nossa civilização, "a única da História que não se orienta por nenhum valor transcendente", como assina a filósofa Olgária Matos, talvez não sobre mesmo nenhum vestígio. De qualquer modo, o futuro ainda não chegou e vale discutir sobre ele.

O seminário Mutações: O Futuro Não É Mais o Que Era terá 24 palestras de grandes nomes do cenário nacional e internacional. Entre os convidados do encontro, que segue até outubro, há veteranos como o cientista político e ex-ministro da Cultura Sérgio Paulo Rouanet, mas também representantes da nova geração, como o professor de Filosofia da Universidade de Paris-Nanterre, Elie During, que vai falar sobre o "retrofuturismo", fenômeno que marca o cinema, a arte, a moda e, especialmente, a literatura desde que William Gibson e Bruce Sterling (em The Difference Engine, publicado nos anos 1990) criaram o termo "steampunk" para afirmar que o computador foi inventado na era vitoriana, cruzando o motor a vapor e a calculadora de Babbage. During vai analisar como o retrofuturismo está, na verdade, nos falando do presente retroprojetado.

"O retrofuturismo é um dos grandes problemas que surgem com o fim das utopias", observa o organizador do seminário Adauto Novaes, que há oito anos realiza em parceria com o Sesc o ciclo de conferências Mutações, dedicado a investigações filosóficas sobre o século em que vivemos. O último foi realizado no ano passado e adotava como guia o pensamento do suprematista russo Malevitch, que considerava a preguiça superior ao trabalho, isso há um século, antes que todos trabalhassem mais que o necessário nos dias que correm. Elogio à Preguiça, o livro com as conclusões do ciclo (que tem basicamente os mesmos participantes deste seminário), será lançado no dia de abertura do seminário O Futuro Não É Mais o Que Era.

O título, revela Novaes, lhe foi sugerido pela leitura do poeta simbolista francês Paul Valéry (1871-1945). Ao dizer que o devir não é mais o que era, o autor de L"Ange, segundo o organizador do ciclo, "estava apenas reconhecendo que as imagens que tínhamos do futuro perderam sentido". Assim, para responder à pergunta "para onde vamos?", o ciclo convocou pensadores capazes de falar sobre a natureza do tempo, investigar as mitologias criadas sobre ele e mostrar como a tecnociência, a biotecnologia e a informática fizeram os videntes abdicar do posto de oráculos. O físico Luís Alberto Oliveira, doutor em cosmologia, até por isso, vai abordar em sua conferência desde a teoria da relatividade de Einstein até a literatura de Jorge Luis Borges, para tratar justamente da identificação que seres como nós temos com o tempo a ponto de criar com ele uma relação simbiótica (o escritor argentino costumava dizer que o tempo é a substância da qual era feito).

Certo é que, a exemplo do anjo de Valéry, talvez entremos no futuro de costas, vendo apenas catástrofes e ruínas, lembra Novaes, que não se mostra tão pessimista em relação a ele. Lamenta, sim, que "o espírito tenha se tornado uma coisa supérflua" em nossa era tecnológica. Se o tempo é ficção, diz o organizador, não pensar sobre ele seria uma tragédia real. Há quem deva propor, inclusive, um insólita tarefa aos participantes, como o editor póstumo de Gilles Deleuze, o doutor em teoria da literatura David Lapoujade, outro dos participantes do ciclo. Para ele, ainda dá tempo de desprogramar o futuro, alternativa do novo tipo de totalitarismo que se anuncia no horizonte da sociedade do espetáculo e do consumo.

 

 

 

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ESTADO DE MINAS ONLINE |

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012 08:47

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Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório (Tecnologia)

A partir de agora, as experiências científicas com uso de animais no Brasil terão que ser acompanhadas, obrigatoriamente, por veterinários. A exigência da presença desses profissionais foi determinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).Na prática, a maior parte dos laboratórios de pesquisa que utilizam animais para experimentação científica e ensino, mais conhecidos como biotérios, já mantém veterinários em suas equipes, segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)."O que se pretende é que a prerrogativa seja levada à sociedade em geral, para que o número cada vez maior de universidades que têm biotérios também cumpra essa norma", explicou o professor e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto Costa, que preside a Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV.Com a medida, procedimentos como analgesia, eutanásia, administração de medicamentos e óbito dos animais e a garantia de boas condições do ar e de alimentação passam a ser competência e responsabilidade dos veterinários. A equipe de pesquisadores ficará responsável exclusivamente pelos estudos científicos."Quem pode avaliar se animal está sendo submetido a sofrimento ou dor, durante um procedimento, em aula prática ou pesquisa, é o medico veterinário", explicou Alberto Costa. Os cientistas reconhecem que, apesar de não terem o nível de consciência do ser humano, os animais são capazes de experimentar as sensações negativas e positivas, desde euforia à frustração, dor e sofrimento intenso. "A presença do médico veterinário contribui para que não ocorra essa situação de sofrimento", acrescentou o professor.A obrigatoriedade, por outro lado, desperta, entre alguns pesquisadores e cientistas, o temor de que os veterinários interfiram nos procedimentos exclusivamente científicos. Mas o coordenador do Centro de Experimentação Animal do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Carlos Müller, garante que a nova norma, que cria mecanismos rigorosos de controle da experimentação, trata apenas da assistência técnica e sanitária aos animais. "Atualmente, existem pessoas que não fazem sequer analgesia nos animais [submetidos às experiências]. O pesquisador é pontual na pesquisa, mas nem sempre tem a experiência de dia a dia com o animal", disse.A alteração nas regras desse tipo de experimento reacende ainda o debate sobre alternativas que substituam o uso de animais em pesquisas. Alguns segmentos, como o da indústria cosmética, validaram métodos alternativos de substituição. Mas, quando se trata de pesquisas em geral, Müller é enfático em afirmar que "não terá tão cedo no Brasil. Não existem métodos substitutivos porque falta investimento".Para o pesquisador, o estabelecimento de métodos alternativos em testes científicos pode demorar de dez a 12 anos para ser concluído. Além da falta de sinalização de investimentos, Müller ainda destaca que apenas este ano o Brasil sediará um evento internacional sobre o tema. "Na Europa, você vê fortunas investidas nesses métodos. Aqui [no Brasil], não adianta ficar cobrando do pesquisador. Você até substitui aulas com métodos alternativos, mas na pesquisa não", relatou.A dificuldade em reproduzir, de forma padronizada, a variedade de condições exigidas pelas pesquisas é o principal problema apontado pelos pesquisadores para a substituição dos animais nos estudos. "Imagina você fazer controle de qualidade de vacina de Hepatite, que é viral, sem usar o macaco. Se essa vacina for para a rua e não passar pelo macaco toda a população que tomar a vacina terá problema neurológico", afirmou Müller.

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 06:00

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Patrus parte para o ataque ao adversário

Petista se encontra com sindicalistas e critica ações da prefeitura. Candidato não menciona que seu partido participa da atual gestão

Patrus prometeu aos sindicalistas diálogo e respeito ao direito de greve O candidato a prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) deixou nessa segunda-feira a postura pacífica de lado e partiu para o ataque contra o atual prefeito e candidato a reeleição, Marcio Lacerda (PSB), criticando a sua gestão. "A saúde em Belo Horizonte está muito mal. Retrocedeu nos últimos anos", afirmou, sem no entanto mencionar o fato de que o seu partido ainda participa da administração da capital com mais de 900 cargos comissionados. Na verdade, Patrus escolhe a saúde para suas primeiras investidas contra Lacerda porque é uma área comandada pelo PSDB. O candidato petista disse que a gestão de Lacerda não construiu duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) combinadas no Orçamento Participativo (OP), uma na região Leste e outra na Oeste. Outra acusação é que 100 unidades do Programa Saúde da Família (PSF) estão sem médicos. As declarações foram feitas ontem de manhã, em encontro com filiados da União Geral dos Trabalhadores (UGT), entidade sindical ligada ao PSD. O presidente da UGT em Minas Gerais, deputado federal Ademir Camilo (PSD), disse que a organização ainda não definiu qual candidato vai apoiar, mas que ele está fechado com Patrus, assim como o presidente nacional da legenda, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - responsável por rachar o partido em Belo Horizonte ao fazer uma intervenção na direção municipal, que escolhera apoiar Lacerda. Kassab já sofreu duas derrotas na Justiça Eleitoral, que confirmou a aliança do PSD de BH com o atual prefeito. Nessa segunda-feira, Patrus repetiu a tática, que deve ser padrão em toda a campanha, de destacar o que fez quando governou Belo Horizonte, entre 1993 e 1996. Patrus destacou que foi pioneiro ao criar as UPAs na cidade, que depois foram implantadas pelo governo federal. Iniciou também os atendimentos de resgate pioneiros do Samu e triplicou a capacidade de atendimento do Hospital Odilon Behrens.Saiba mais... Patrus e Lacerda se reúnem com lideranças sindicais Patrus faz caminhada pelo aglomerado Cabana do Pai Tomás Ministros se juntam à campanha de Patrus Além da saúde, Patrus criticou  a mobilidade urbana e a cultura. "Querem tirar a cultura das ruas e praças de BH", disse Patrus. Ao falar para sindicalistas, principalmente rodoviários e comerciários, o candidato prometeu diálogo com as categorias. Afirmou que não vai interferir em greves. "Como advogado trabalhista considero fundamental que os direitos sejam rigorosamente respeitados", afirma. "O trabalho deve prevalecer sobre o capital." O candidato destacou, mais uma vez, o OP, criado em sua gestão, e disse que faltou a participação das centrais sindicais e dos sindicalistas. Patrus, entretanto, fez questão de ressaltar que as críticas à administração de Lacerda não têm caráter pessoal. "É uma questão de conteúdo. Tudo que é bom vai ser mantido e ampliado", promete o candidato, que reconheceu os méritos da administração o socialista na questão da educação. Encontro Ademir Camilo explicou que todos os candidatos foram convidados para o encontro com os sindicalistas. Antes de Patrus, falaram Tadeu Martins (PPL) e Vanessa Portugal (PSTU). "Lacerda já tinha um encontro com outras entidades sindicais e enviou uma carta explicando que não poderia vir", disse Camilo. A decisão sobre quem receberá o apoio oficial da UGT-MG sairá na segunda-feira.Ontem à noite, Patrus participou da primeira plenária da campanha nas regionais. Ele se encontrou com lideranças e moradores do Barreiro para discutir  as demandas e compromissos para a região.Outro ladoAo tomar conhecimento dos ataques feitos pelo candidato Patrus Ananias (PT), a coligação que apoia a reeleição de Marcio Lacerda reconhece, em nota, que ainda há muito a fazer, mas que é importante esclarecer que o quadro melhorou nos últimos anos. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, Belo Horizonte apresentou o melhor índice de desempenho do Sistema Único de Saúde (SUS) entre cidades com população superior a 2 milhões de habitantes. Além disso, lembra que o governo Lacerda recebeu grande quantidade de obras do Orçamento Participativo atrasadas, "fato que é de conhecimento amplo". A nota informa também que o número de equipes do Programa de Saúde da Família cresceu na atual administração, saindo de 513, em 2009, para 579 em 2012.

 

 

 

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DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Pauta de vídeos AFP HD

AFP

23/07/2012

1ª Pauta de vídeos AFP HD desta segunda-feira, 23 de julho de 2012:

= AMÉRICAS =

- Atirador vai a tribunal

James Holmes, apontado como autor do massacre de 12 pessoas em um cinema do estado americano do Colorado, compareceu diante da justiça, nesta segunda-feira. Foi a primeira vez que ele foi visto em público depois do crime.

- Consolo presidencial

O presidente americano, Barack Obama, se reuniu com familiares das vítimas do massacre em Aurora, no estado do Colorado. Ele afirmou que fez a visita não apenas no papel de presidente. Mas marido e pai.

- Esperança na conferência internacional sobre a Aids

Com novas esperanças no controle da Aids, a Conferência Internacional sobre a doença começou neste final de semana em Washington. Esta é a primeira vez, desde 1990, que o encontro que reúne autoridades e pesquisadores da área, é realizado nos Estados Unidos, depois da anulação de uma lei que proibia o acesso de soropositivos ao país. No final de semana o empresário Bill Gates foi homenageado, em uma premiação que contou com a presença da atriz Sharon Stone.

= ORIENTE MÉDIO / ÁSIA =

- Violência mata 107 no Iraque

Uma onda de ataques no Iraque matou nesta segunda-feira 107 pessoas. Não houve uma reivindicação imediata das ações desta segunda-feira, mas o principal grupo da Al-Qaeda no país alertou há alguns dias que busca retomar territórios iraquianos.

- Ameaça internacional

O regime sírio advertiu nesta segunda-feira que vai usar armas químicas em caso de um ataque estrangeiro. A violência é tamanha na capital do país, Damasco, que milhares de moradores se deslocaram em busca de ajuda.

- Tailândia combate a Aids

A Tailândia apresentou uma redução significativa de novas infecções do vírus da Aids em 25 anos de luta contra a doença. Apesar de 80% das pessoas que necessitam de tratamento receberem atendimento, ainda há com o que se preocupar. De acordo com estimativas oficiais, cerca de um quinto dos homens que têm parceiros do mesmo sexo são HIV positivo no país, e entre 20 e 40 por cento dos usuários de drogas injetáveis em todo o país estão infectados. Para trabalhadores humanitários, a Tailândia não deve descansar sobre os louros.

= EUROPA =

- Incêndio na Espanha

Um grande incêndio no nordeste da Espanha matou quatro pessoas e deixou pelo menos 20 feridos. O fogo, que destruiu mais de 12 mil hectares de vegetação, começou no domingo nas proximidades de La Junquera, na fronteira com a França, segundo o governo catalão.

- Novas sanções à Síria

A União Europeia decidiu nesta segunda-feira reforçar as sanções contra a Síria e ampliar o embargo de armas ao país. A medida foi tomada durante uma reunião de ministros do bloco em Bruxelas.

- Tentativa de amenizar cortes

O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayraull, recebeu o presidente da fabricante de automóveis Peugeot Citroën, nesta segunda-feira. A reunião teve como tema os planos de demissão em massa da companhia.

- Prostituição preocupa Jogos Olímpicos

Eventos esportivos de grande porte têm a reputação de incentivar a Prostituição. Mas em Londres, profissionais do sexo reclamam que a polícia está fechando os bordéis, para dar à cidade uma aparência mais apresentável durante os Jogos Olímpicos. JO2012PT

- Lembrança dolorosa

Uma exposição de desenhos inéditos do gueto de Varsóvia abriu no final de semana as cerimônias do 70º aniversário do extermínio dos moradores desse bairro judeu pela Alemanha nazista. A operação custou a vida de 260.000 pessoas da cidade.

Abmael SOARES

Responsável departamento vídeo e novos produtos

Avenida Almirante Barroso,N° 52 - RJ CEP 20031 - 000 Rio de Janeiro

Tel : (55 21) 2217 0025 - Cel : (55 21) 8883 2050

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Cremerj veta médicos em partos domiciliares

Clarissa Thomé

23/07/2012

O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) proibiu a participação de médicos em partos domiciliares e nas equipes de sobreaviso, que ficam de plantão para o caso de alguma complicação. A entidade também veda a presença de doulas (acompanhantes de parto, função reconhecida pelo Ministério da Saúde) em ambiente hospitalar. Os médicos que descumprirem as determinações serão submetidos ao Conselho de Ética.

A medida, classificada de "arbitrária" pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), provocou reações. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) vai questionar as resoluções judicialmente e entidades de defesa do parto humanizado convocaram uma passeata, no dia 5 de agosto, em Ipanema. "Em hipótese alguma um conselho pode interferir na regulação de outras profissões e no direito de escolha da mulher. Enfermeiros e médicos fazem parte de uma equipe multidisciplinar do parto domiciliar; essa resolução dificulta a nossa atuação", afirma Pedro de Jesus, presidente do Coren.

O obstetra Luiz Fernando Moraes, conselheiro do Cremerj, diz que as resoluções são um "alerta para as mães". "Elas estão sendo informadas de que se o pré-natal não teve agravo, elas podem fazer parto em casa. Há problemas que ocorrem durante o trabalho de parto e no parto", afirma. Ele afirmou que o conselho não está proibindo o parto domiciliar. "A mãe vai optar pelo parto domiciliar sabendo do risco. Porque não é a presença do médico que garante segurança; ele tem que ter condições de agir".

A decisão do Cremerj foi questionada pelos próprios médicos. Até mesmo a Febrasgo, entidade contrária ao parto domiciliar, criticou as resoluções. "A Febrasgo é contra o parto domiciliar, mas de maneira nenhuma a gente acha que o médico que faz parto domiciliar é um profissional antiético. Um problema sério no Brasil é a cesárea desnecessária, e mesmo assim ninguém é favorável que se puna o profissional que faz cesárea a pedido da paciente", afirmou o Olímpio Moraes, vice-presidente da entidade. Moraes ressaltou ainda que a Febrasgo recomenda, em seu manual, a presença de doulas. "Vários trabalhos internacionais reconhecem que elas dão mais segurança às grávidas e diminuem as intercorrências".

Para a médica Daphne Rattner, presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), a resolução do Cremerj vai de encontro às políticas de humanização do parto do Ministério da Saúde, que reconhece o trabalho de parteiras tradicionais e incentiva a participação de doulas nos hospitais públicos - em março foi assinado convênio entre o Ministério e a Universidade de Brasília para o programa Doulas no SUS, de formação dessas acompanhantes, do qual Daphne é gestora. "Essa medida vai contra todas as evidências científicas, as recomendações da OMS e as políticas do Ministério da Saúde. Essas resoluções ferem o código de ética médica", afirmou. A entidade ainda está estudando as medidas que tomará.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que as decisões do conselho "não afetam as políticas" da Pasta. O Ministério considera que a participação da doula é um instrumento humanizador e que "a assistência prestada pelas parteiras é uma realidade em diversos locais do País".

 

 

 

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JORNAL CIDADE RIO CLARO | NOTÍCIAS

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23/07/2012

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Jardim Público sedia testes gratuitos para Hepatite C

Este ano em Rio Claro foram registrados 38 casos de Hepatite C e seis casos de Hepatite B

Rio Claro desenvolve até a próxima sexta-feira atividades em menção ao Dia Mundial de Combate à Hepatite, celebrado em 28 de julho (sábado).

Neste período acontece campanha para diagnóstico precoce de Hepatite C, quando a equipe do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Fundação Municipal de Saúde fica no Jardim Público realizando exames para diagnóstico da doença.

Os exames podem ser feitos das 12 às 17 horas. No caso de resultados reagentes, os indivíduos serão encaminhados para investigação da situação sorológica.

Palestras

Na quinta-feira (26), no Auditório do NAM, às 19 horas, o tema Hepatite C será abordado em duas palestras. O médico Fernando José Góes Ruiz falará sobre "Indicações de tratamento para HCV - Novos medicamentos". O palestrante é médico assistente do Ambulatório de Hepatites Virais do Conjunto Hospitalar de Sorocaba e Diretor dos Ambulatórios deste mesmo serviço, além de professor mestre da disciplina de Infectologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Na segunda palestra a Dra. Juliana Tangerino, médica infectologista do Serviço de Assistência Especializada de Rio Claro, abordará o assunto "HCV - os passos da descoberta ao tratamento". A atividade é gratuita e aberta à população. Os interessados devem confirmar presença até dia 25 de julho pelo telefone 3533-3350 ou 3533-8074, falar com Rita.

Este ano em Rio Claro foram registrados 38 casos de Hepatite C e seis casos de Hepatite B.

A data

O Dia Mundial de Combate às Hepatites tem por finalidade informar e sensibilizar a comunidade sobre a Hepatite B e a Hepatite C, encorajando prevenção, diagnóstico e tratamento.

Aproximadamente 500 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com Hepatite B ou com Hepatite C, o que representa uma em cada 12 pessoas. Esses números surpreendentes foram usados na campanha de 2008 para o Dia Mundial de Combate às Hepatites.

Se não for tratada ou controlada a Hepatite B ou a Hepatite C podem levar a um estado avançado de danificação do fígado (Cirrose) e outras complicações, incluindo câncer de fígado e insuficiência hepática. Embora muitas pessoas se preocupem mais com a Aids do que com as hepatites, a realidade é que todos os anos 1.5 milhão de pessoas morrem ao redor do mundo devido à Hepatite B e à Hepatite C, o que representa um número superior as mortes por HIV/Aids.

Hepatite C

A Hepatite C é causada por um vírus transmitido principalmente pelo sangue contaminado, mas a infecção também pode passar através das vias sexual e vertical (da mãe para filho). O portador do vírus da Hepatite C pode desenvolver uma forma crônica da doença que leva a lesões no fígado (Cirrose) e câncer hepático.

No Brasil, há cerca de três milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Hepatite C. Não há vacina contra a doença.

Sintomas

A Hepatite C é assintomática na maioria dos casos, ou seja, o portador não sente nada após a infecção pelo vírus. Em algumas situações, pode ocorrer uma forma aguda da enfermidade que antecede a forma crônica. Nesses casos, o paciente pode apresentar mal-estar, vômitos, náuseas, pele amarelada (icterícia), dores musculares. No entanto, a maioria dos portadores só percebe que está doente anos após a infecção, quando apresenta um caso grave de Hepatite crônica com risco de Cirrose e câncer no fígado.

Diagnóstico

O exame de escolha para diagnóstico da Hepatite C é a pesquisa de anticorpos contra o vírus da Hepatite C, o anti-VHC. Entretanto, muitas vezes, a enfermidade é diagnosticada durante exames de rotina ou durante a investigação de outras doenças. Pessoas que receberam transfusões de sangue antes de 1993 devem fazer o teste anti-VHC porque, antes dessa data, o sangue das transfusões não era testado nem se conhecia o vírus. Qualquer um pode solicitar ao seu médico o exame para diagnóstico para Hepatite C. No município de Rio Claro todas as unidades de saúde estão preparadas para o diagnóstico. Em caso de diagnóstico reagente para Hepatite C o portador será encaminhado para tratamento no SAE - Serviço de Assistência Especializada.

Tratamento

O tratamento consiste na combinação de Interferon (substância antiviral produzida por nosso organismo e que combate o vírus da Hepatite C) injetável três vezes por semana associado a uma droga (ribaveriva) administrada por via oral por um tempo que varia entre seis meses e um ano. Esses medicamentos são distribuídos gratuitamente pelo SUS.

Quando não há Cirrose instalada, as chances de eliminação total do vírus do organismo variam entre 30% e 70%, dependendo do tipo de vírus, que pode pertencer a dois genótipos: 1 ou não-1.

No início do tratamento, os sintomas são semelhantes aos de uma gripe forte: dores no corpo, náuseas, febre. Perda de cabelo, depressão, vômitos, emagrecimento são outros sintomas possíveis. Ascite (barriga d'água), cansaço extremo, confusão mental podem ser sintomas do estado avançado da doença.

A cura é definida pela ausência de vírus no sangue seis meses depois de terminado o tratamento. As chances variam entre 40% a 60%, dependendo do tipo de vírus.

Recomendações

* Fique longe das bebidas alcoólicas, se é ou foi portador do Hepatite C;

* Não utilize drogas injetáveis;

* Certifique-se de que todo o material utilizado para coleta de sangue seja descartável;

* Verifique se agulhas ou qualquer outro objeto que entre em contato com sangue é descartável ou está devidamente esterilizado;

* Leve seu próprio material quando for à manicure;

* Se quiser engravidar ou estiver grávida, faça o teste para saber se é portadora do vírus da Hepatite C;

* Só faça sexo com Preservativo;

* Tome as vacinas contra as hepatites A e B, a vacina contra gripe todos os anos e a vacina contra pneumonia, se é portador do VHC.

 

 

 

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DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

 

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ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Cremerj veta médicos em partos domiciliares

O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) proibiu a participação de médicos em partos domiciliares e nas equipes de sobreaviso, que ficam de plantão para o caso de alguma complicação. A entidade também veda a presença de doulas (acompanhantes de parto, função reconhecida pelo Ministério da Saúde) em ambiente hospitalar. Os médicos que descumprirem as determinações serão submetidos ao Conselho de Ética.

A medida, classificada de "arbitrária" pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), provocou reações. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) vai questionar as resoluções judicialmente e entidades de defesa do parto humanizado convocaram uma passeata, no dia 5 de agosto, em Ipanema. "Em hipótese alguma um conselho pode interferir na regulação de outras profissões e no direito de escolha da mulher. Enfermeiros e médicos fazem parte de uma equipe multidisciplinar do parto domiciliar; essa resolução dificulta a nossa atuação", afirma Pedro de Jesus, presidente do Coren.

O obstetra Luiz Fernando Moraes, conselheiro do Cremerj, diz que as resoluções são um "alerta para as mães". "Elas estão sendo informadas de que se o pré-natal não teve agravo, elas podem fazer parto em casa. Há problemas que ocorrem durante o trabalho de parto e no parto", afirma. Ele afirmou que o conselho não está proibindo o parto domiciliar. "A mãe vai optar pelo parto domiciliar sabendo do risco. Porque não é a presença do médico que garante segurança; ele tem que ter condições de agir".

A decisão do Cremerj foi questionada pelos próprios médicos. Até mesmo a Febrasgo, entidade contrária ao parto domiciliar, criticou as resoluções. "A Febrasgo é contra o parto domiciliar, mas de maneira nenhuma a gente acha que o médico que faz parto domiciliar é um profissional antiético. Um problema sério no Brasil é a cesárea desnecessária, e mesmo assim ninguém é favorável que se puna o profissional que faz cesárea a pedido da paciente", afirmou o Olímpio Moraes, vice-presidente da entidade. Moraes ressaltou ainda que a Febrasgo recomenda, em seu manual, a presença de doulas. "Vários trabalhos internacionais reconhecem que elas dão mais segurança às grávidas e diminuem as intercorrências".

Para a médica Daphne Rattner, presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), a resolução do Cremerj vai de encontro às políticas de humanização do parto do Ministério da Saúde, que reconhece o trabalho de parteiras tradicionais e incentiva a participação de doulas nos hospitais públicos - em março foi assinado convênio entre o Ministério e a Universidade de Brasília para o programa Doulas no SUS, de formação dessas acompanhantes, do qual Daphne é gestora. "Essa medida vai contra todas as evidências científicas, as recomendações da OMS e as políticas do Ministério da Saúde. Essas resoluções ferem o código de ética médica", afirmou. A entidade ainda está estudando as medidas que tomará.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que as decisões do conselho "não afetam as políticas" da Pasta. O Ministério considera que a participação da doula é um instrumento humanizador e que "a assistência prestada pelas parteiras é uma realidade em diversos locais do País".

 

 

 

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MSN NOTÍCIAS | NOTÍCIAS

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório | Agência Brasil

Carolina Gonçalves

Repórter da Agência Brasil

Brasília - A partir de agora, as experiências científicas com uso de animais no Brasil terão que ser acompanhadas, obrigatoriamente, por médicos veterinários. A exigência da presença desses profissionais foi determinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Na prática, a maior parte dos laboratórios de pesquisa que utilizam animais para experimentação científica e ensino, mais conhecidos como biotérios, já mantém veterinários em suas equipes, segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

"O que se pretende é que a prerrogativa seja levada à sociedade em geral, para que o número cada vez maior de universidades que têm biotérios também cumpra essa norma", explicou o professor e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto Costa, que preside a Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV.

Com a medida, procedimentos como analgesia, eutanásia, administração de medicamentos e óbito dos animais e a garantia de boas condições do ar e de alimentação passam a ser competência e responsabilidade dos veterinários. A equipe de pesquisadores ficará responsável exclusivamente pelos estudos científicos.

"Quem pode avaliar se animal está sendo submetido a sofrimento ou dor, durante um procedimento, em aula prática ou pesquisa, é o medico veterinário", explicou Alberto Costa. Os cientistas reconhecem que, apesar de não terem o nível de consciência do ser humano, os animais são capazes de experimentar as sensações negativas e positivas, desde euforia à frustração, dor e sofrimento intenso. "A presença do médico veterinário contribui para que não ocorra essa situação de sofrimento", acrescentou o professor.

A obrigatoriedade, por outro lado, desperta, entre alguns pesquisadores e cientistas, o temor de que os médicos veterinários interfiram nos procedimentos exclusivamente científicos. Mas o coordenador do Centro de Experimentação Animal do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Carlos Müller, garante que a nova norma, que cria mecanismos rigorosos de controle da experimentação, trata apenas da assistência técnica e sanitária aos animais. "Atualmente, existem pessoas que não fazem sequer analgesia nos animais [submetidos às experiências]. O pesquisador é pontual na pesquisa, mas nem sempre tem a experiência de dia a dia com o animal", disse.

A alteração nas regras desse tipo de experimento reacende ainda o debate sobre alternativas que substituam o uso de animais em pesquisas. Alguns segmentos, como o da indústria cosmética, validaram métodos alternativos de substituição. Mas, quando se trata de pesquisas em geral, Müller é enfático em afirmar que "não terá tão cedo no Brasil. Não existem métodos substitutivos porque falta investimento".

Para o pesquisador, o estabelecimento de métodos alternativos em testes científicos pode demorar de dez a 12 anos para ser concluído. Além da falta de sinalização de investimentos, Müller ainda destaca que apenas este ano o Brasil sediará um evento internacional sobre o tema. "Na Europa, você vê fortunas investidas nesses métodos. Aqui [no Brasil], não adianta ficar cobrando do pesquisador. Você até substitui aulas com métodos alternativos, mas na pesquisa não", relatou.

A dificuldade em reproduzir, de forma padronizada, a variedade de condições exigidas pelas pesquisas é o principal problema apontado pelos pesquisadores para a substituição dos animais nos estudos. "Imagina você fazer controle de qualidade de vacina de Hepatite, que é viral, sem usar o macaco. Se essa vacina for para a rua e não passar pelo macaco toda a população que tomar a vacina terá problema neurológico", afirmou Müller.

Edição: Lana Cristina

Agência Brasil - Todos os direitos reservados.

 

 

 

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NE 10 | COTIDIANO

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

TRATAMENTO - Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Agência Estado

 

 

 

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O DIA ONLINE - RJ | CIÊNCIA E SAÚDE

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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O risco da aposentadoria precoce da camisinha

Especialistas temem negligência com o Preservativo por causa dos novos avanços no tratamento contra o HIV

São Paulo - A jovem que abandona a Camisinha por confiar no parceiro fixo, após três semanas completas de relação. O idoso que não pensa em proteção na hora "h", já que o Preservativo pode falir a potência. O adulto que exagera no álcool e transa, desprotegido, seja com outro homem ou com mulher.

Foto: 10_camisinha_rep_280.jpg

Especialistas temem negligência com o Preservativo devido aos novos avanços no tratamento contra o HIV | Foto: Arquivo O Dia

Os especialistas temem que este grupo heterogêneo - que negligencia o sexo seguro - ganhe mais membros. Atualmente, já é numerosa parcela que admite não usar Camisinha em todas as relações sexuais - 60%, segundo o último estudo do Ministério da Saúde.

O receio é que o comportamento de risco aumente, caso as informações recentes sobre os avanços do tratamento contra o vírus HIV sejam mal interpretadas pela população. Estas novidades e seus impactos no abandono do Preservativo, inclusive, estão sendo discutidos por experts do mundo todo na Conferência Mundial de Aids, que acontece em Washington (EUA), até a próxima sexta-feira.

"A cautela é porque já enfrentamos isso antes", afirma a especialista em marketing social do Preservativo e fundadora do Instituto Cultural Barong, Marta McBritton, que organiza caravanas pelo Brasil todo para distribuir Camisinhas e explicar como usá-las.

"Há vinte anos, quando a ciência falou, pela primeira vez, que tinha encontrado um caminho para uma vacina preventiva ao HIV, imediatamente sentimos um impacto. Nossos stands de distribuição de Preservativos ficaram vazios no dia seguinte da notícia. Na época, precisamos reforçar as campanhas, começar do zero novamente."

Por este motivo, simultaneamente ao anúncio de duas novidades no mundo da Aids, o alerta sobre a necessidade de uma nova ofensiva em prol Camisinha foi acendido.

Nesta semana, foi anunciado o avanço na produção de uma vacina protetora ao HIV. Além disso, os EUA autorizaram o comércio de um medicamento (chamado Truvada) que pode ser tomado antes da exposição ao sexo para diminuir o risco de infecção do vírus da Aids (por ora, a droga não tem autorização comercial para este fim no Brasil).

As novidades da Aids

Ronaldo Hallal, coordenador da área de Cuidado e Qualidade de Vida do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde diz que as duas novidades são muito bem-vindas, mas que ainda são carregadas de dúvidas e lacunas sobre a eficácia.

Decretar a aposentadoria precoce da Camisinha neste contexto, alerta ele, é aumentar o risco de contaminação de uma doença que já mata 33 pessoas por dia no País.

As lacunas

"As pesquisas que embasaram a aprovação do Truvada pelo FDA (agência norte-americana responsável pela regulação de medicamentos) foram feitas com um grupo restrito de pacientes", pondera Hallal. Além disso, complementa o coordenador, ainda não é possível mensurar os efeitos colaterais após um longo período de uso.

Não é certo também como será o comportamento do usuário do Truvada. Mesmo quando todas as orientações são seguidas à risca, a proteção chega na casa dos 70%. Falhas na adesão, como esquecimento de comprimidos (que devem ser tomados diariamente), podem diminuir ainda mais este índice e esta interferência ainda não foi mensurada.

"Sem contar que outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, como HPV e Sífilis, não são cobertas por este medicamento. Tudo isso faz com que a Camisinha permaneça como estratégia mais segura para a prevenção da Aids", afirma Ronaldo Hallal.

Sobre as vacinas, os estudos ainda estão em andamento sem dados conclusivos. Doses, público alvo e previsão de que estejam nos postos de saúde são perguntas sem respostas sobre a imunização.

Doença complicada

A epidemia de Aids completou 30 anos de existência. Neste período, a evolução no tratamento mudou a cara da doença. O vírus HIV não é tão letal como foi na década de 80 - e fazia com que Marta McBritton enfrentasse um enterro por semana de amigos contaminados (motivo que a levou em ser ativista e estudiosa das técnicas preventivas).Mas está longe de ser um problema de saúde simples.

"A Aids não é mais uma sentença de morte, mas não é nada tranquila. No Estado de São Paulo, são 9 mortes diárias. São muitos efeitos colaterais e não é para todos eles que temos a solução", alerta a coordenadora do Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids do Estado de São Paulo, Maria Clara Gianna.

O último relatório da ONU mostra que, atualmente, 34,2 milhões de pessoas vivem com o vírus da Aids no mundo. Não querer que este contingente seja ampliado, reforça Maria Clara, não é inflar o preconceito contra quem acabou infectado.

Além de estar mais controlada, a Aids também mostrou nestes últimos anos que pode colocar qualquer pessoa no alvo, basta ter relação sexual sem Camisinha.

 

 

 

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O DIA ONLINE - RJ | RIO

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012

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Epidemia de crack aumentou número de bebês com HIV

24/07/2012

POR Pamela Oliveira

Rio - Uma herança maldita. Bebês com o vírus HIV voltaram a ser realidade nas maternidades do Rio. A Sociedade Viva Cazuza, que não recebia recém-nascidos infectados há 6 anos, abrigou 12 nos últimos 18 meses. No mesmo período, o Abrigo Evangélico da Pedra de Guaratiba acolheu 14. Muitos são filhos de mães viciadas em drogas como o crack.

"É lamentável. Nos últimos anos, só tínhamos adolescentes, mas ano passado começamos a receber bebês com anticorpos e outros já com o vírus. Segundo o Juizado, geralmente são filhos de usuárias de droga. Tivemos que reabrir nosso berçário", afirma Christina Moreira, coordenadora de projetos da Sociedade Viva Cazuza, em Laranjeiras. Coordenadora do abrigo evangélico, Ana Chelly explica que bebês que já têm o vírus "terão que tomar medicamento a vida toda".

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Na Casa de Passagem Ana Carolina, em Bonsucesso, há dois filhos de viciados em crack com HIV | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Como O DIA mostra desde domingo, o uso do crack por mães e pais fundamenta a maioria dos pedidos de perda da guarda de crianças feitos pelo Ministério Público Estadual. Em casos de bebês afastados de suas famílias pela Justiça, a frequência é de 90%.

Muitas usuárias de crack se prostituem para conseguir a pedra e engravidam. A incidência de grávidas tiradas de cracolândias por assistentes sociais da prefeitura é alta.

"Esse fenômeno (aumento de bebês com o vírus) é preocupante, mas recente na saúde pública. Por isso, não temos estatísticas", explicou a gerente do programa municipal de DST/Aids, Lílian Lauria. Ela alerta que, "se a mulher soropositiva toma medicação na gestação, o risco de transmissão é menor que 1%. Mas se só chega na hora do parto esse índice não é possível".

Segundo ela, o município oferece teste rápido de diagnóstico no posto de saúde do Centro e começará a oferecê-lo na Clínica da Família do Jacarezinho por conta da concentração de moradores de rua: "O objetivo é conseguir fazer com que essas mulheres façam o pré-natal."

Grávida viciada rejeita tratamento

Assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Araújo admite que o Ministério da Saúde já recebeu relatos do nascimento de bebês infectados por mães usuárias de crack soropositivas. Ele informa que a dificuldade é fazer com que elas elas sigam o tratamento para reduzir o risco de transmissão.

"Temos observado uma dificuldade grande de instituir tratamento nessas mulheres porque a droga muda as suas prioridades. Elas acabam não aderindo ao tratamento da forma necessária", afirma.

 

 

 

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O DIÁRIO ONLINE | GERAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Cremerj veta médicos em partos domiciliares

Agência Estado Clarissa Thomé

23/07/2012

O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) proibiu a participação de médicos em partos domiciliares e nas equipes de sobreaviso, que ficam de plantão para o caso de alguma complicação. A entidade também veda a presença de doulas (acompanhantes de parto, função reconhecida pelo Ministério da Saúde) em ambiente hospitalar. Os médicos que descumprirem as determinações serão submetidos ao Conselho de Ética.

A medida, classificada de "arbitrária" pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), provocou reações. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) vai questionar as resoluções judicialmente e entidades de defesa do parto humanizado convocaram uma passeata, no dia 5 de agosto, em Ipanema. "Em hipótese alguma um conselho pode interferir na regulação de outras profissões e no direito de escolha da mulher. Enfermeiros e médicos fazem parte de uma equipe multidisciplinar do parto domiciliar; essa resolução dificulta a nossa atuação", afirma Pedro de Jesus, presidente do Coren.

O obstetra Luiz Fernando Moraes, conselheiro do Cremerj, diz que as resoluções são um "alerta para as mães". "Elas estão sendo informadas de que se o pré-natal não teve agravo, elas podem fazer parto em casa. Há problemas que ocorrem durante o trabalho de parto e no parto", afirma. Ele afirmou que o conselho não está proibindo o parto domiciliar. "A mãe vai optar pelo parto domiciliar sabendo do risco. Porque não é a presença do médico que garante segurança; ele tem que ter condições de agir".

A decisão do Cremerj foi questionada pelos próprios médicos. Até mesmo a Febrasgo, entidade contrária ao parto domiciliar, criticou as resoluções. "A Febrasgo é contra o parto domiciliar, mas de maneira nenhuma a gente acha que o médico que faz parto domiciliar é um profissional antiético. Um problema sério no Brasil é a cesárea desnecessária, e mesmo assim ninguém é favorável que se puna o profissional que faz cesárea a pedido da paciente", afirmou o Olímpio Moraes, vice-presidente da entidade. Moraes ressaltou ainda que a Febrasgo recomenda, em seu manual, a presença de doulas. "Vários trabalhos internacionais reconhecem que elas dão mais segurança às grávidas e diminuem as intercorrências".

Para a médica Daphne Rattner, presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), a resolução do Cremerj vai de encontro às políticas de humanização do parto do Ministério da Saúde, que reconhece o trabalho de parteiras tradicionais e incentiva a participação de doulas nos hospitais públicos - em março foi assinado convênio entre o Ministério e a Universidade de Brasília para o programa Doulas no SUS, de formação dessas acompanhantes, do qual Daphne é gestora. "Essa medida vai contra todas as evidências científicas, as recomendações da OMS e as políticas do Ministério da Saúde. Essas resoluções ferem o código de ética médica", afirmou. A entidade ainda está estudando as medidas que tomará.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que as decisões do conselho "não afetam as políticas" da Pasta. O Ministério considera que a participação da doula é um instrumento humanizador e que "a assistência prestada pelas parteiras é uma realidade em diversos locais do País".

 

 

 

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O DOCUMENTO | NACIONAL

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS vai distribuir novo medicamento contra o câncer de mama

AGÊNCIA BRASIL

O Ministério da Saúde informou hoje que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao sus (Sistema Único de Saúde). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados.

Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no "Diário Oficial" da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

 

 

 

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O DOCUMENTO | INTERNACIONAL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Molécula pode ajudar no combate à tuberculose e ao câncer

Terra

Em artigo recém-publicado na revista Infectious Agents and Cancer, pesquisadores brasileiros e norte-americanos demonstraram que um fármaco desenvolvido no Brasil e batizado de P-MAPA é capaz de ativar determinados receptores do sistema imunológico e favorecer o combate à Tuberculose e ao câncer de bexiga.

Estudos anteriores indicaram que a molécula, criada pela rede de pesquisa Farmabrasilis a partir do fungo Aspergillus oryzae, tem ação imunomoduladora, ou seja, estimula o sistema imune a combater diversos tipos de tumores e doenças infecciosas, entre elas malária, leishmaniose visceral e algumas viroses hemorrágicas.

Agora, pela primeira vez, os possíveis mecanismos de ação da droga foram descritos. Testes in vitro com células humanas e experimentos em animais revelaram que o P-MAPA ativa receptores existentes na membrana celular conhecidos como toll-like. Além disso, em ratos, a droga modificou a expressão da proteína p-53, possivelmente relacionada à regulação dos receptores.

"Os receptores toll-like são capazes de reconhecer fragmentos de vírus e bactérias, além de fatores moleculares associados a tumores ou a doenças infecciosas", explicou Wagner José Fávaro, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Esses receptores podem auxiliar na redução tumoral de duas maneiras: inibindo a formação dos vasos sanguíneos que irrigam a região e recrutando células de defesa para atacar o tumor.

Segundo Fávaro, o P-MAPA - abreviação de agregado polimérico de fosfolinoleato-palmitoleato de magnésio e amônio proteico ¿ atua especificamente sobre os subtipos 2 e 4 dos receptores toll-like. De acordo com a literatura científica, esses subtipos estariam relacionados ao câncer de bexiga.

"Ainda não se sabe com certeza se a resposta desencadeada por eles é favorável ou desfavorável. Podem atuar como reguladores negativos ou positivos da carcinogênese, mas nossos resultados indicam que a ativação dos receptores auxiliou na regressão do tumor", disse Fávaro.

Os experimentos foram realizados em ratos. Os pesquisadores introduziram diretamente na bexiga dos animais o carcinógeno N-metil-N-nitrosoureia (composto N-nitroso) ¿ substância também existente no cigarro. Após oito semanas de exposição, os roedores já apresentavam lesões pré-malignas e malignas na bexiga urinária.

"Esse modelo animal se aproxima muito do que acontece com humanos. fumantes e trabalhadores expostos a determinadas substâncias químicas inalam o N-nitroso e o excretam na urina. O contato do carcinógeno com o epitélio da bexiga, ao longo do tempo, acaba causando o câncer", explicou Fávaro.

Os animais foram então tratados por outras oito semanas. O efeito do P-MAPA foi comparado com o da vacina BCG (sigla para Bacillus Calmette-Guerin), usada originalmente na prevenção da Tuberculose e considerada atualmente a melhor opção para o controle do câncer de bexiga. "O principal tratamento para o câncer do tipo não-músculo invasivo, que apresenta lesões superficiais, consiste em remover cirurgicamente o tumor e aplicar a imunoterapia com a vacina BCG diretamente na bexiga", disse Fávaro.

Descobriu-se na década de 1970 que a BCG induz uma resposta imune massiva, estimulando a produção de células que atacam o tumor. No experimento, os ratos tratados com a vacina, verificou-se uma redução de 20% a 30% no grau tumoral, mas os animais continuavam a apresentar lesões malignas.

Já no grupo que recebeu o P-MAPA, a redução do grau tumoral foi de 90%. ¿Os animais deixaram de apresentar lesões malignas e pré-malignas, passando a apresentar apenas lesões inflamatórias¿, disse Fávaro.

Outra vantagem do P-MAPA é a baixa ocorrência de efeitos adversos verificada em estudos com diversos tipos de animais. "A BCG é preparada com bacilos atenuados e, portanto, é contraindicada para pacientes com imunodeficiência", disse.

Os efeitos colaterais, explicou o pesquisador, estão presentes em mais de 90% dos pacientes tratados com BCG e vão desde sintomas irritativos leves até reações alérgicas, instabilidade hemodinâmica e febre persistente. Nesses casos, o tratamento precisa ser suspenso. "Nos testes com animais, o P-MAPA mostrou resultados mais eficazes e com menores efeitos colaterais. Isso indica que pode se tornar um grande aliado no tratamento", destacou Fávaro.

 

 

 

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O NORTÃO ONLINE | SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

Veja a matéria no site de origem

SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama

23/07/2012

Brasília - O Ministério da Saúde informou hoje (23) que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

Edição: Carolina Pimentel

Autor: Paula Laboissière/ Agência Brasil

Fonte: O NORTÃO

 

 

 

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OLHARDIRETO.COM.BR | CIÊNCIA E SAÚDE

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Molécula pode ajudar no combate à tuberculose e ao câncer

Terra

Em artigo recém-publicado na revista Infectious Agents and Cancer, pesquisadores brasileiros e norte-americanos demonstraram que um fármaco desenvolvido no Brasil e batizado de P-MAPA é capaz de ativar determinados receptores do sistema imunológico e favorecer o combate à Tuberculose e ao câncer de bexiga.

Estudos anteriores indicaram que a molécula, criada pela rede de pesquisa Farmabrasilis a partir do fungo Aspergillus oryzae, tem ação imunomoduladora, ou seja, estimula o sistema imune a combater diversos tipos de tumores e doenças infecciosas, entre elas malária, leishmaniose visceral e algumas viroses hemorrágicas.

Agora, pela primeira vez, os possíveis mecanismos de ação da droga foram descritos. Testes in vitro com células humanas e experimentos em animais revelaram que o P-MAPA ativa receptores existentes na membrana celular conhecidos como toll-like. Além disso, em ratos, a droga modificou a expressão da proteína p-53, possivelmente relacionada à regulação dos receptores.

"Os receptores toll-like são capazes de reconhecer fragmentos de vírus e bactérias, além de fatores moleculares associados a tumores ou a doenças infecciosas", explicou Wagner José Fávaro, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Esses receptores podem auxiliar na redução tumoral de duas maneiras: inibindo a formação dos vasos sanguíneos que irrigam a região e recrutando células de defesa para atacar o tumor.

Segundo Fávaro, o P-MAPA - abreviação de agregado polimérico de fosfolinoleato-palmitoleato de magnésio e amônio proteico ¿ atua especificamente sobre os subtipos 2 e 4 dos receptores toll-like. De acordo com a literatura científica, esses subtipos estariam relacionados ao câncer de bexiga.

"Ainda não se sabe com certeza se a resposta desencadeada por eles é favorável ou desfavorável. Podem atuar como reguladores negativos ou positivos da carcinogênese, mas nossos resultados indicam que a ativação dos receptores auxiliou na regressão do tumor", disse Fávaro.

Os experimentos foram realizados em ratos. Os pesquisadores introduziram diretamente na bexiga dos animais o carcinógeno N-metil-N-nitrosoureia (composto N-nitroso) ¿ substância também existente no cigarro. Após oito semanas de exposição, os roedores já apresentavam lesões pré-malignas e malignas na bexiga urinária.

"Esse modelo animal se aproxima muito do que acontece com humanos. fumantes e trabalhadores expostos a determinadas substâncias químicas inalam o N-nitroso e o excretam na urina. O contato do carcinógeno com o epitélio da bexiga, ao longo do tempo, acaba causando o câncer", explicou Fávaro.

Os animais foram então tratados por outras oito semanas. O efeito do P-MAPA foi comparado com o da vacina BCG (sigla para Bacillus Calmette-Guerin), usada originalmente na prevenção da Tuberculose e considerada atualmente a melhor opção para o controle do câncer de bexiga. "O principal tratamento para o câncer do tipo não-músculo invasivo, que apresenta lesões superficiais, consiste em remover cirurgicamente o tumor e aplicar a imunoterapia com a vacina BCG diretamente na bexiga", disse Fávaro.

Descobriu-se na década de 1970 que a BCG induz uma resposta imune massiva, estimulando a produção de células que atacam o tumor. No experimento, os ratos tratados com a vacina, verificou-se uma redução de 20% a 30% no grau tumoral, mas os animais continuavam a apresentar lesões malignas.

Já no grupo que recebeu o P-MAPA, a redução do grau tumoral foi de 90%. ¿Os animais deixaram de apresentar lesões malignas e pré-malignas, passando a apresentar apenas lesões inflamatórias¿, disse Fávaro.

Outra vantagem do P-MAPA é a baixa ocorrência de efeitos adversos verificada em estudos com diversos tipos de animais. "A BCG é preparada com bacilos atenuados e, portanto, é contraindicada para pacientes com imunodeficiência", disse.

Os efeitos colaterais, explicou o pesquisador, estão presentes em mais de 90% dos pacientes tratados com BCG e vão desde sintomas irritativos leves até reações alérgicas, instabilidade hemodinâmica e febre persistente. Nesses casos, o tratamento precisa ser suspenso. "Nos testes com animais, o P-MAPA mostrou resultados mais eficazes e com menores efeitos colaterais. Isso indica que pode se tornar um grande aliado no tratamento", destacou Fávaro.

 

 

 

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DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Hillary afirma que os EUA estão comprometidos com "uma geração sem Aids"

AFP

Os Estados Unidos estão comprometidos com o objetivo de se chegar a uma geração livre da Aids e intensificarão seus esforços para deter a pandemia mundial, afirmou a secretária de Estado, Hillary Clinton, durante uma conferência mundial celebrada esta segunda-feira em Washington.

"Os Estados Unidos estão comprometidos e manterão o compromisso de chegar a uma geração livre de Aids. Não vamos retroceder, não vamos ceder", disse Hillary durante a XIX Conferência Internacional sobre Aids, na capital americana.

"Vamos lutar pelos recursos necessários para alcançar este marco histórico", acrescentou, rejeitando as críticas de que os Estados Unidos não estavam decididos a lutar contra a pandemia de HIV/Aids, que causou 30 milhões de mortos em três décadas.

A conferência, inaugurada no domingo, é o maior encontro mundial sobre HIV/Aids e se espera que atraia 25.000 pessoas, incluindo políticos, cientistas, celebridades e ativistas.

Hillary Clinton disse que o mundo em breve será capaz de "realmente imaginar um momento no qual não seremos mais afetados por esta terrível epidemia e pelo alto custo e o sofrimento que nos impôs durante tempo demais".

A chefe da diplomacia americana divulgou os novos esforços de financiamento dos Estados Unidos para apoiar a circuncisão na África do Sul, ajudar as mulheres grávidas com HIV a ter acesso a tratamentos para evitar infectar seus bebês, bem como para investigar novas intervenções contra a doença.

"Esta é uma luta que podemos vencer. Já avançamos tanto, demais para parar agora", disse, arrancando aplausos dos presentes.

Cerca de 34 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV, segundo o último relatório da ONUAids. No entanto, aproximadamente uma em cinco pessoas não sabe que está infectada e correm um risco maior de disseminar a doença.

Hillary reconheceu que sem uma vacina ou cura para o HIV, o vírus se manterá presente no mundo, mas insistiu em que "a doença causada pelo HIV não tem porque permanecer".

Numa geração livre de Aids praticamente nenhuma criança nascerá com o vírus, os adolescentes correrão menor risco de infecção e, se sofrerem contágio, poderão obter o tratamento necessário para evitar o desenvolvimento da Aids ou sua transmissão, disse.

O colóquio, celebrado a cada dois anos, volta a ser realizado nos Estados Unidos pela primeira vez em 22 anos, depois que o país suspendeu, em 2009, a proibição de entrada em seu território de pessoas infectadas com HIV, imposta em 1990.

 

 

 

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DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012

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Veterinários serão responsáveis por animais usados em experiências de laboratório

Agência Brasil

A partir de agora, as experiências científicas com uso de animais no Brasil terão que ser acompanhadas, obrigatoriamente, por médicos veterinários. A exigência da presença desses profissionais foi determinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Na prática, a maior parte dos laboratórios de pesquisa que utilizam animais para experimentação científica e ensino, mais conhecidos como biotérios, já mantém veterinários em suas equipes, segundo informações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

"O que se pretende é que a prerrogativa seja levada à sociedade em geral, para que o número cada vez maior de universidades que têm biotérios também cumpra essa norma", explicou o professor e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Alberto Costa, que preside a Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV.

Com a medida, procedimentos como analgesia, eutanásia, administração de medicamentos e óbito dos animais e a garantia de boas condições do ar e de alimentação passam a ser competência e responsabilidade dos veterinários. A equipe de pesquisadores ficará responsável exclusivamente pelos estudos científicos.

"Quem pode avaliar se animal está sendo submetido a sofrimento ou dor, durante um procedimento, em aula prática ou pesquisa, é o medico veterinário", explicou Alberto Costa. Os cientistas reconhecem que, apesar de não terem o nível de consciência do ser humano, os animais são capazes de experimentar as sensações negativas e positivas, desde euforia à frustração, dor e sofrimento intenso. "A presença do médico veterinário contribui para que não ocorra essa situação de sofrimento", acrescentou o professor.

A obrigatoriedade, por outro lado, desperta, entre alguns pesquisadores e cientistas, o temor de que os médicos veterinários interfiram nos procedimentos exclusivamente científicos. Mas o coordenador do Centro de Experimentação Animal do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Carlos Müller, garante que a nova norma, que cria mecanismos rigorosos de controle da experimentação, trata apenas da assistência técnica e sanitária aos animais. "Atualmente, existem pessoas que não fazem sequer analgesia nos animais [submetidos às experiências]. O pesquisador é pontual na pesquisa, mas nem sempre tem a experiência de dia a dia com o animal", disse.

A alteração nas regras desse tipo de experimento reacende ainda o debate sobre alternativas que substituam o uso de animais em pesquisas. Alguns segmentos, como o da indústria cosmética, validaram métodos alternativos de substituição. Mas, quando se trata de pesquisas em geral, Müller é enfático em afirmar que "não terá tão cedo no Brasil. Não existem métodos substitutivos porque falta investimento".

Para o pesquisador, o estabelecimento de métodos alternativos em testes científicos pode demorar de dez a 12 anos para ser concluído. Além da falta de sinalização de investimentos, Müller ainda destaca que apenas este ano o Brasil sediará um evento internacional sobre o tema. "Na Europa, você vê fortunas investidas nesses métodos. Aqui [no Brasil], não adianta ficar cobrando do pesquisador. Você até substitui aulas com métodos alternativos, mas na pesquisa não", relatou.

A dificuldade em reproduzir, de forma padronizada, a variedade de condições exigidas pelas pesquisas é o principal problema apontado pelos pesquisadores para a substituição dos animais nos estudos. "Imagina você fazer controle de qualidade de vacina de Hepatite, que é viral, sem usar o macaco. Se essa vacina for para a rua e não passar pelo macaco toda a população que tomar a vacina terá problema neurológico", afirmou Müller.

 

 

 

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PANTANALNEWS | SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Novo medicamento para câncer de mama será incorporado no SUS

Por Redação Pantanal News/Agência Saúde

O medicamento de alto custo, Trastuzumabe, reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

O Ministério da Saúde (MS) vai incorporar o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama, no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa faz parte do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica no país, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no ano passado. O ministério investirá R$130 milhões/ano para disponibilizar o medicamento à população.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres, com uma estimativa de mais 1,15 milhão de novos casos a cada ano, e responsável por 411.093 mortes a cada ano. No Brasil, estimam-se 52.680 novos casos em 2012/2013. Em 2010 ocorreram 12.812 mortes por causa da doença. E neste ano, o Ministério da Saúde já custeou mais de 100 mil procedimentos para quimioterapia do câncer de mama inicial ou localmente avançado.

"A expectativa é que o Trastuzumabe beneficie 20% das mulheres com câncer de mama em estágio inicial e avançado", afirma o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A partir da publicação, nesta semana, no Diário Oficial da União (DOU), o SUS

tem prazo de 180 dias para efetivação de sua oferta á população brasileira. E o novo medicamento diminui em 22% o risco de morte de mulheres com a doença e ainda reduz as chances de reincidência do câncer. A incorporação do Trastuzumabe foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado.

INCLUSÃO - O Trastuzumabe é um dos primeiros medicamentos incorporados no SUS a partir da Lei 12.401, de 2011. O decreto, que cria uma Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), define regras que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia desses medicamentos, que devem ter registro nacional e serem reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O documento estabelece também que seja publicado um protocolo de como e quais as situações que o medicamento deve ser utilizado. "A Conitec é um aprimoramento do sistema de incorporação de novas tecnologias, protegendo o cidadão e reduzindo os riscos de judicialização do medicamento, que muitas vezes é recomendado de forma indevida", destaca o ministro.

O medicamento é um dos mais procurados. Em 2011, o ministério gastou R$ 4,9 milhões para atender a 61 pedidos judiciais. Esse ano já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por demanda judicial.

De acordo com o ministro Padilha, essa aquisição só foi possível devido à economia de custos gerada por inovação tecnológica, parcerias público-privadas, comparação de preços internacionais e a centralização de compras. "A melhor gestão dos recursos possibilitou gerar uma economia de R$ 1,7 bilhão/ano no orçamento do ministério. Isso nos permite ampliar o acesso dos brasileiros às novas tecnologias", explica.

Por Rhaiana Rondon, da Agência Saúde - Ascom/MS

 

 

 

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PARANASHOP | SAÚDE E BEM ESTAR

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a Hepatite C é uma epidemia emergente com 170 milhões de indivíduos infectados. No Brasil, a doença atinge 3 milhões de pessoas e é responsável por 70% das mortes provocadas por Hepatite. As hepatites B e C são infecções causadas por vírus que atingem o fígado, órgão que executa várias funções vitais para o nosso corpo. "Em geral, não apresentam sintomas e ao longo dos anos, a doença pode causar dano ao fígado evoluindo para Cirrose e até mesmo câncer", destaca a gastroenterologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dra Cláudia Ivantes.

Para alertar sobre a doença, o Serviço de Gastroenterologia do Hospital Nossa Senhora das Graças, promove no dia 25 de Julho às 14h30, uma palestra aberta a comunidade sobre o tema "Hepatite - O que preciso saber?". Durante o encontro serão abordadas as formas de transmissão, prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Os interessados também serão orientados quanto a realização do teste rápido para diagnóstico de Hepatite B e C, de forma gratuita.

Segundo a médica as hepatites virais podem ser transmitidas através de relação sexual sem o uso de Preservativo, o uso compartilhado de agulhas, seringas, navalhas, materiais para manicure e pedicure, aparelho de barbear, por equipamentos não esterilizados em procedimentos médico-odontológicos, tatuagem, colocação de piercing e acupuntura. "A mãe infectada com o vírus da Hepatite B também pode transmitir a doença para o bebê", enfatiza.

A Hepatite C pode ser classificada em aguda e crônica e na grande maioria das vezes não apresenta sintomas. Apenas 6% dos portadores da doença apresentam indícios, sendo a fadiga o mais comum. "No entanto, a maioria dos pacientes só percebe que está doente, anos após a infecção, quando a doença já está em fase avançada", esclarece a Dra. Cláudia. A melhor maneira de evitar a doença é não compartilhar material pérfuro-cortante como seringas, agulhas, aparelho de barbear, material de manicure e pedicure.

Diagnóstico

Para diagnosticar a Hepatite C, o teste é rápido. O exame utiliza uma pequena quantidade de sangue e o resultado fica pronto em dez minutos. "As pessoas que fazem ou já fizeram parte de algum grupo de risco ou mesmo aqueles que desejam saber mais sobre a sua saúde, devem fazer o teste", explica a Dra. Cláudia.

A doença possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de cerca de 48% dos casos. Os medicamentos são disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que conta com novos remédios para combater a doença. "Com a nova opção terapêutica, as taxas de cura são significativamente melhores", acredita a médica.

De acordo com a Dra. Cláudia a Hepatite C possui tratamento, que oferece uma taxa de cura de aproximadamente 50%. Já a Hepatite B pode ser prevenida com a vacina. "Pessoas com 29 anos de idade que ainda não tomou as três doses da vacina, pode procurar uma Unidade de Saúde", destaca a médica.

Grupo de risco

São considerados grupos de risco pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 (quando não existiam exames como os de hoje, que oferecem segurança aos doadores de sangue), usuários ou ex-dependentes de drogas e trabalhadores da área de saúde. "Pessoas dos grupos de risco devem realizar o teste de screeening, que diagnostica a doença", orienta a Dra. Cláudia. A médica ressalta que atualmente, a transfusão de sangue não é mais um fator de risco para transmissão de Hepatite C, pois, a pesquisa do vírus já é feita no sangue dos doadores.

 

 

 

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PRIMEIRA EDIÇÃO - AL | SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS fornecerá medicamento contra câncer de mama

O Ministério da Saúde vai incorporar o medicamento Trastuzumabe (Herceptin), uma das principais armas no combate ao câncer de mama, na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS. A inclusão será publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. Estima-se que entre 20% e 25% das pacientes diagnosticadas com câncer de mama têm indicação para receber essa medicação - que tem como alvo a mutação genética que leva ao HER-2 positivo, um dos tipos mais agressivos de tumor.

O Trastuzumabe é considerado uma das drogas mais avançadas na terapia contra o câncer de mama porque é um anticorpo monoclonal que promove uma "terapia-alvo", já que ele tem a capacidade de atingir exclusivamente as células doentes, preservando as sadias. O medicamento é fabricado pela Roche.

"Esse é um grande avanço para as mulheres que dependem do SUS. É uma medicação essencial para as pacientes que são positivo para o HER-2 porque ela consegue controlar o avanço da doença e evitar metástases", diz o mastologista Waldemir Rezende.

A droga será oferecida no SUS por decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), criada dentro do ministério por força de lei. Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a comissão analisou o custo-efetividade da droga por mais de um ano, colocou o assunto em consultas públicas e não levou em consideração a pressão das demandas judiciais.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo - cada frasco custa, em média, R$ 7 mil -, ela estava restrita a mulheres que conseguiam o direito de recebê-la do governo por meio de ações judiciais.

O Trastuzumabe é o sétimo medicamento mais demandado judicialmente ao Ministério da Saúde, que em 2011 gastou R$ 266 milhões na compra de remédios determinados por decisões judiciais - sendo R$ 4,9 milhões para atender a 61 ordens de compra do Trastuzumabe.

Neste ano, o governo federal já recebeu 98 determinações judiciais para compra do medicamento e gastou R$ 12,6 milhões. Só uma compra para atender uma ação civil pública movida pelo Estado de Santa Catarina, por exemplo, consumiu R$ 9,8 milhões dos cofres públicos.

Segundo o ministro, a incorporação da droga no SUS exige que o preço praticado pela indústria seja compatível com o que ela aplica no mercado internacional. O governo estima gastar até R$ 150 milhões por ano para fornecer a medicação. Por se tratar de uma compra em massa, há uma negociação com o laboratório fabricante e o preço pode ser reduzido em até 50%. A partir da publicação no Diário Oficial, a oferta na rede ocorrerá em, no máximo, 180 dias.

 

 

 

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R7 | SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

24/07/2012 08:26

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Gripe A já matou 133 pessoas no sul do país

As novas mortes foram registradas no Rio Grande do Sul e no Paraná

As autoridades sanitárias informaram nesta segunda-feira (23) a morte de outras 10 pessoas no

por gripe A, o que aumentou para 133 o número de mortos por causa da doença apenas neste ano. As

foram registradas no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Até agora foram contabilizados 1,9 mil casos da doença, segundo a Agência Brasil. Está previsto que o Ministério da Saúde envie até o final desta semana

ao Paraná com o objetivo de imunizar crianças de 2 a 5 anos incompletos.

Esse grupo de menores não estão incluídos na categoria de risco aos quais se distribui de forma prioritária a vacina e que compreende mulheres grávidas, pacientes de doenças crônicas e bebês de seis meses a dois anos. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou o risco de uma epidemia de gripe A no Brasil.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

 

 

 

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R7 | SAÚDE

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

24/07/2012 08:05

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Governos e ativistas buscam geração "livre da Aids" em conferência nos EUA

Obama anunciou uma doação de R$ 300 milhões para reduzir a propagação do HIV nos países mais pobres

No segundo dia da

, que ocorre durante esta semana em Washington, governos e ativistas, incluindo alguns prestigiados cantores e atores de Hollywood, defenderam a busca por uma geração "livre da doença" e o fim do estigma que continua ligado aos

. Principal oradora da conferência nesta segunda-feira (23), a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, foi categórica ao falar sobre a posição de seu país neste aspecto.

- Há que duvide dos compromissos assumidos pelos EUA na

e pelo tratamento das pessoas infectadas pelo o vírus HIV.

Isso porque, inúmeros grupos, de dentro e de fora dos EUA, questionam as decisões do presidente Barack Obama de repassar menos recursos aos fundos que lutam contra essa doença. Neste aspecto, Hillary completou:

- Seguimos comprometidos, não abandonamos e não vamos abandonar esta luta até que alcançarmos uma geração livre da Aids.

Nesta segunda, por exemplo, o governo de Obama anunciou uma doação de US$ 150 milhões para reduzir a propagação do HIV nos países mais pobres. Em uma mensagem gravada e exibida na abertura da jornada desta segunda, o presidente da França, François Hollande, sustentou que seu governo quer "criar novos financiamentos suplementares" para os programas globais de luta contra a Aids.

- Este é o sentido do imposto sobre as transações financeiras que meu país decidiu incorporar desde o primeiro de agosto.

Segundo Hollande, "em um contexto econômico e financeiro difícil, o compromisso dos Estados e dos doadores é indispensável". A conferência, que ocorre nos EUA pela primeira vez em 20 anos e será concluída na próxima sexta-feira (27), estará repleta de caras conhecidas, famosos e atores de Hollywood que querem se unir à causa para por fim em uma doença que há três décadas afeta milhares de pessoas e, inclusive, muitas celebridades.

Desde a identificação da Aids no início do anos 80, mais de 30 milhões de pessoas morreram por doenças vinculadas a essa síndrome, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que há pelo menos 35 milhões de portadores do vírus HIV.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

 

 

 

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REDE BOM DIA | DIA A DIA

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS vai distribuir remédio contra câncer de mama

O medicamento de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje (23) que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

 

 

 

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REPÓRTER DIÁRIO | NOTÍCIAS

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia.

Fonte: AE

 

 

 

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RONDO NOTÍCIAS ONLINE | NOTÍCIAS

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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OMS aprova uso de remédios para prevenir transmissão do HIV

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deu aval ao uso de medicamentos contra o HIV entre pessoas que estejam em situação de alto risco para contrair o vírus, e sugeriu que países ricos e pobres criem projetos-pilotos para entender melhor os benefícios disso.

A agência da ONU fez essa sugestão nesta sexta-feira (20), quatro dias depois de autoridades reguladoras dos EUA aprovarem o uso do medicamento Truvada, do laboratório Gilead Sciences, em pessoas não contaminadas que mantenham relações sexuais com soropositivos. O conceito é conhecido como "profilaxia pré-exposição".

O Truvada, que combina em um só comprimido os medicamentos tenofovir e emtricitabine, já é amplamente usado no tratamento de pessoas contaminadas pelo vírus da Aids. O remédio, que custa quase US$ 14 mil por ano nos EUA, é o primeiro tratamento preventivo a ser aprovado.

"A OMS está estimulando os países que desejem introduzir a profilaxia pré-exposição a estabelecerem inicialmente projetos pequenos para ajudarem profissionais de saúde pública a entenderem melhor e perceberem todos os benefícios potenciais", disse a agência em nota.

Sarah Russell, porta-voz da OMS, disse que a agência não pode recomendar drogas específicas para a prevenção, mas acrescentou: "Precisa ser uma droga como o Truvada, que tenha sido desenvolvida para fins preventivos."

A OMS disse ser importante que as pessoas que usem a profilaxia não sejam soropositivas, porque do contrário formas do HIV resistentes à medicação podem se desenvolver. A agência disse que essas pessoas também devem continuar usando Preservativos e tomando fielmente os seus medicamentos todos os dias.

Auxílio a grupos de risco

A pílula é considerada por muitos especialistas uma nova e potente ferramenta contra o vírus da Aids, mas alguns provedores de serviço de saúde temem que incentive comportamentos sexuais de risco.

Um estudo sobre o Truvada publicado em 2010, no "New England Journal of Medicine", incluiu 2.499 homens que tinham relações sexuais com outros homens, mas que não estavam infectados com o vírus que causa a Aids.

Os participantes foram selecionados aleatoriamente para tomar uma dose diária de Truvada - uma combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 mg de tenofovir disoproxil fumarato - ou um placebo. Quem tomou o medicamento regularmente teve quase 73% a menos de infecções.

Segundo os especialistas, os resultados são a primeira demonstração de que um remédio já aprovado por via oral pode diminuir a probabilidade de infecções de HIV.

De acordo com Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o medicamento tem registro no órgão, ou seja, significa que está autorizado a ser comercializado no país.

Autor: G1 e Agências internacionais

 

 

 

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SONOTICIAS - AGRONOTICIAS | SAÚDE

ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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SUS vai distribuir novo remédio contra câncer de mama

Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje que vai incorporar o medicamento Trastuzumabe, utilizado no combate ao câncer de mama, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio de alto custo reduz as chances de reincidência da doença e diminui em 22% o risco de morte das pacientes.

De acordo com a pasta, o medicamento é considerado um dos mais eficientes no combate ao câncer de mama e também um dos mais procurados. Em 2011, o governo federal gastou R$ 4,9 milhões para atender a um total de 61 pedidos judiciais que determinavam a oferta do remédio. Este ano, já foram gastos R$ 12,6 milhões com a compra do Trastuzumabe por ação judicial.

Para disponibilizar o remédio em unidades públicas de saúde, serão necessários R$ 130 milhões ao ano. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para o tratamento de câncer de mama inicial e avançado e integra as ações do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado no ano passado.

A partir da publicação no Diário Oficial da União, o SUS tem prazo de 180 dias para iniciar a oferta do medicamento.

Segundo o ministério, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o mais frequente entre mulheres, com uma estimativa de mais de 1,15 milhão de novos casos a cada ano. A doença é responsável ainda por 411.093 mortes anualmente.

No Brasil, a estimativa é que 52.680 novos casos sejam detectados de 2012 a 2013. Em 2010, foram notificadas 12.812 mortes por causa da doença no país.

 

 

 

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TRIBUNA HOJE - AL | SAÚDE

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS | ASSUNTOS RELACIONADOS À DST/AIDS E HEPATITES

23/07/2012

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Governo realiza campanha de conscientização sobre hepatites virais

Atividades começam no domingo (29), com teste gratuito na Praia da Ponta Verde

Para marcar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, comemorado no próximo sábado (28), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promove, durante todo o mês de agosto, uma campanha estadual com o objetivo de conscientizar a população. Ao longo de 30 dias, serão veiculadas informações sobre a doença em redes de televisão, rádios e mídias exteriores.

As atividades começam no domingo (29), com a realização do teste gratuito das hepatites B e C. A ação acontece no espaço de lazer da praia de Ponta Verde e é voltada para quem estiver em situações de exposição. O dia contará ainda com a imunização dos grupos prioritários, que poderão procurar as salas de vacina do Estado durante o horário de expediente das unidades de saúde.

Segundo a gerente do Núcleo de Agravos Crônicos da Sesau, Mona Lisa Góes, o município de Maceió também estará realizando a testagem. "A prefeitura continuará fazendo o teste, que não é feito pelo Estado. Além disso, os municípios prioritários receberão displays de Preservativos. O restante da campanha será baseada na informação, que é o que mais falta", diz.

Tendo isso em vista, outro meio de conscientização será a internet, gerando interação entre os internautas das principais redes sociais, como Facebook e Twitter, e ainda em sites como Youtube. A intenção é atingir o público jovem e estimular a vacinação de pessoas com até 29 anos e grupos vulneráveis, a exemplo de profissionais de saúde e de salões de beleza e tatuadores.

A iniciativa pretende alertar os alagoanos sobre os riscos das enfermidades, formas de contágio e prevenção. "Os jovens expõem-se muito ao risco, seja por meio do sexo sem proteção, uso compartilhado de seringas e agulhas e prática de tatuagens e colocação de piercings sem atenção à esterilização. Por isso é tão importante chegar até eles", acrescenta Mona Lisa.

Casos - De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan), Alagoas registrou, em 2011, 522 casos confirmados de hepapites virais, sendo 350 do tipo A (associado com baixo acesso à água potável e a saneamento básico), 103 do tipo B (mais frequente por transmissão sexual) e 69 do tipo C (contato com sangue contaminado).

As hepatites são infecções no fígado causadas por vírus. Nem sempre a enfermidade apresenta sintomas, mas, quando eles aparecem, podem ser caracterizados por cansaço, febre, mal-estar, tontura, vômitos, dor abdominal, e pele e olhos amarelados. Devido a isso, muitas pessoas são portadoras sem saber, correndo o risco de evolução para Cirrose e câncer.

O vírus A apresenta apenas formas agudas, sendo eliminado pelo organismo. Já os B, C e D podem apresentar tanto formas agudas quanto crônicas de infecção. A Hepatite B torna-se crônica em até 5% dos casos e a C em mais de 80%. Dos indivíduos com o tipo B da doença, 25 a 40% evoluem para Cirrose e/ou câncer de fígado e na C isso ocorre em cerca de 20%.

Algumas formas de prevenção são a imunização, no caso das hepatites A e B - para a C não existe vacina; a utilização de água fervida ou tratada; a higienização de legumes, frutas e verduras e das mãos antes de preparar alimentos e se alimentar; o não compartilhamento de seringas e agulhas; o uso de Preservativo nas relações sexuais.

 

 

 

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VEJA.COM | BRASIL

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Painel indica medicar toda pessoa com HIV

Por AE

São Paulo - Um painel internacional de saúde recomendou pela primeira vez que todos os pacientes com o vírus HIV sejam tratados com remédios Antirretrovirais, mesmo quando o impacto do vírus no sistema imunológico se mostra pequeno.

A Sociedade Antiviral Internacional (IAS), entidade sem fins lucrativos, citou novas evidências de que a infecção com o vírus da imunodeficiência não tratada causa Aids e pode levar a vários outros problemas, incluindo doenças cardiovasculares e renais. Além disso, dados mostraram que combater o HIV reduz o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus a outra.

"Não estamos mais apenas concentrados nas infecções tradicionais da Aids. Sabemos que o HIV está danificando o corpo a todo momento em que não está controlado", afirmou Melanie Thompson, pesquisadora do Consórcio de Pesquisa do HIV em Atlanta e membro do painel da Sociedade Antiviral. As recomendações são globais, mas principalmente focada em países ricos, que podem cobrir os custos das medicações, afirmou.

As diretrizes foram publicadas no Journal of the American Medical Association no começo da Conferência Internacional de Aids 2012 da sociedade, que começou ontem e vai até sexta-feira em Washington.

Além dos estudos mostrando que a terapia com Antirretrovirais reduz o risco de transmissão do HIV, testes mostraram um efeito protetor quando os remédios são usados por pessoas em risco e não infectadas com o vírus.

"As drogas são convenientes, têm poucos efeitos colaterais e seus benefícios estão se tornando cada vez mais claros, tanto para as pessoas infectadas quanto do ponto de vista da saúde pública", disse Paul Volberding, diretor do Centro de Pesquisa de Aids da Universidade da Califórnia e outro membro do painel.

Tratamento

Em 2008, o mesmo painel da IAS recomendou que a terapia com Antirretrovirais deveria começar quando o número de linfócitos CD4 (células do sistema imunológico) da pessoa infectada atingisse 350 células por ml de sangue - o que hoje é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em geral, trata-se o paciente assintomático com drogas antiaids apenas quando há menos de 250 ou 200 células CD4 por ml de sangue. Um adulto saudável tem entre 500 e 1,2 mil células CD4 por ml de sangue.

O início do tratamento costuma ser protelado para evitar a resistência do HIV aos remédios e seus efeitos colaterais. No entanto, segundo a IAS, novos medicamentos mais seguros permitem antecipar a terapia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

 

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VEJA.COM | CIÊNCIA

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Elton John: mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids

O cantor britânico Elton John afirmou nesta segunda-feira que o mundo precisa de mais amor para acabar com a Aids, uma pandemia que custou 30 milhões de vidas desde o seu surgimento, nos anos 1980.

"Precisamos de um pouco mais do que dinheiro. Precisamos de um pouco mais do que Medicina. Precisamos de amor", declarou John na XIX Conferência Internacional sobre a Aids, realizada esta semana em Washington, o maior evento de especialistas em HIV/Aids do mundo.

"Precisamos é de mais amor para os que estão vivos", afirmou, lembrando sua juventude como um homossexual viciado em drogas com dificuldades para ser aceito, e lamentando a discriminação que ainda existe com este grupo em muitas partes do mundo.

"Há algumas pessoas que olham os doentes e buscam razões para culpá-las", explicou, acrescentando que o medo do isolamento impede que as pessoas façam exames ou iniciem um tratamento.

A vergonha e o estigma estão "matando as pessoas em todo o mundo agora mesmo", afirmou.

O cantor saudou a iniciativa dos Estados Unidos de financiar programas de tratamento mundiais contra a doença, mas denunciou a sua incapacidade de conter uma epidemia aguda na capital americana, onde a taxa de transmissão entre homens negros está aumentando.

"Se este país quisesse acabar com a Aids em casa, poderia fazer isso num piscar de olhos", afirmou, recebendo aplausos.

A Conferência Internacional sobre a Aids é realizada a cada dois anos e voltou aos Estados Unidos pela primeira vez desde 1990, depois de o governo americano eliminou as restrições ao acesso ao país de pessoas soropositivas.

 

 

 

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VIRGULA .COM.BR | FAMOSOS

DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS

23/07/2012

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Cantores e atores de Hollywood se unem à 19ª Conferência contra Aids

O cantor britânico Elton John discursa nesta segunda na 19ª Conferência Internacional de Aids, em Washington

A 19ª Conferência Internacional de Aids, realizada nesta semana em Washington, estará repleta de personalidade, famosos e atores de Hollywood que se uniram à causa com a intenção de dar fim a uma doença que há décadas afeta à sociedade e, inclusive, muitas celebridades.

Na última sexta-feira (20), a atriz Sharon Stone participou de um ato beneficente no bairro de Georgetown e, no sábado (21), se uniu a Bill e Belinda Gates, a cantora Alicia Keys e ao ator Sean Penn, entre outros, em um jantar no Kennedy Center de arrecadação de fundos para a pesquisa contra o vírus.

A atriz Elizabeth Taylor foi uma das pioneiras a trabalhar na luta contra a Aids, doando uma parte de sua coleção de joias, avaliadas em mais de US$ 115 milhões [R$ 234 milhões], e também encorajando outras personalidades a contribuírem com a causa.

Ao lado da democrata Nancy Pelosi, o cantor e compositor Elton John participará de uma das mesas que serão apresentadas durante os seis dias da conferência - a primeira realizado nos EUA em 20 anos -, assim como a atriz Whoopi Goldberg também estará presente em alguns dos fóruns de debate.

Junto à Comunidade da Diáspora Latino-Caribenha (LCDC) estará o cantor colombiano Juanes, que confirmou sua participação em algumas das atividades, assim como a ex-miss Universo Stefanía Fernández.

A conferência se estenderá até o dia 27 de julho e contará com a participação de mais de 20 mil pessoas, incluindo o presidente americano Barack Obama, que participará através de uma videoconferência.

Desde a catalogação da Aids no início do anos 80, mais de 30 milhões de pessoas já morreram por doenças relacionadas com essa síndrome em mundo todo, e a Organização Mundial da Saúde calcula que haja pelo menos 35 milhões de portadoras do vírus.